quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

PARCELA ÚNICA PARA AS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA FOI PAGA HOJE(04/02). VEJA!


O Ministério finalmente "pagou" a parcela única para ESF e e-Multi. Mas algo deu errado nas contas do "Estagiário" e muitos Estados não receberam o recurso da E-MULTI.

A PARCELA ÚNICA PARA AS EQUIPES DE SAUDE DA FAMÍLIA FOI PAGA HOJE!

O recurso foi pago hoje (04/02/2026), até mesmo antes do recurso de custeio da competência de janeiro. Mas muitos estados NÃO receberam este recurso. Sem nenhuma explicação!

COMO MONITORAR?

• Acesse o Portal FNS no link abaixo:

https://portalfns.saude.gov.br/

• Clique na opção: CONSULTAS E REPASSES

• depois Clique em: CONSULTAS DETALHADA DE PAGAMENTO

• FAÇA A SUA PESQUISA E CLIQUE NA AÇÃO: "INCENTIVO FINANCEIRO DA APS - EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA/ESF E EQUIPES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA/EAP e na opção INCENTIVO FINANCEIRO DA APS - EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS - EMULTI

COMO IDENTIFICAR A PARCELA ÚNICA?

ELA IRÁ APARECER NO DETALHAMENTO DE CADA AÇÃO COMO: "ÚNICA EM 2025" (Comp. /Parcela - Única em 2025)

VOCÊ SABE COMO APLICAR O RECURSO DA PARCELA ÚNICA?

EXISTEM 08 POSSIBILIDADES DE APLICAÇÃO DESTE RECURSO, QUE SÃO APRESENTADAS NA NOTA TÉCNICA Nº 4

Dentre estas possibilidades está o repasse aos profissionais, ou seja, não é obrigatório e depende da criação de lei municipal que informe que não é aumento de salário.

PARCELA ÚNICA NÃO É IFA!

Esta é uma dúvida recorrente! A Parcela Única é um pagamento adicional do novo financiamento da APS (Saúde 360) e não é o IFA(Incentivo financeiro Adicional para os ACS). O IFA já foi repassado a todos os municípios em dezembro de 2025.

ESTE DINHEIRO DEVERIA IR DIRETO PARA A CONTA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE?

Seria maravilhoso, mas não é assim que funciona! O Ministério da Saúde não paga nenhum profissional nos municípios, ele repassa recursos aos entes (Estado e Município) para que possam fazer a gestão e execução dos serviços de saúde. Por isso quem irá fazer a gestão deste recurso são as Secretarias Municipais de Saúde.

VEJA NA IMAGEM ABAIXO QUANTOS MUNICÍPIOS POR ESTADO JÁ RECEBERAM AS PARCELAS ÚNICAS.


Fonte: Jamesson Ferreira

Agentes Comunitários do SUS influenciam reformulação da Atenção Primária na Inglaterra. Veja!


Famílias acompanhadas por Agentes Comunitários ingleses registraram aumento de 40% no uso de serviços preventivos. (Foto acima: Crédito: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Um dos principais alicerces da atenção básica no Brasil, o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS), tem servido de referência para mudanças nas políticas públicas de saúde da Inglaterra. O modelo brasileiro vem inspirando iniciativas do NHS (National Health Service), sistema que, décadas atrás, foi uma das bases para a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), em 1988.

Criado em 1991, o programa de agentes comunitários de saúde é formado por profissionais que atuam de maneira contínua nos territórios onde vivem, realizando visitas domiciliares, acompanhando famílias e conectando a população aos serviços de saúde e de assistência social. Em 2006, essa atuação passou a integrar oficialmente a Estratégia Saúde da Família (ESF).

Desde 2023, esse modelo passou a orientar projetos do NHS voltados à redução das desigualdades no acesso à prevenção e ao cuidado primário. A proposta vem sendo defendida há cerca de duas décadas pelo pesquisador Matthew Harris, professor de saúde pública do Imperial College London, que atuou como médico de família no SUS entre 1999 e 2003 e, desde então, estuda a experiência brasileira.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Fiocruz e do Imperial College London, publicado nesta terça-feira (3) na revista Nature Health, aponta resultados expressivos. Famílias acompanhadas por agentes comunitários ingleses registraram aumento de 40% no uso de serviços preventivos, com crescimento de 47% na cobertura vacinal e de 82% na realização de exames de rastreamento e check-ups. Também foi observada uma redução de 7,4% nos atendimentos médicos não programados.

A experiência chama atenção por romper com a lógica tradicional da cooperação internacional em saúde. Em vez de importar soluções de países ricos, o Reino Unido tem buscado aprender com uma política pública desenvolvida em um país de renda média, marcado por profundas desigualdades sociais e territoriais.

A adoção do modelo ocorre em um contexto de forte pressão sobre o NHS. O sistema enfrenta os efeitos do envelhecimento populacional, a escassez de profissionais, as consequências prolongadas da pandemia de Covid-19 e os impactos de políticas de austeridade adotadas desde 2008.

Mesmo com um orçamento anual de £165,9 bilhões — o equivalente a R$ 1,19 trilhão, quase cinco vezes o orçamento federal brasileiro para a saúde — o NHS convive com filas de espera prolongadas, dificuldades na atenção primária e limitações para ampliar ações preventivas. Nos últimos anos, houve aumento de doenças evitáveis por vacinação, como sarampo e caxumba, além de baixa adesão a programas de rastreamento de câncer.

Segundo Alessandro Jatobá, primeiro autor do estudo, coordenador-adjunto do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz e responsável pela parceria com o Imperial College no Brasil, há diferenças relevantes entre os sistemas, especialmente no fluxo de acesso ao cuidado.

O autor ressalta ainda que, atualmente, o fluxo assistencial do NHS é muito reativo: a pessoa procura o serviço de saúde quando já está com um problema. Já a Estratégia Saúde da Família funciona de forma pró-ativa, com equipes responsáveis por um território definido, que buscam acompanhar as pessoas antes que a doença se agrave

Para ele, o desafio do sistema inglês é transformar essa lógica, uma vez que não se trata apenas da visita domiciliar do agente comunitário, mas de todo um modelo de organização do cuidado, que envolve mapeamento do território e identificação das barreiras físicas, sociais e econômicas que dificultam o acesso à saúde.

No Brasil, a cobertura dos ACS cresceu de 3,4 agentes por mil habitantes em 2008 para 13,5 por mil em 2024. Pesquisas associam essa expansão à redução de internações por condições sensíveis à atenção primária, como hipertensão e diabetes, além de melhorias no acesso ao pré-natal e em indicadores de saúde materna, especialmente em regiões mais vulneráveis.

Embora os pesquisadores ressaltem que essas associações não comprovem causalidade direta, os dados sugerem que a presença territorial dos agentes fortalece o SUS ao facilitar o diagnóstico precoce, o acompanhamento de doenças crônicas e a adesão aos tratamentos, além de ajudar a superar barreiras geográficas, culturais e sociais.

“Existe uma dimensão muito forte de vínculo”, destaca Jatobá. “O agente comunitário conhece o território, entende as barreiras físicas e socioeconômicas que aquela família enfrenta e, a partir dessa relação de confiança, consegue promover saúde de forma contínua.”

Na Inglaterra, o NHS passou a testar equipes de community health workers (CHWs) em áreas vulneráveis, como bairros de Londres e regiões do sul do país. Esses profissionais realizam visitas domiciliares mensais, atuam de forma proativa e constroem vínculos duradouros com as famílias, sendo, sempre que possível, recrutados nas próprias comunidades.

“A ideia é replicar o modelo brasileiro, inclusive contratando pessoas que já vivem nesses territórios, para facilitar o vínculo”, explica Jatobá.

A experiência também tem revelado uma demanda até então invisível. “Quando você amplia o acesso, aparecem pessoas que o sistema não enxergava. Isso pressiona um sistema que já operava no limite, mas é um passo necessário para reduzir desigualdades.”

Em 2025, o governo britânico incorporou oficialmente os CHWs — apelidados de “Chewies” — ao Plano Decenal de Saúde, estratégia que orienta a reforma do NHS para os próximos dez anos, reconhecendo o papel desses profissionais nas equipes de saúde de bairro.

Especialistas alertam, porém, que o sucesso do modelo depende de maior integração sistêmica. Diferentemente do Brasil, os agentes ainda não estão formalmente inseridos em equipes estruturadas de atenção primária e se reportam diretamente aos general practitioners (GPs), os médicos de família.

“Hoje eles não fazem parte de um arcabouço estruturado de atenção primária. Para que o impacto seja sustentável, isso precisa virar política de Estado, com financiamento estável”, afirma Jatobá. Ele lembra que, no Brasil, os agentes comunitários estão previstos na Política Nacional de Atenção Básica e contam com orçamento próprio, enquanto no Reino Unido muitos projetos ainda dependem de arranjos locais e recursos complementares.

O intercâmbio, segundo o pesquisador, também traz aprendizados para o Brasil. “Eles têm sistemas de informação muito mais integrados, fluxos de encaminhamento entre os níveis de atenção mais organizados e maior transparência nas filas de espera. Esse aprendizado é bidirecional.”


Fonte: jornalggn.com.br Com informações da Folha de SP.

Novos valores do Componente de Qualidade da APS. Veja!

Olá colegas ACS ACE de todo Brasil!

Você já conferiu as mudanças no cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde? A Portaria GM/MS n° 9.591/2025 atualiza os valores do Componente de Qualidade, incluindo as Equipes de Saúde Bucal (eSB) com carga horária diferenciada.

Estão apresentados os valores por tipologia de equipe e por classificação de desempenho: Ótimo | Bom | Suficiente | Regular.

Estão contempladas:

Equipe de Saúde da Família (eSF), Equipe de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR) e Equipe de Atenção Primária (eAP)

Equipes Multiprofissionais (eMulti)

Equipes de Saúde Bucal (eSB)- 40h e carga horária diferenciada

Equipe de Consultório na Rua (eCR)

Equipe de Atenção Primária Prisional (eAPP)

Outras matérias de interesse da nossa categoria acesse a página inicial do meu Blog no link abaixo: magraoaceubaira.blogspot.com


Fonte: CONASEMS

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