Olá colegas ACS ACE de todo Brasil!
Após a publicação de um vídeo da presidente da CONACS Ilda Angélica nas redes sociais falando sobre seu protagonismo na PEC 14, houve uma repercussão negativa dentro da categoria que não concordou com a fala da mesma.
Assista no vídeo abaixo, a análise feita pelo nosso colega Léo Sobral TACS do Rio de Janeiro sobre a fala da presidente da CONACS Ilda Angélica:
Veja abaixo também, o conteúdo na íntegra de uma Carta aberta publicada pela coordenadora do Movimento Nacional pela federalização (MNF) Cláudia Almeida popularmente conhecida como KAKAU sobre a fala de Ilda Angélica.
CARTA ABERTA DO MOVIMENTO NACIONAL DA FEDERALIZAÇÃO E DESPRECARIZAÇÃO À PRESIDENTE DA CONACS, ILDA ANGÉLICA:
"A HISTÓRIA NÃO TEM DONA"
Diante das recentes declarações da presidente da CONACS, Ilda Angélica, que afirma ter sido protagonista de todas as conquistas da categoria, inclusive da PEC 14/21, o Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização vem a público para reafirmar uma verdade que nenhum discurso político poderá apagar:
A história dos ACS e ACE foi construída por muitas mãos — e ninguém tem o direito de se apropriar dela.
Ilda Angélica pode e deve falar da participação da CONACS nas lutas da categoria. O que não pode é transformar uma história coletiva em propriedade pessoal ou institucional.
DRA. ELANE ALVES: UMA DAS GRANDES CONSTRUTORAS DA NOSSA HISTÓRIA
É preciso dizer aquilo que os fatos e a memória da categoria precisam registrar:
A Dra. Elane Alves foi uma das principais construtoras da trajetória legislativa que levou às grandes conquistas dos ACS e ACE.
Sua atuação não começa na PEC 14/21.
Ela está relacionada a uma trajetória muito anterior, que envolve importantes conquistas da categoria, entre elas a EC 51/2006, marco fundamental para os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
E há outro ponto que precisa ser lembrado:
A EC 120/2022 também teve participação direta de Dra. Elane Alves em sua construção, inclusive na elaboração do texto que deu forma à proposta que culminou na Emenda Constitucional.
Portanto, quando alguém fala em “todas as conquistas”, é preciso perguntar:
Onde estavam todos os atores dessa história? Quem escreveu? Quem construiu? Quem articulou? Quem mobilizou? Quem estava nas bases? Quem enfrentou os obstáculos quando ainda não havia garantia de vitória?
A resposta não cabe em um único nome.
E NA PEC 14/21, A HISTÓRIA TAMBÉM NÃO PODE SER APAGADA
A PEC 14/21 teve na Dra. Elane Alves uma de suas principais construtoras, e essa construção encontrou no FNARAS, sob a presidência de Valda Pereira, uma força política e organizativa fundamental para ganhar dimensão nacional.
Elane Alves e Valda Pereira precisam ter seus nomes reconhecidos nessa história.
O FNARAS esteve na linha de frente da mobilização, mesmo quando foi atacado e tratado como “grupo paralelo”. Mas o movimento continuou, a categoria acreditou, as bases se mobilizaram, Os parlamentares foram pressionados. e a PEC avançou.
Agora, quando a conquista chega à sua etapa decisiva, não é aceitável que aqueles que participaram dessa construção sejam simplesmente apagados da narrativa.
RESPEITEM QUEM VEIO ANTES
Se vamos falar de história, vamos falar de toda a história. Antes de muitas das atuais lideranças, existiram homens e mulheres que abriram caminhos:
Ruth Brilhante, Roque, Teresa Ramos e tantas outras lideranças deixaram suas marcas na caminhada dos ACS e ACE.
Cada conquista carrega muitas digitais. E entre essas digitais estão as da Dra. Elane Alves, que participou de importantes construções legislativas ao longo dessa trajetória.
Também está a atuação de Valda Pereira, na presidência do FNARAS, conduzindo uma organização que teve papel importante na mobilização em torno da PEC 14/21.
A PEC 14/21 TEM AUTORES E TEM UMA CATEGORIA INTEIRA POR TRÁS
Também é preciso reconhecer os parlamentares que participaram decisivamente dessa caminhada, como Dr. Leonardo, Antônio Brito, Irajá Abreu, Dr. Luizinho e Laura Carneiro, entre tantos outros. Mas os parlamentares não estavam sozinhos por trás deles havia milhares de ACS e ACE em suas bases, mobilizando, cobrando, viajando, participando de reuniões, atos e manifestações e pressionando seus representantes.
É por isso que qualquer tentativa de transformar a PEC 14/21 em propriedade de uma única liderança é uma injustiça com toda a categoria.
A PEC 14/21 é uma construção coletiva!
Mas reconhecer que é coletiva não significa apagar os nomes daqueles que tiveram papel determinante em sua construção.
ILDA ANGÉLICA: PROTAGONISMO NÃO SE DECLARA
Ilda Angélica, ninguém está tentando apagar sua história ou a história da CONACS. Mas a senhora também não pode apagar a história de Dra. Elane Alves, Valda Pereira, FNARAS, das lideranças que vieram antes, dos parlamentares e dos milhares de ACS e ACE que fizeram essa luta acontecer. Protagonismo não se conquista simplesmente reivindicando-o em um discurso, Protagonismo se demonstra pela história, pelos fatos e pelas ações.
Quem realmente participou de uma construção coletiva não precisa diminuir os demais construtores para aumentar o próprio nome.
NÃO SE REESCREVE A HISTÓRIA
A categoria conhece sua própria história, conhece quem esteve na construção, conhece quem esteve nas bases, conhece quem escreveu, articulou, mobilizou e enfrentou os momentos difíceis, Por isso, fica o nosso recado:
"Não se reescreve uma história quando os fatos mostram a verdade".
A história dos ACS e ACE não começou hoje, ela foi construída ao longo de décadas. Passou pela EC 51/2006, passou por inúmeras lutas e conquistas. Passou pela EC 120/2022, chegou à PEC 14/21 e continuará sendo construída por aqueles que vierem depois de nós.
PARA TER PODER VALE TUDO?
E aqui fica uma reflexão necessária, para ocupar um dos cargos mais importantes da República, o de Deputada Federal, não deveria valer tudo, Não deveria valer apagar companheiros, não deveria valer diminuir movimentos, não deveria valer apropriar-se de construções coletivas, não deveria valer transformar a história da categoria em instrumento de promoção individual porque, se para conquistar poder “vale tudo”, precisamos perguntar:
Qual é o preço desse poder para a categoria? nós não lutamos durante décadas para criar novos donos da nossa história, lutamos por dignidade, reconhecimento, valorização e direitos.
A PEC 14/21 não tem dona a PEC 14/21 não pertence à CONACS não pertence ao FNARAS, não pertence à Dra. Elane Alves, não pertence à Valda Pereira, não pertence a nenhum parlamentar individualmente, e também não pertence a Ilda Angélica, ela pertence à categoria dos ACS e ACE do Brasil.
Mas justamente por ser uma conquista coletiva, todos aqueles que tiveram participação real na sua construção merecem ter seus nomes reconhecidos.
Elane Alves tem seu lugar nessa história.
Valda Pereira tem seu lugar nessa história.
O FNARAS tem seu lugar nessa história.
A CONACS tem sua história e sua participação.
Os Parlamentares têm seus lugares.
E os milhares de ACS e ACE têm o lugar principal: o de quem lutou. Ninguém precisa apagar ninguém a verdadeira liderança não teme reconhecer os companheiros de caminhada, e nós não permitiremos que a história dos ACS e ACE seja reescrita por conveniência política. A HISTÓRIA TEM MEMÓRIA!
Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização
Claudia Almeida(Kakau) - Representante do Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização.











