quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Agentes Comunitários do SUS influenciam reformulação da Atenção Primária na Inglaterra. Veja!


Famílias acompanhadas por Agentes Comunitários ingleses registraram aumento de 40% no uso de serviços preventivos. (Foto acima: Crédito: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Um dos principais alicerces da atenção básica no Brasil, o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS), tem servido de referência para mudanças nas políticas públicas de saúde da Inglaterra. O modelo brasileiro vem inspirando iniciativas do NHS (National Health Service), sistema que, décadas atrás, foi uma das bases para a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), em 1988.

Criado em 1991, o programa de agentes comunitários de saúde é formado por profissionais que atuam de maneira contínua nos territórios onde vivem, realizando visitas domiciliares, acompanhando famílias e conectando a população aos serviços de saúde e de assistência social. Em 2006, essa atuação passou a integrar oficialmente a Estratégia Saúde da Família (ESF).

Desde 2023, esse modelo passou a orientar projetos do NHS voltados à redução das desigualdades no acesso à prevenção e ao cuidado primário. A proposta vem sendo defendida há cerca de duas décadas pelo pesquisador Matthew Harris, professor de saúde pública do Imperial College London, que atuou como médico de família no SUS entre 1999 e 2003 e, desde então, estuda a experiência brasileira.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Fiocruz e do Imperial College London, publicado nesta terça-feira (3) na revista Nature Health, aponta resultados expressivos. Famílias acompanhadas por agentes comunitários ingleses registraram aumento de 40% no uso de serviços preventivos, com crescimento de 47% na cobertura vacinal e de 82% na realização de exames de rastreamento e check-ups. Também foi observada uma redução de 7,4% nos atendimentos médicos não programados.

A experiência chama atenção por romper com a lógica tradicional da cooperação internacional em saúde. Em vez de importar soluções de países ricos, o Reino Unido tem buscado aprender com uma política pública desenvolvida em um país de renda média, marcado por profundas desigualdades sociais e territoriais.

A adoção do modelo ocorre em um contexto de forte pressão sobre o NHS. O sistema enfrenta os efeitos do envelhecimento populacional, a escassez de profissionais, as consequências prolongadas da pandemia de Covid-19 e os impactos de políticas de austeridade adotadas desde 2008.

Mesmo com um orçamento anual de £165,9 bilhões — o equivalente a R$ 1,19 trilhão, quase cinco vezes o orçamento federal brasileiro para a saúde — o NHS convive com filas de espera prolongadas, dificuldades na atenção primária e limitações para ampliar ações preventivas. Nos últimos anos, houve aumento de doenças evitáveis por vacinação, como sarampo e caxumba, além de baixa adesão a programas de rastreamento de câncer.

Segundo Alessandro Jatobá, primeiro autor do estudo, coordenador-adjunto do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz e responsável pela parceria com o Imperial College no Brasil, há diferenças relevantes entre os sistemas, especialmente no fluxo de acesso ao cuidado.

O autor ressalta ainda que, atualmente, o fluxo assistencial do NHS é muito reativo: a pessoa procura o serviço de saúde quando já está com um problema. Já a Estratégia Saúde da Família funciona de forma pró-ativa, com equipes responsáveis por um território definido, que buscam acompanhar as pessoas antes que a doença se agrave

Para ele, o desafio do sistema inglês é transformar essa lógica, uma vez que não se trata apenas da visita domiciliar do agente comunitário, mas de todo um modelo de organização do cuidado, que envolve mapeamento do território e identificação das barreiras físicas, sociais e econômicas que dificultam o acesso à saúde.

No Brasil, a cobertura dos ACS cresceu de 3,4 agentes por mil habitantes em 2008 para 13,5 por mil em 2024. Pesquisas associam essa expansão à redução de internações por condições sensíveis à atenção primária, como hipertensão e diabetes, além de melhorias no acesso ao pré-natal e em indicadores de saúde materna, especialmente em regiões mais vulneráveis.

Embora os pesquisadores ressaltem que essas associações não comprovem causalidade direta, os dados sugerem que a presença territorial dos agentes fortalece o SUS ao facilitar o diagnóstico precoce, o acompanhamento de doenças crônicas e a adesão aos tratamentos, além de ajudar a superar barreiras geográficas, culturais e sociais.

“Existe uma dimensão muito forte de vínculo”, destaca Jatobá. “O agente comunitário conhece o território, entende as barreiras físicas e socioeconômicas que aquela família enfrenta e, a partir dessa relação de confiança, consegue promover saúde de forma contínua.”

Na Inglaterra, o NHS passou a testar equipes de community health workers (CHWs) em áreas vulneráveis, como bairros de Londres e regiões do sul do país. Esses profissionais realizam visitas domiciliares mensais, atuam de forma proativa e constroem vínculos duradouros com as famílias, sendo, sempre que possível, recrutados nas próprias comunidades.

“A ideia é replicar o modelo brasileiro, inclusive contratando pessoas que já vivem nesses territórios, para facilitar o vínculo”, explica Jatobá.

A experiência também tem revelado uma demanda até então invisível. “Quando você amplia o acesso, aparecem pessoas que o sistema não enxergava. Isso pressiona um sistema que já operava no limite, mas é um passo necessário para reduzir desigualdades.”

Em 2025, o governo britânico incorporou oficialmente os CHWs — apelidados de “Chewies” — ao Plano Decenal de Saúde, estratégia que orienta a reforma do NHS para os próximos dez anos, reconhecendo o papel desses profissionais nas equipes de saúde de bairro.

Especialistas alertam, porém, que o sucesso do modelo depende de maior integração sistêmica. Diferentemente do Brasil, os agentes ainda não estão formalmente inseridos em equipes estruturadas de atenção primária e se reportam diretamente aos general practitioners (GPs), os médicos de família.

“Hoje eles não fazem parte de um arcabouço estruturado de atenção primária. Para que o impacto seja sustentável, isso precisa virar política de Estado, com financiamento estável”, afirma Jatobá. Ele lembra que, no Brasil, os agentes comunitários estão previstos na Política Nacional de Atenção Básica e contam com orçamento próprio, enquanto no Reino Unido muitos projetos ainda dependem de arranjos locais e recursos complementares.

O intercâmbio, segundo o pesquisador, também traz aprendizados para o Brasil. “Eles têm sistemas de informação muito mais integrados, fluxos de encaminhamento entre os níveis de atenção mais organizados e maior transparência nas filas de espera. Esse aprendizado é bidirecional.”


Fonte: jornalggn.com.br Com informações da Folha de SP.

Novos valores do Componente de Qualidade da APS. Veja!

Olá colegas ACS ACE de todo Brasil!

Você já conferiu as mudanças no cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde? A Portaria GM/MS n° 9.591/2025 atualiza os valores do Componente de Qualidade, incluindo as Equipes de Saúde Bucal (eSB) com carga horária diferenciada.

Estão apresentados os valores por tipologia de equipe e por classificação de desempenho: Ótimo | Bom | Suficiente | Regular.

Estão contempladas:

Equipe de Saúde da Família (eSF), Equipe de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR) e Equipe de Atenção Primária (eAP)

Equipes Multiprofissionais (eMulti)

Equipes de Saúde Bucal (eSB)- 40h e carga horária diferenciada

Equipe de Consultório na Rua (eCR)

Equipe de Atenção Primária Prisional (eAPP)

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Fonte: CONASEMS

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

1° Parcela do Piso Salarial dos ACE 2026 já está disponível no Portal do FNS; Veja como consultar


A Parcela 1/12 do Piso Salarial dos Agentes de Combate às Endemias(ACE) referente a janeiro de 2026 já pode ser consultada no Portal do Fundo Nacional de Saúde (FNS). O valor corresponde ao repasse federal atualizado com o novo piso salarial de 2026, dividido entre 95% da Assistência Financeira Complementar(AFC) e 5% do Incentivo Financeiro(IF).

A consulta é pública e pode ser feita por qualquer cidadão, diretamente no sistema oficial do Ministério da Saúde.

Como consultar a Parcela 1 do Piso Salarial ACE 2026 no Portal do FNS

→ Abra o navegador de internet

→ Acesse o Portal do FNS - Consulta Detalhada

→→FNS - Clique em AQUI para entrar na página de consultas

Preenchendo os filtros (Fundo a Fundo)

Configure exatamente os filtros abaixo:

→ Ano: 2026

→ Mês: Janeiro

→ Tipo de Consulta: Fundo a Fundo

→ Bloco: Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde

→ Grupo: Vigilância em Saúde

→ Ação: Transferência aos Entes Federativos para pagamento dos Vencimentos dos Agentes de Combate às Endemias

→ Ação Detalhada: Transferência aos Entes Federativos para pagamento dos Vencimentos dos Agentes de Combate às Endemias

→ Estado: selecione o seu estado

→ Município: busque pelo seu município

→ Após preencher todos os campos, clique em

"Consultar"

Navegando até o detalhamento dos repasses

→ A página exibirá os resultados resumidos por município/fundo

→ Role a tela até localizar o seu município

→ Clique no botão "Ações" (ícone de olho) para abrir o detalhamento inicial

→ Clique novamente em "Ações" (ícone de olho) para acessar o detalhamento completo dos repasses

Identificando a parcela do Piso Salarial ACE - Janeiro de 2026

No detalhamento de janeiro de 2026, constam dois valores referentes ao Piso Salarial dos ACE:

→ PARCELA: 1/12 em 2026 - Piso Salarial 95% (AFC)

Valor referente ao piso salarial regular de janeiro de 2026, já atualizado com o novo piso, correspondente a 95% da Assistência Financeira Complementar.

→ PARCELA: 1/12 em 2026 - Piso Salarial 5% (IF)

Valor referente ao piso salarial regular de janeiro de 2026, já atualizado, correspondente a 5% do Incentivo Assistência Financeira Complementar.

→ PARCELA: 1/12 em 2026 - Piso Salarial 5% (IF)

Valor referente ao piso salarial regular de janeiro de 2026, já atualizado, correspondente a 5% do Incentivo Financeiro.

Total do Piso Salarial Mensal - Janeiro de 2026: 95% (AFC) + 5% (IF)

Valores da Parcela já estão atualizados com o salário mínimo de 2026

Os valores constantes na Portaria GM/MS nº 10.132 já consideram o novo salário mínimo nacional de 2026, fixado em R$ 1.621,00, vigente desde 1º de janeiro de 2026, conforme Decreto da Presidência da República n° 12.797, de 23 de dezembro de 2025.

No caso específico dos Agentes Comunitários de Saúde(ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), o piso salarial nacional corresponde a dois salários mínimos, resultando no valor de:

R$ 3.242,00, vigente desde 1º de janeiro de 2026

Esse valor está assegurado pela: 

Emenda Constitucional nº 120/2022

Decreto nº 12.797/2025

Portaria GM/MS n° 10.132/2026 (repasse do novo piso dos ACE 2026)


Fonte: acsace.com.br

DENÚNCIA: SECRETÁRIO DE SAÚDE DIZ QUE COLAPSO FINANCEIRO NA SAÚDE DO MUNICÍPIO É CULPA DOS AGENTES DE SAÚDE. ENTENDA O CASO!


Olá colegas ACS ACE de todo Brasil!

Olhem que Que absurdo! 

O secretário de Finanças do município de Campina Grande/PB, está tentando jogar a culpa do Colapso nas finanças da Secretaria de Saúde do município nos Agentes Comunitários de Saúde(ACS).

Os ACS são servidores concursados que tem direito a receberem seus salários e outras gratificações garantidas por Leis. 

Essa atitude do secretário, é uma falta de respeito com a categoria, e deixa claro a tentativa de desviar a atenção da má gestão da prefeitura, e mostra a situação grave das finanças do município na área da saúde e a falta de compromisso da gestão com a saúde pública municipal.

Os Agentes de Saúde(ACS/ACE), não são e nunca serão os responsáveis pelo colapso financeiro de nenhum município. 

A culpa da má administração dos recursos  tem Culpado sim! e é  hora de cobrar deles explicações e exigir que os mesmos sejam responsabilizados!

Assista no vídeo abaixo, as explicações do colega Blogueiro Ismael Lira sobre a real situação de Campina Grande, e a fala do secretário de Saúde do município durante uma reunião, acusando os ACS pelo colapso nas finanças da Gestão municipal na área da saúde. Confira!

Vídeo reprodução: Blog Ismael Lira 

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Fonte: Blog Ismael Lira


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ACS/ACE: Faltam 5 dias para o fim do prazo das inscrições do Curso "Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da APS". INSCREVA-SE AGORA!


Olá colegas ACS ACE de todo Brasil!

Estamos a 05 dias do fim do prazo de inscrições para o Curso Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da APS! 

A realização do Aperfeiçoamento é fundamental para que juntos consigamos trazer a Atenção Primária como ordenadora de toda a rede de cuidado do SUS e assim qualificar os serviços de saúde para toda a população. 

Assista abaixo, o vídeo Tutorial e veja como fazer a sua inscrição. Confira!

Vídeo reprodução: CONASEMS

Não perca a chance de fazer parte dessa revolução e inscreva-se! As inscrições vão até o dia 31 de janeiro! 

INSCREVA-SE AQUI.

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Parcela Única do Saúde 360: Como pode ser Pago ou Aplicado o Recurso? O que pode e o que não pode? Veja!


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Assista abaixo um vídeo produzido por Jamesson Ferreira, onde o mesmo traz algumas explicações do que é ou não permitido e de como pode ser pago ou aplicado o recurso da Parcela Única do Saúde 360, nome do novo financiamento da APS, que é repassado pelo Governo Federal aos Estados DF e Municípios. Confira!

Vídeo reprodução: Jamesson Ferreira 

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domingo, 25 de janeiro de 2026

PEC 14/21 DA APOSENTADORIA ESPECIAL DOS ACS/ACE TEVE MOVIMENTAÇÃO. VEJA!


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Veja abaixo, a movimentação da PEC-00014/2021 que Altera o art. 198 da Constituição Federal para estabelecer o Sistema de Proteção Social e Valorização dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, a aposentadoria especial e exclusiva, e fixar a responsabilidade do gestor local do SUS pela regularidade do vínculo empregatício desses profissionais. 

Veja a movimentação da PEC 14 na imagem abaixo:

CLIQUE AQUI E VEJA O OFÍCIO 

CLIQUE AQUI E VEJA A NOTA TÉCNICA SEI nº 591/2025/MPS

CLIQUE AQUI E VEJA A NOTA TÉCNICA SEI nº 1065/2025/MPS

CLIQUE AQUI E VEJA A NOTA TÉCNICA SEI nº 1106/2025/MPS

CLIQUE AQUI E VEJA A PEC 14/21 NA ÍNTEGRA 

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Atenção ACS/ACE e Profissionais da Saúde em geral com o "GOLPE DO CNES". Veja como o Golpe acontece!


Olá colegas ACS/ACE e Profissionais da Saúde em  Geral!

Assista no vídeo abaixo, as informações passadas pelo Enfermeiro Eduardo Tamy, a respeito de um Golpe que tem sido aplicado por Bandidos nos Profissionais de Saúde especialmente da Atenção Primária.

O Golpe é dado apartir de uma ligação, onde os Golpistas se passam por funcionários do Ministério da Saúde e tentam obter pagamentos, informando os dados pessoais da vítima no caso o profissional da saúde. Esses dados, eles conseguem obter no site do CNES( Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde).

Assista o vídeo e entenda melhor como acontece o Golpe do CNES:

Ah! Compartilhe essa postagem para outros profissionais da saúde que você conhece, para alerta-los sobre o perigo desse novo golpe.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Ministério da Saúde começou pagar hoje(23/01) a PARCELA ÚNICA do novo financiamento da APS referente a 2025. Veja qual Equipe já foi contemplada!

Assista no vídeo abaixo, produzido por Jamesson Ferreira, as explicações sobre qual equipe foi contemplada com o pagamento feito pelo Ministério da Saúde hoje(23/01/26) da Parcela única do novo financiamento da APS referente a 2025, e quais equipes ainda faltam receber esse repasse do componente 3 de Qualidade do novo financiamento da APS. Veja!

Vídeo reprodução: Jamesson Ferreira (Instagram)

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

AgPopSUS: Inscrições Prorrogadas Veja a data!

Inscrições prorrogadas!

EDITAL ABERTO | AgPopSUS

O Ministério da Saúde lança edital do AgPopSUS, uma iniciativa estratégica para fortalecer a participação popular, valorizar os saberes tradicionais e defender o SUS nos territórios mais vulnerabilizados do país.

Inspirado na atuação dos movimentos sociais durante a pandemia, o AgPopSUS reconhece que saúde se constrói com o povo, integrando educação popular, equidade e mobilização social.

ATENÇÃO: As Inscrições foram prorrogadas até 30 de janeiro de 2026 / Saiba mais


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