AGENTES DE SAÚDE ESSE BLOG TEM COMO OBJETIVO DEIXAR OS ACE E ACS BEM INFORMADOS COM AS ULTIMAS NOTICIAS DE INTERESSE DA NOSSA CATEGORIA E TAMBÉM LEVAR DICAS E INFORMACÕES NA ÁREA DA SAÚDE PARA A POPULAÇÃO EM GERAL.
Reajuste do Bolsa Família eleva piso e benefício médio do programa. Custo adicional será de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano.
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17/09) um reajuste de cerca de 15% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo pago por família passará de R$ 600 para R$ 691. Por sua vez, o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.
O reajuste não estava previsto na proposta de Orçamento do governo federal para 2027, apresentada ao Congresso no fim de agosto.
Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste tem como objetivo recompor a inflação acumulada desde o relançamento do programa, em março de 2023.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a medida será implementada dentro das regras fiscais vigentes.
De acordo com ele, o impacto fiscal estimado é de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027.
Com a atualização dos benefícios, a previsão de gastos com o programa em 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões.
O anúncio ocorre a menos de um mês das eleições presidenciais de 2026, nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca mais um mandato.
Atualmente, o Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias. Para ter direito ao benefício, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218. Também é necessário estar inscrito e com os dados atualizados no Cadastro Único, além de cumprir exigências nas áreas de saúde e educação.
Além do valor mínimo, o programa prevê pagamentos adicionais de R$ 150 por criança de até 6 anos e de R$ 50 para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até seis meses. O governo ainda não detalhou se esses benefícios complementares também serão reajustados.
O Bolsa Família foi relançado em 2023 e mantinha o piso de R$ 600 desde então, sem correção nos valores.
CLIQUE AQUIe veja o conteúdo do Decreto com reajuste do Bolsa família publicado na edição extra do Diário Oficial da União(DOU) dessa quinta feira(17/09/26).
Fonte: seudinheiro.com / Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
Projeto cria programa de capacitação e integração de dados para que agentes comunitários de saúde possam auxiliar órgãos de assistência social.(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil).
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) apresentou o projeto de lei 5.270/2026, que prevê a atuação integrada de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias no acompanhamento de famílias e na articulação com serviços públicos de assistência social, educação e proteção de direitos.
O modelo poderá ser adotado pelos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) para identificar situações de vulnerabilidade e encaminhar as demandas encontradas durante o atendimento às áreas responsáveis.
Pela proposta, esse trabalho deverá seguir protocolos definidos pelo gestor responsável e pactuados nas instâncias intergestores do SUS. Fagundes destaca que a capilaridade dos agentes de saúde pode facilitar a identificação de situações de risco.
Parâmetros de integração
Os agentes poderão orientar as famílias sobre o acesso a serviços públicos, encaminhar necessidades identificadas aos órgãos competentes e acompanhar o atendimento prestado. Também poderão participar de ações conjuntas das áreas de saúde, assistência social, educação e proteção da cidadania.
A integração não criará uma nova profissão ou atribuição, nem modificará vínculo ou jornada de trabalho dos profissionais. A participação dependerá de capacitação específica e será supervisionada pelo gestor competente. O texto proíbe ainda atividades policiais, investigativas e de fiscalização da vida privada, além de impedir redução das equipes ou sobrecarga de trabalho. As famílias poderão recusar as visitas domiciliares.
Os cursos de aperfeiçoamento deverão abordar identificação de vulnerabilidades, acesso a políticas públicas, prevenção da violência doméstica e familiar, saúde mental, proteção de dados pessoais e uso seguro de ferramentas digitais. As informações obtidas no atendimento deverão respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados e o sigilo dos dados de saúde.
A implementação será facultativa e progressiva, de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira de cada ente federativo e mediante pactuação no SUS.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios também poderão fornecer equipamentos, conexão, sistemas digitais e formação continuada para viabilizar o modelo.
Argumentos do autor
Na justificativa do projeto, Fagundes destaca a posição desses profissionais no contato cotidiano com a população. "Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias desempenham papel estratégico na execução das políticas públicas de saúde, especialmente em razão de sua presença permanente nos territórios e do contato direto com as famílias."
Segundo o senador, a articulação atualmente disponível nem sempre é suficiente para converter problemas encontrados durante as visitas em atendimento pelos órgãos responsáveis. Fagundes argumenta que a falta de protocolos, instrumentos de encaminhamento e formas de acompanhamento pode dificultar a resposta do poder público às situações identificadas.
O parlamentar também aponta a proteção de pessoas em situação de violência como uma das possíveis contribuições da iniciativa. "A presença regular de profissionais capacitados nos territórios pode favorecer a identificação de sinais de risco e o encaminhamento das vítimas aos serviços de saúde, assistência social e proteção, sem atribuir aos Agentes funções próprias das autoridades policiais ou dos demais órgãos integrantes da rede de atendimento", aponta.
Trabalhador já sofreu choque anafilático e precisa de imunoterapia; STF manteve decisão que obriga município a custear tratamento
Um Agente Comunitário de Saúde(ACS) de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco, terá direito a um tratamento específico contra uma alergia grave ao veneno de marimbondo. A decisão foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após o município tentar suspender a determinação da Justiça estadual.
O caso chama atenção pela própria rotina do paciente: como agente comunitário de saúde, ele realiza atividades em áreas rurais do município, ficando frequentemente exposto ao risco de contato com marimbondos. O homem tem hipersensibilidade grave ao veneno do inseto e já sofreu um choque anafilático severo, com risco de morte.
Depende da sensibilidade da pessoa ao veneno. Na maioria das vezes, a picada de marimbondo provoca uma reação localizada, mas em pessoas alérgicas pode desencadear uma reação sistêmica grave por Shutterstock
Embora a maioria das picadas provoque apenas dor e inchaço local, pessoas sensibilizadas ao veneno podem desenvolver anafilaxia, uma reação potencialmente fatal.
Por recomendação médica, ele precisa passar por imunoterapia específica para reduzir o risco de novas reações graves. A Justiça de Pernambuco determinou que o município forneça, por cinco anos, o extrato alergênico “Polistes spp.”, utilizado no tratamento.
O gênero reúne diferentes espécies de vespas sociais conhecidas popularmente como marimbondos.
O produto é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não faz parte dos tratamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O município recorreu ao STF alegando, entre outros pontos, que o produto é uma medicação biológica sujeita a regras específicas e que a decisão poderia afetar o orçamento da saúde municipal.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, porém, manteve a decisão na última quarta-feira (2). Segundo o entendimento apresentado no caso, trata-se de um tratamento imunobiológico preventivo e vital, destinado a evitar novos episódios de anafilaxia com risco concreto de morte.
Dra. Elane se reúne com os ACS e ACE do Vale do Jiquiriçá na cidade de Ubaíra-Ba!
A luta pelo fortalecimento e pela valorização dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) ganha mais um capítulo fundamental no Vale do Jiquiriçá!
É com grande satisfação que convidamos todos os ACS e ACE da região do Vale para um Encontro com Dra. Elane Alves. Será um momento decisivo de união, alinhamento, debate de pautas cruciais para a nossa categoria e fortalecimento dos nossos direitos.
Nesse encontro além do tema do momento que é o pós PEC e Promulgação da PEC 14, serão abordados outros assuntos como CBO, Implantação do Plano de carreira, entre outros assuntos de interesse da nossa categoria.
A presença de cada Agente é indispensável para demonstrarmos a força da nossa união e avançarmos em conquistas históricas para a saúde pública dos nossos municípios de toda a região do Vale do Jiquiriçá.
Informações do Evento:
Data: 10 de setembro
Horário: 08:00(da manhã)
Local: Espaço Momento Feliz
Cidade: Ubaíra - BA
Convoque seus colegas de trabalho, organize sua comitiva e venha fazer parte deste grande momento!
Assista no vídeo abaixo o recado de Dra. ELANE ALVES a todos os ACS/ACE do vale do Jiquiriçá
Vídeo reprodução: Dra. Elane Alves
Juntos, somos mais fortes na busca pelo reconhecimento e pelas garantias de quem cuida da saúde da nossa população todos os dias.Contamos com a sua presença!
Maiores informações e compra de camisetas para o evento fale com a colega VERA ACS da cidade de Ubaíra pelo whatsapp: (75) 98802-8142
O município de Ubaíra alcançou um marco significativo na valorização dos servidores do bloco da vigilância e saúde no dia de hoje(28/08), através da atualização da Lei Municipal 583 de 13 de Dezembro de 2019 referente ao Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS).
A Lei foi oficialmente reajustada elevando o percentual de repasse destinado ao rateio entre os trabalhadores de 40% para 50%.
O PL sugerindo a alteração, foi encaminhado pelo Executivo ao Legislativo solicitando a apreciação, votação e aprovação do mesmo. Essa atualização reajustando o percentual descrito no art. 5° incisos I e II da Lei 583/2019 foi um pedido dos Agentes de Combate às Endemias (efetivos) à Secretária de Saúde Letícia Leal que encaminhou a demanda dos ACE prontamente ao setor jurídico do município. A sessão aconteceu hoje(28/08/26) no plenário da câmara de vereadores do município de Ubaíra.
CLIQUE AQUI para assistir na íntegra o vídeo da sessão de hoje(28/08) e o momento da votação do PL 11/2026.
Quem é beneficiado com essa atualização e reajuste percentual da Lei?
O montante destinado ao município, provém do incentivo financeiro repassado anualmente pelo Ministério da Saúde, regulamentado em nível nacional desde a criação do programa em 2013 através da Portaria nº 1.378/GM/MS, de 8 de julho de 2013, e regulamentado pela Portaria nº 1.708/GM/MS, de 16 de agosto de 2013, emitidas pelo Ministério da Saúde.
Com o novo reajuste em Ubaíra, o valor do rateio atende às seguintes categorias em efetivo exercício:
• Agentes de Combate às Endemias (ACE)
• Equipe de Vigilância Epidemiológica (VIEP) / Coordenação da Vigilância em Saúde e Vigilância Sanitária.
A importância da regulamentação municipal
A existência de uma lei municipal específica para o PQA-VS, é o pilar para garantir transparência e segurança jurídica ao processo. Sem a regulamentação local, as verbas repassadas pela União correm o risco de retenção ou uso em finalidades alheias ao incentivo do trabalhador.
Benefícios e Impacto Direto
- Segurança JurídicaDefine percentuais claros, critérios objetivos e datas para o pagamento.
- Estímulo a Metas Incentiva as equipes a atingirem os indicadores de saúde cobrados pelo SUS.
- Proteção do Recurso Garante que a verba federal chegue diretamente ao bolso de quem atua na ponta.
Elegibilidade para o Servidor da Vigilância em Saúde e os ACE receberem o PQA-VS
A legislação prevê critérios rígidos quanto ao público-alvo do prêmio de desempenho: Agentes de Combate às Endemias(ACE) que estiverem em desvio de função não têm direito ao recebimento do PQA-VS.
Para fazer jus ao rateio, o servidor deve estar desempenhando ativamente as atribuições do seu cargo de origem na Vigilância em Saúde. A regra assegura que o incentivo recompense diretamente o esforço de quem cumpre as metas do programa no cotidiano do município.
O reajuste de 40% para 50% reafirma o compromisso de Ubaíra com a valorização do trabalho preventivo, essencial no combate a arboviroses e no controle epidemiológico do município.
Agradecimentos:
A equipe de Endemias e servidores da vigilância em saúde agradece publicamente a Gestão municipal, secretaria de Saúde, e cada um dos vereadores que estiveram presentes na sessão de hoje, 28 de agosto, votando favoravelmente ao projeto de lei(PL) 11/2026 que reajustou o PQA-VS.
A aprovação da alteração na Lei Municipal nº 583, de 13 de dezembro de 2019, elevando o percentual do rateio de 40% para 50%, demonstra o compromisso do Poder Executivo e Legislativo municipal com a valorização real e o reconhecimento dos Agentes de Combate às Endemias, da VIEP, e de toda a equipe da Vigilância em Saúde.
"O apoio unânime da Câmara de Vereadores e sensibilidade da Gestão municipal nesta data, é um marco fundamental para fortalecer as ações de saúde pública no nosso município e honrar quem atua diariamente na linha de frente."
Após a publicação de um vídeo da presidente da CONACS Ilda Angélica nas redes sociais falando sobre seu protagonismo na PEC 14, houve uma repercussão negativa dentro da categoria que não concordou com a fala da mesma.
Assista no vídeo abaixo, a análise feita pelo nosso colega Léo Sobral TACS do Rio de Janeiro sobre a fala da presidente da CONACS Ilda Angélica:
Vídeo reprodução: Léo Sobral (YouTube)
Veja abaixo também, o conteúdo na íntegra de uma Carta aberta publicada pela coordenadora do Movimento Nacional pela federalização (MNF) Cláudia Almeida popularmente conhecida como KAKAU sobre a fala de Ilda Angélica.
CARTA ABERTA DO MOVIMENTO NACIONAL DA FEDERALIZAÇÃO E DESPRECARIZAÇÃO À PRESIDENTE DA CONACS, ILDA ANGÉLICA:
"A HISTÓRIA NÃO TEM DONA"
Diante das recentes declarações da presidente da CONACS, Ilda Angélica, que afirma ter sido protagonista de todas as conquistas da categoria, inclusive da PEC 14/21, o Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização vem a público para reafirmar uma verdade que nenhum discurso político poderá apagar:
A história dos ACS e ACE foi construída por muitas mãos — e ninguém tem o direito de se apropriar dela.
Ilda Angélica pode e deve falar da participação da CONACS nas lutas da categoria. O que não pode é transformar uma história coletiva em propriedade pessoal ou institucional.
DRA. ELANE ALVES: UMA DAS GRANDES CONSTRUTORAS DA NOSSA HISTÓRIA
É preciso dizer aquilo que os fatos e a memória da categoria precisam registrar:
A Dra. Elane Alves foi uma das principais construtoras da trajetória legislativa que levou às grandes conquistas dos ACS e ACE.
Sua atuação não começa na PEC 14/21.
Ela está relacionada a uma trajetória muito anterior, que envolve importantes conquistas da categoria, entre elas a EC 51/2006, marco fundamental para os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
E há outro ponto que precisa ser lembrado:
A EC 120/2022 também teve participação direta de Dra. Elane Alves em sua construção, inclusive na elaboração do texto que deu forma à proposta que culminou na Emenda Constitucional.
Portanto, quando alguém fala em “todas as conquistas”, é preciso perguntar:
Onde estavam todos os atores dessa história? Quem escreveu? Quem construiu? Quem articulou? Quem mobilizou? Quem estava nas bases? Quem enfrentou os obstáculos quando ainda não havia garantia de vitória?
A resposta não cabe em um único nome.
E NA PEC 14/21, A HISTÓRIA TAMBÉM NÃO PODE SER APAGADA
A PEC 14/21 teve na Dra. Elane Alves uma de suas principais construtoras, e essa construção encontrou no FNARAS, sob a presidência de Valda Pereira, uma força política e organizativa fundamental para ganhar dimensão nacional.
Elane Alves e Valda Pereira precisam ter seus nomes reconhecidos nessa história.
O FNARAS esteve na linha de frente da mobilização, mesmo quando foi atacado e tratado como “grupo paralelo”. Mas o movimento continuou, a categoria acreditou, as bases se mobilizaram, Os parlamentares foram pressionados. e a PEC avançou.
Agora, quando a conquista chega à sua etapa decisiva, não é aceitável que aqueles que participaram dessa construção sejam simplesmente apagados da narrativa.
RESPEITEM QUEM VEIO ANTES
Se vamos falar de história, vamos falar de toda a história. Antes de muitas das atuais lideranças, existiram homens e mulheres que abriram caminhos:
Ruth Brilhante, Roque, Teresa Ramos e tantas outras lideranças deixaram suas marcas na caminhada dos ACS e ACE.
Cada conquista carrega muitas digitais. E entre essas digitais estão as da Dra. Elane Alves, que participou de importantes construções legislativas ao longo dessa trajetória.
Também está a atuação de Valda Pereira, na presidência do FNARAS, conduzindo uma organização que teve papel importante na mobilização em torno da PEC 14/21.
A PEC 14/21 TEM AUTORES E TEM UMA CATEGORIA INTEIRA POR TRÁS
Também é preciso reconhecer os parlamentares que participaram decisivamente dessa caminhada, como Dr. Leonardo, Antônio Brito, Irajá Abreu, Dr. Luizinho e Laura Carneiro, entre tantos outros. Mas os parlamentares não estavam sozinhos por trás deles havia milhares de ACS e ACE em suas bases, mobilizando, cobrando, viajando, participando de reuniões, atos e manifestações e pressionando seus representantes.
É por isso que qualquer tentativa de transformar a PEC 14/21 em propriedade de uma única liderança é uma injustiça com toda a categoria.
A PEC 14/21 é uma construção coletiva!
Mas reconhecer que é coletiva não significa apagar os nomes daqueles que tiveram papel determinante em sua construção.
ILDA ANGÉLICA: PROTAGONISMO NÃO SE DECLARA
Ilda Angélica, ninguém está tentando apagar sua história ou a história da CONACS. Mas a senhora também não pode apagar a história de Dra. Elane Alves, Valda Pereira, FNARAS, das lideranças que vieram antes, dos parlamentares e dos milhares de ACS e ACE que fizeram essa luta acontecer. Protagonismo não se conquista simplesmente reivindicando-o em um discurso, Protagonismo se demonstra pela história, pelos fatos e pelas ações.
Quem realmente participou de uma construção coletiva não precisa diminuir os demais construtores para aumentar o próprio nome.
NÃO SE REESCREVE A HISTÓRIA
A categoria conhece sua própria história, conhece quem esteve na construção, conhece quem esteve nas bases, conhece quem escreveu, articulou, mobilizou e enfrentou os momentos difíceis, Por isso, fica o nosso recado:
"Não se reescreve uma história quando os fatos mostram a verdade".
A história dos ACS e ACE não começou hoje, ela foi construída ao longo de décadas. Passou pela EC 51/2006, passou por inúmeras lutas e conquistas. Passou pela EC 120/2022, chegou à PEC 14/21 e continuará sendo construída por aqueles que vierem depois de nós.
PARA TER PODER VALE TUDO?
E aqui fica uma reflexão necessária, para ocupar um dos cargos mais importantes da República, o de Deputada Federal, não deveria valer tudo, Não deveria valer apagar companheiros, não deveria valer diminuir movimentos, não deveria valer apropriar-se de construções coletivas, não deveria valer transformar a história da categoria em instrumento de promoção individual porque, se para conquistar poder “vale tudo”, precisamos perguntar:
Qual é o preço desse poder para a categoria? nós não lutamos durante décadas para criar novos donos da nossa história, lutamos por dignidade, reconhecimento, valorização e direitos.
A PEC 14/21 não tem dona a PEC 14/21 não pertence à CONACS não pertence ao FNARAS, não pertence à Dra. Elane Alves, não pertence à Valda Pereira, não pertence a nenhum parlamentar individualmente, e também não pertence a Ilda Angélica, ela pertence à categoria dos ACS e ACE do Brasil.
Mas justamente por ser uma conquista coletiva, todos aqueles que tiveram participação real na sua construção merecem ter seus nomes reconhecidos.
Elane Alves tem seu lugar nessa história.
Valda Pereira tem seu lugar nessa história.
O FNARAS tem seu lugar nessa história.
A CONACS tem sua história e sua participação.
Os Parlamentares têm seus lugares.
E os milhares de ACS e ACE têm o lugar principal: o de quem lutou. Ninguém precisa apagar ninguém a verdadeira liderança não teme reconhecer os companheiros de caminhada, e nós não permitiremos que a história dos ACS e ACE seja reescrita por conveniência política. A HISTÓRIA TEM MEMÓRIA!
Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização
Claudia Almeida(Kakau) - Representante do Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve uma decisão judicial que determina à Prefeitura de Santa Rita do Ituêto, na região do Vale do Rio Doce, a interrupção de contratações temporárias irregulares para cargos de natureza permanente e a apresentação de um plano para realização de concurso público.
A decisão foi concedida pelo Poder Judiciário após pedido de tutela de urgência apresentado pelo MPMG, por meio da Promotoria de Justiça de Resplendor, em uma Ação Civil Pública.
Segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o município vinha realizando, durante anos, contratações temporárias para funções permanentes, sem a realização de concurso público.
Entre os cargos citados nas apurações estão:
professores;
Agentes de saúde(ACS/ACE);
Técnicos em enfermagem;
Assistentes sociais;
pedreiros e motoristas.
O documento deverá apresentar um cronograma para a realização do concurso público, conforme determinado pela Justiça.
A medida busca adequar o quadro de servidores municipais às regras previstas na Constituição Federal, que estabelece o concurso público como regra para o ingresso em cargos e empregos públicos.
Contratos deverão ser encerrados de forma gradual
A decisão judicial também determinou que a substituição dos profissionais ocorra de maneira gradual e planejada.
O objetivo é evitar que o encerramento dos contratos provoque interrupções na prestação de serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas de:
• saúde;
• educação;
• assistência social.
Dessa forma, a prefeitura deverá organizar a transição entre os servidores atualmente contratados e os profissionais que serão selecionados por meio do concurso público.
Município poderá pagar multa de R$ 500 por dia
Em caso de descumprimento injustificado da decisão, foi estabelecida uma multa diária de R$ 500 ao município.
A decisão é liminar e cabe recurso.
O processo deverá continuar tramitando até o julgamento definitivo da ação apresentada pelo Ministério Público.
MPMG aponta uso irregular de contratos temporários
De acordo com o MPMG, a investigação identificou um padrão de sucessivas renovações de contratos temporários para funções consideradas ordinárias e permanentes da administração municipal.
Para o Ministério Público, a utilização da contratação temporária como regra teria representado uma tentativa de contornar a exigência constitucional de realização de concurso público.
Segundo o promotor de Justiça Rafael da Silva Braga, a realização de concurso é uma exigência constitucional relacionada aos princípios de impessoalidade e eficiência na administração pública.
“A realização de concurso público é uma exigência expressamente prevista na Constituição Federal para que a máquina pública funcione com impessoalidade e eficiência no atendimento diário aos cidadãos.”
Outros municípios também são alvo de providências
O MPMG informou que medidas semelhantes estão sendo adotadas em relação aos outros dois municípios que fazem parte da comarca: Resplendor e Itueta.
As providências têm como objetivo verificar e combater eventuais irregularidades relacionadas à utilização de contratações temporárias para funções permanentes sem a realização de concurso público.
Assista abaixo, o vídeo completo da Live realizada pela CONACS hoje(22/08), sobre as lutas da entidade nas pautas de interesse da categoria junto ao Congresso Nacional.
A Live da CONACS contou com a participação de João Bosco presidente em exercício, dos vices presidentes Jade Albuquerque e Marina Lara, além da participação da presidente Licenciada Ilda Angélica. Confira!
Vídeo reprodução: CONACS
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Assista no vídeo abaixo, as últimas informações que Dra. Elane Alves Assessora jurídica do FNARAS traz sobre a Promulgação da PEC 14 e outros assuntos de interesse da categoria. Confira!
Vídeo reprodução: Dra. Elane Alves
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