segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ACS's denunciam descontos salariais por conta de Sincronia com Tablets e cobram respeito da Gestão com a categoria. Secretaria de Saúde responde. Veja!


Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de Juazeiro denunciam o que classificam como abuso institucional após serem surpreendidos com descontos em seus salários sob a justificativa de faltas relacionadas à sincronização dos tablets utilizados no trabalho.

Segundo a categoria, a Secretaria Municipal de Saúde passou a considerar a ausência de sincronização diária dos equipamentos como falta ao trabalho. No entanto, os profissionais afirmam que nunca receberam orientação oficial sobre esse procedimento e destacam que a própria gestão não disponibiliza acesso à internet para que a sincronização seja realizada durante a jornada.

Na prática, muitos trabalhadores utilizam internet particular para cumprir essa exigência. "Neste mês, por exemplo, não poderei pagar minha internet porque terei que pedir dinheiro emprestado para arcar com as despesas essenciais. E, sem internet, serei penalizada?", questiona uma agente.

Os profissionais afirmam ainda que desconhecem a publicação, no Diário Oficial do Município, de ato normativo que estabeleça essa forma de controle de frequência ou autorize descontos salariais pela falta de sincronização dos tablets.

Para a categoria, a busca incessante por indicadores não pode substituir a essência do trabalho do Agente Comunitário de Saúde. O ACS não é um robô. É o profissional que escuta, acolhe e cria vínculos. É quem dedica tempo para ouvir os relatos de dona Maria, de 90 anos; mobiliza a comunidade para conseguir um par de sapatos para uma criança ir à escola ou uma cesta básica para uma família em situação de vulnerabilidade. Muitas vezes, torna-se o principal elo entre a população e a unidade de saúde — inclusive quando a própria unidade sequer dispõe de telefone para atender os usuários.

Os trabalhadores afirmam que transformar esse cuidado humanizado em números e punições invisibiliza o verdadeiro objetivo da Atenção Primária: cuidar das pessoas, de suas necessidades, dúvidas e histórias de vida.

A situação tem gerado indignação entre os ACS, que se sentem penalizados por uma exigência cuja estrutura necessária não é oferecida pelo próprio município.

Os Agentes Comunitários de Saúde reforçam que sua mobilização não busca privilégios. Busca respeito, valorização profissional, condições dignas de trabalho e o reconhecimento de uma categoria que, diariamente, percorre ruas, enfrenta sol e chuva para levar saúde, orientação e esperança às famílias de Juazeiro.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) informa que o registro diário das atividades realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) constitui dever funcional previsto na legislação vigente e é indispensável para a comprovação das ações desenvolvidas pelos profissionais junto à população.

As atividades dos ACS devem ser registradas por meio do equipamento eletrônico móvel ou diretamente no sistema e-SUS APS, conforme orientações repassadas mensalmente pela gestão municipal. Esses registros são essenciais para comprovar a execução das atividades, subsidiar o acompanhamento da produção das equipes, fortalecer o planejamento das ações da Atenção Primária à Saúde, monitorar os indicadores assistenciais e assegurar a correta prestação de contas dos recursos públicos.

A Secretaria ressalta ainda que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município dispõem de conexão com internet, garantindo aos profissionais as condições necessárias para a alimentação dos sistemas oficiais de informação e o registro regular das atividades desenvolvidas.

A Lei Federal nº 11.350/2006, alterada pela Lei nº 13.595/2018, estabelece entre as atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde a realização de visitas domiciliares, o cadastramento e acompanhamento das famílias, as ações de promoção da saúde e a alimentação dos sistemas oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS). Da mesma forma, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) determina que os profissionais mantenham registros fidedignos das atividades desenvolvidas.

Vídeo reprodução: Agentes de Saúde de Juazeiro 

A Sesau ressalta que, no município, os registros realizados pelos ACS constituem um dos principais instrumentos de comprovação da execução das atividades, sendo acompanhados por outros mecanismos de controle administrativo, como os relatórios oficiais dos sistemas de informação, a supervisão mensal realizada pelos enfermeiros das equipes de Saúde da Família e os relatórios individuais de produtividade.

Além disso, a Portaria GM/MS nº 9.108/2025 reforça que a manutenção do incentivo financeiro federal destinado aos Agentes Comunitários de Saúde está vinculada ao cumprimento dos requisitos legais e ao adequado acompanhamento da atuação desses profissionais pelos gestores municipais.

A ausência reiterada dos registros compromete a comprovação das atividades desenvolvidas, prejudica o acompanhamento da população adscrita, interfere nos indicadores da Atenção Primária e pode impactar o planejamento das ações de saúde do município.

Por esse motivo, a Secretaria Municipal de Saúde orienta todos os Agentes Comunitários de Saúde a manterem seus registros atualizados e realizados dentro dos prazos estabelecidos. O descumprimento reiterado desse dever funcional poderá ensejar a adoção das medidas administrativas cabíveis, nos termos da legislação vigente, sempre assegurados o devido processo legal e o direito à ampla defesa.


Fonte: Ascom

sábado, 1 de agosto de 2026

A nova PNAB e o futuro da Atenção Básica no SUS. Veja a situação dos ACS!

Diretor eleito da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade fala sobre a construção do novo plano nacional de atenção primária em saúde. Ele defende que o documento deve garantir jornadas de 30 horas e o fim dos vínculos precários de trabalho. Foto:(Protesto contra PNAB 2017. Foto: Bruno Dias/Abrasco)

Realizado no Rio de Janeiro entre 23 e 26 de julho, o 2º Congresso Sudeste da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) foi mais que uma reunião de debates internos a uma categoria. O encontro desta especialidade, que pode ser considerada a base da Atenção Primária à Saúde (APS), trouxe reflexões sobre todo um período histórico brasileiro, no qual o SUS foi diretamente afetado. O momento ganha ainda mais importância diante da proximidade das eleições gerais, incontornável balizador de seu futuro.

Membro da diretoria eleita da SBMFC para o próximo triênio, o médico de família e comunidade Ricardo Heinzelmann evidencia a discrepância dos projetos políticos que polarizam o debate público. “A sociedade deve estar muito atenta e analisar o que aconteceu nesses últimos 10 anos no Brasil, verificar o período de inflexões das políticas públicas com pioras significativas de indicadores e quando passamos a uma melhora”, comentou ao Outra Saúde.

Além disso, o encontro da Medicina de Família e Comunidade se deu em momento de elaboração da nova edição da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), plano de voo fundamental para a coordenação do SUS. E aqui teremos novo divisor de águas, uma vez que sua primeira edição é de 2017, feita sob contexto de um governo de exceção de Michel Temer.

“Esta [atual] PNAB fragiliza a Estratégia Saúde da Família (ESF), retira a abordagem comunitária, o número adequado de agentes comunitários de saúde nos territórios e induz um processo de enfraquecimento da APS”, atacou.

Como explica Heinzelmann, a futura PNAB foi tema central no Congresso e, desta vez, os grupos e movimentos sociais que historicamente construíram o SUS estão sendo ouvidos. Isso significa um maior espaço para reivindicações atuais das variadas categorias profissionais de saúde que compõem a atenção primária.

Ideias para a nova Política Nacional de Atenção Básica. (PNAB)

“Há uma tendência de se debater jornada de 30 horas semanais no conjunto dos trabalhadores na APS, mas com arranjos nas equipes para evitar a diminuição do acesso à população. Queremos manter as unidades funcionando, com ampliação de ESF, em horários estendidos e flexibilidade da carga horária dos trabalhadores”, afirma o médico.

Um tema cada vez mais latente no campo da saúde é a precarização e exaustão, o que conecta médicos, enfermeiras, Agentes comunitários. “Dessa forma, a nova PNAB deve abordar vínculos de trabalho, ao invés de ignorar o fato, como se não interferisse no cuidado”, acrescentou, em referência à pejotização cada vez maior no SUS.

Durante o governo Lula 3, os médicos de família tiveram aumento de 11 para 19 mil em seu contingente. No entanto, a categoria afirma que são necessários 70 mil para dar conta de todas as Equipes de Saúde da Família, num contexto de redimensionamento da quantidade de pacientes. Isso porque as equipes têm lidado com grupos de 5 ou 6 mil usuários em sua atuação cotidiana, o dobro do recomendável.

Assim, mais uma vez o financiamento do SUS é pauta inerente a toda a discussão. Tanto para desprecarizar o trabalho de médicos, enfermeiros e agentes de saúde, como também para fazer da PNAB uma política que conecte de forma definitiva todas as profissões do SUS, como dentistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e educadores físicos.

“Será preciso ter ousadia política, inclusive para superar a ideia de que a atenção primária está resolvida e hoje os problemas se concentram na atenção especializada. Temos muitos problemas e desafios, e se não houver um investimento robusto na APS, não adiantará investir em atenção especializada, porque a demanda nunca vai parar de aumentar”, afirmou.

Depois de tudo que se passou no país e diante das medidas a serem tomadas nos próximos meses, o diretor da SBMFC faz uma síntese profunda do que está em jogo: “estamos próximos de decisões políticas que vão organizar o futuro do SUS pelos próximos 10 anos”.

Confira a entrevista completa com Ricardo Heinzelmann.

Quais as principais reflexões deixadas pelo II Congresso Sudeste da Sociedade Medicina de Família e Comunidade em relação a esta especialidade tida como fundamental na base do SUS?

O mote principal foi a comemoração dos 50 anos da Medicina de Família e Comunidade no Brasil. Em 1976, foram criadas as primeiras residências na área cujo nome na época era Medicina Geral Comunitária. Foram três cursos pioneiros criados em três cidades ao mesmo tempo: no Rio de Janeiro, pela UERJ; no Rio Grande do Sul, pela Escola Murialdo, vinculada ao estado, e em Pernambuco, através do Projeto Vitória, experiência criada pela UFPE em Vitória do Santo Antão.

O Congresso teve foco de resgatar a história, a contribuição que a Medicina de Família e Comunidade teve para a construção do próprio Sistema Único de Saúde por meio de sua participação na reforma sanitária, e uma reflexão atual sobre os desafios da especialidade e perspectivas para avançar.

Foi um congresso muito rico também em homenagens às pessoas que fizeram parte desta história, como os professores Ricardo Donato, o primeiro professor da medicina de comunidade no Brasil pela UERJ, e a professora Maria Inês Padula Anderson, ainda hoje na UERJ, outra liderança importante.

Em entrevista de 2023, a ex-presidente da SBMFC Zeliete Zambon falou da necessidade de se aumentar o contingente de médicos de família para algo em torno de 55 a 60 mil, a fim de satisfazer as necessidades do SUS. Houve evolução desde então?

Houve avanço. Hoje são mais de 19 mil médicos e médicas de família e comunidade no Brasil (eram cerca de 11 mil em 2023), longe dos cerca de 70 mil necessários para garantir uma assistência completa, em 100% das equipes de atenção primária.

Identificamos uma carência de políticas públicas mais consistentes, que tenham realmente maior força para aumentar tal número. Primeiro, aumentando investimento nas residências. Hoje, são cerca de 2 mil vagas por ano. Mas o número está muito aquém. Poderíamos ter um investimento maior ainda em ampliação e apoio à criação de novas residências e fortalecimento de criação e estruturação dessas novas vagas.

O governo federal instituiu recentemente um aumento de valores pagos para residentes e equipes que tenham residentes de MFC, o que foi muito positivo, mas observamos a necessidade de um fortalecimento maior, até do ponto de vista institucional e do diálogo com gestores para ampliação de vagas, inclusive no interior dos estados.

Um dos grandes empecilhos ao provimento e a fixação de preceptores – pois para ter a residência exige-se um preceptor qualificado – é a falta de políticas fortes. Em diálogos com o ministro da Saúde, levamos a crítica sobre o programa Mais Médicos no sentido de se manter a lógica de bolsistas, o que acaba não atraindo profissionais mais qualificados para o programa. Debatemos estratégias para que o Ministro da Saúde faça processos de provimento e fixação de MFCs com um vínculo mais estável nos municípios de médio porte também e interior dos estados.

Há um processo de precarização e exaustão na categoria, a exemplo do que se relata na enfermagem?

É um assunto que foi um mote muito importante do Congresso. Vivemos um cenário, que não é exclusivo da medicina e nem só da saúde, de precarização do trabalho. Há cansaço, há um trabalho cada vez mais precarizado, com práticas de gestão muito gerencialistas e produtivistas. O trabalhador perde um pouco do próprio objeto de trabalho, a finalidade do cuidado, e passa a ser, muitas vezes, cobrado por uma produção de consultas.

Isso faz com que, claro, aumente o burnout e o cansaço. Portanto, há uma alienação do processo de trabalho na saúde. E que chega também na saúde da família, na APS. Temos um cenário de equipes com vínculo precário e sobrecarregadas, com excesso de pessoas vinculadas; há equipes de saúde da família com 5 mil, 6 mil pessoas, quando o parâmetro deveria ser 2 a 3 mil.

Há um cenário muito forte de vulnerabilidade nos territórios onde há violência urbana. O evento foi realizado no Rio de Janeiro, portanto, contou com uma presença massiva de trabalhadores das ESF do Rio de Janeiro e, de fato, é um cenário muito difícil. Envolve precarização do vínculo, sobrecarga profissional e um contexto de grande vulnerabilidade e violência nos territórios. Nesse cenário todo, tem sido, de fato, um desafio fixar, colocar mais profissionais em MFC valorizados para atuar como preceptores e garantir ampliação dos programas de residência.

E para diminuir o excesso de pacientes por equipes de saúde da família e criar vagas de residência, é incontornável a ampliação de investimentos diretos do Estado.

Sim, há necessidade de investir na desprecarização dos vínculos, construção de carreiras interfederativas para os conjuntos de trabalhadores do SUS. No caso específico da APS, proteger o trabalhador, na famosa lógica do cuidar de quem cuida. A seguir, redimensionar o tamanho das equipes. Tudo isso só pode acontecer mediante investimento maior em ampliação do número de equipes e nos processos formativos.

Nesse sentido, representantes do Ministério da Saúde também participaram de mesas, da própria abertura e encerramento do Congresso. Há um canal de diálogo com o ministro da Saúde e apresentamos propostas.

Outro tema importante no âmbito da atenção primária é a construção do novo Política Nacional de Atenção Básica, que será entregue pelo governo ao final deste ano. Em sua visão, quais seriam os pontos essenciais deste plano?

Somos muito críticos da atual PNAB, instituída quando houve a ruptura institucional em 2016 e criada no governo Temer, em 2017, sem diálogo com as entidades, com os trabalhadores, com o controle social do SUS. Esta PNAB fragiliza a Estratégia Saúde da Família, retira a abordagem comunitária, o número adequado de agentes comunitários de saúde nos territórios e induz um processo de enfraquecimento da APS.

Agora, o governo em seu último ano elabora uma nova versão da PNAB, e inclui entidades do campo da saúde em sua elaboração, a exemplo da SBMFC e outras categorias que compõem a saúde da família, como a Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade e a Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva, que estão atuando conjuntamente na construção de um documento consensual.

Neste sentido, as principais questões são o redimensionamento das equipes, que devem ter limites de pacientes entre 2 e 3 mil nos municípios mais populosos ou de territórios de grande vulnerabilidade social, considerando também questões relacionadas à violência e das desigualdades raciais.

Também debatemos a possibilidade de flexibilizar a carga horária e a composição das equipes, pensando aspectos relacionados ao burnout e sobrecarga dos profissionais; há uma tendência de se debater jornada de 30 horas semanais no conjunto dos trabalhadores na APS, mas com arranjos nas equipes para evitar a diminuição do acesso à população. Queremos manter as unidades funcionando, com ampliação de ESF, em horários estendidos e flexibilidade da carga horária dos trabalhadores.

Dessa forma, a nova PNAB deve abordar vínculos de trabalho, ao invés de ignorar o fato, como se não interferisse no cuidado. A PNAB precisa falar de vínculos estáveis, protegidos de acordo com a legislação trabalhista e previdenciária no Brasil. Que não se aceite equipes com vínculos PJ ou até um extremo disso, que é a figura do “sócio-acionista” de empresas que atuam na APS ou bolsistas.

Também defendemos número maior de Agentes Comunitários de Saúde nas equipes e incentivo a uma diminuição da centralidade do trabalho ambulatorial e do atendimento de consultas individuais, a fim de fortalecer a abordagem comunitária, familiar, de base territorial, que incentive também a participação das ESF em atividades comunitárias, visitas domiciliares, trabalho presente em equipamentos da comunidade, como escolas, além de ampliação do controle social.

Outra proposição é fortalecer a participação das equipes multiprofissionais, pois hoje a portaria que as regula não dialoga diretamente com a PNAB e a saúde bucal. Nossa ideia é integrá-las às ESF.

Por fim, temos uma visão crítica da saúde digital, que tentamos incorporar na APS na perspectiva de aumento da capacidade de coordenação do cuidado, integração com os outros pontos da rede, mas sem substituição do trabalho da equipe presencial. O que deve orientar a incorporação de tecnologias e o próprio uso da telessaúde é o fortalecimento da coordenação do cuidado.

Novamente entramos na questão do investimento público no SUS, uma vez que para realizar seus objetivos em acordo com a reforma sanitária deve investir na ampliação de pessoal de variadas profissões da saúde.

De fato, a abordagem integral dentro de um território demanda a incorporação de diversos outros saberes, uma atuação em equipe multiprofissional. Envolve, por exemplo, a saúde mental, junto a psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapia, assistência social, educador físico, farmacêutico…

O Brasil se destaca no cenário internacional com sua perspectiva de pensar a saúde. A atenção primária é uma perspectiva multiprofissional diferente de outros países, que ainda tem atenção muito centrada na figura do médico.

Para levar sua visão adiante, o país deve colocar investimento, pois deve quase duplicar o número de ESF, se considerado o redimensionamento da quantidade de pacientes e incorporação de mais profissionais no território.

Nesse sentido, reconhecemos as lutas e o papel da enfermagem, hoje afetada por uma sobreposição de tarefas de gerência das equipes e administração dos estabelecimentos de saúde. Precisamos pensar na ampliação das equipes de enfermagem nas unidades.

As próprias UBS vão precisar de um investimento maior em infraestrutura, após anos de desmontes e financiamento. Pensando em ampliação de presença de equipes multiprofissionais, serão necessárias unidades com boa capacidade para absorvê-los, mais espaços físicos para atendimento e formação, capazes de receber mais alunos e residentes de algumas especialidades.

Será preciso ter ousadia política, inclusive para superar a ideia de que a APS está resolvida e hoje os problemas se concentram na atenção especializada. Temos muitos problemas e desafios, e se não houver um investimento robusto na APS, não adiantará investir em atenção especializada, porque a demanda nunca vai parar de aumentar.

Existem vários estudos nacionais e internacionais que mostram como o investimento em APS reduz muito internações e encaminhamentos desnecessárias para especialistas locais ou solicitação de exames. Por isso devemos investir no modelo adequado de abordagem integral da saúde, mais resolutivo e coordenado.

Estamos próximos de tomar decisões políticas que vão organizar o futuro do SUS pelos próximos 10 anos.

Já que falamos em decisão política, a eleição influencia nos temas aqui discutidos? Os projetos políticos de saúde que serão apresentados pelos candidatos presidenciais em outubro não são pedra fundamental de qualquer discussão estruturante de SUS?

O Brasil vivenciou uma ruptura institucional muito recente. São 10 anos desse movimento que teve um impacto absurdo no sistema de saúde. Sua reconstrução e atualização de políticas públicas é muito recente. Destruir é mais fácil que construir. E houve uma destruição muito grande do sistema de saúde após 2016.

Passamos um período onde não havia condições de dialogar. As sociedades representativas, o movimento social, as entidades do campo da reforma sanitária que construíram e constroem o SUS no cotidiano tiveram muitas dificuldades de diálogo institucional por muitos anos com o governo. Agora foi retomado o diálogo.

Não negamos dificuldades, como as financeiras, mas é uma situação muito diferente. E há um movimento de busca, de se fazer a reconstrução, de investimento no SUS.

Dessa forma, o processo eleitoral é definidor. A sociedade deve estar muito atenta e analisar o que aconteceu nesses últimos 10 anos no Brasil, verificar o período de inflexões das políticas públicas com pioras significativas de indicadores e quando passamos a uma melhora.

A destruição foi rápida, mas como o SUS é muito forte e um arranjo que outros países não têm, através de sua divisão tripartite, com controle social, capilarizado nos municípios, conseguimos, apesar de todo esse movimento de desfinanciamento e dos ataques que ocorreram, permanecer com a base.

É hora de fazer boas escolhas e ao menos nossa categoria defenderá o melhor caminho para questões aqui debatidas, como nosso modelo de atenção primária e o próprio sistema de saúde, hoje uma referência internacional.


Fonte: outras palavras.net

terça-feira, 28 de julho de 2026

Ilda Angélica e Dra. Elane Alves precisam da ajuda dos ACS e ACE. Entenda!


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Assista abaixo, o vídeo produzido pelo nosso colega Léo Sobral TACS no Rio de Janeiro, onde o mesmo mostra porque é importante que os Agentes de Saúde(ACS/ACE), apoie a candidatura de Ilda Angélica Presidente da CONACS para Deputada Federal, e também a candidatura de Dra. Elane Alves Assessora jurídica do FNARAS para Deputada Estadual pelo Estado da Bahia. Confira!

Vídeo reprodução Canal Léo Sobral 

Outras matérias de interesse da nossa categoria acesse a página inicial do meu Blog no link abaixo: magraoaceubaira.blogspot.com



Prefeitura recebe visita técnica do médico Drauzio Varella e promove encontro com Agentes de Saúde. Veja!


Evento organizado pela Secretaria Municipal de Saúde reuniu importantes nomes ligados à Atenção Primária da saúde pública no país e propôs momento para reciclagem e valorização dos Agentes Comunitários de Saúde. Foto acima: ( Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU).

A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu, nesta segunda-feira (27), a visita do médico, oncologista, cientista e escritor Drauzio Varella, além de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), gestores estaduais e municipais de saúde e especialistas de diferentes regiões do país. Uberlândia é considerada referência e reconhecida como ‘Centro Colaborador’ do Conass para a Planificação da Atenção à Saúde. Inclusive, as equipes da Atenção Primária de Uberlândia apresentaram o melhor desempenho do Brasil em ranking divulgado, na semana passada, com base em dados do Ministério da Saúde.

“Hoje, podemos mostrar o trabalho que tem sido feito na prevenção, na Atenção Primária do município. Um trabalho que é fundamental para a saúde da nossa população. Estamos aqui para trocar conhecimento sobre as boas práticas para otimizar ainda mais o empenho que prestamos às pessoas”, considerou o prefeito Paulo Sérgio.

A programação faz parte da agenda técnica de acompanhamento das ações desenvolvidas pelo município na Atenção Primária à Saúde e reforça o protagonismo do Município como referência nacional na organização das Redes de Atenção à Saúde e na qualificação dos serviços oferecidos à população.

Na oportunidade, houve também um encontro com os agentes comunitários de saúde, no auditório Cícero Diniz, em que todos conferiram a exibição do documentário “Drauzio e os Agentes”, produzido pelo próprio médico e que destaca a importância e a relevância do trabalho desenvolvido pelos agentes de saúde na Atenção Primária e na consolidação do SUS.

“A realização deste encontro consiste em uma oportunidade única de valorização, reconhecimento e troca de experiências com um dos mais importantes nomes da saúde pública brasileira. E isso fortalece ainda mais o papel fundamental dos nossos agentes na promoção da saúde e no cuidado próximo e humanizado com a população”, ressaltou o secretário municipal de saúde, Adenilson Lima.

Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

Programação

Durante os dois dias de atividades, o grupo de gestores e demais participantes vão conhecer experiências implantadas pelo município, que inclui o trabalho desenvolvido na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Glória, referência na Planificação da Atenção à Saúde, a integração entre Atenção Primária e Atenção Ambulatorial Especializada na UAI São Jorge e o modelo de assistência do Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro, que está entre os três melhores hospitais públicos de Minas e entre os melhores do Brasil.

Confira a seguir a programação de hoje:

28 de julho (terça-feira): Visita Técnica à UAI São Jorge (Avenida Toledo, 165 – bairro Laranjeiras).

28 de julho (terça-feira): Visita Técnica ao Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro (Rua Mata dos Pinhais, 410 – Jardim Botânico).

O evento reafirma o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Uberlândia na área da saúde e consolida o município como referência na implementação de práticas inovadoras, integradas e voltadas à melhoria contínua da assistência prestada aos cidadãos.


Fonte: Prefeitura de Uberlândia

domingo, 26 de julho de 2026

Cláudia Almeida(Kakau) Coordenadora Nacional do MNF emite Nota de repúdio ao conteúdo da Cartilha publicada pela CNM sobre os ACS


NOTA DE REPÚDIO

O MNF (MOVIMENTO NACIONAL DA FEDERALIZAÇÃO E DESPRECARIZAÇÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (ACS) E AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS (ACE).

Manifesta seu mais veemente repúdio ao conteúdo da cartilha publicada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), intitulada "Agente de Saúde: da implantação à profissionalização verticalizada, riscos para a descentralização do SUS", por entender que o documento representa um ataque aos direitos constitucionais conquistados pelos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias ao longo de décadas de luta. 

É inaceitável que uma entidade representativa dos municípios trate direitos sociais e trabalhistas como se fossem ameaças à gestão pública. A valorização dos ACS e ACE não constitui privilégio, mas sim o cumprimento da Constituição Federal e do dever do Estado de promover justiça social, dignidade da pessoa humana e valorização do trabalho.

A CNM insiste em apresentar como problema aquilo que representa uma conquista histórica da sociedade brasileira. A PEC 14/2021 foi aprovada por ampla maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, demonstrando a vontade soberana do Poder Legislativo em reconhecer a importância estratégica dos ACS e ACE para o Sistema Único de Saúde.

A PEC assegura avanços históricos, entre eles:

aposentadoria especial com integralidade e paridade;

desprecarização definitiva dos vínculos de trabalho;

reconhecimento da categoria como carreira típica de Estado;

criação de um Sistema de Proteção Social Permanente para os ACS e ACE.

Essas conquistas não representam privilégios. Representam justiça para profissionais que dedicam suas vidas à prevenção de doenças, à promoção da saúde e à proteção da população brasileira.

Também repudiamos a tentativa da CNM de reduzir a discussão ao impacto financeiro para os municípios, ignorando os benefícios econômicos e sociais produzidos pelos agentes de saúde. Os ACS e ACE são responsáveis por ações de prevenção, vacinação, vigilância epidemiológica, controle de endemias, educação em saúde e acompanhamento das famílias, evitando o agravamento de doenças e reduzindo significativamente os custos do SUS.

Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização reafirma que os direitos sociais e trabalhistas não podem ser tratados como privilégios ou obstáculos à gestão pública. A Constituição Federal assegura, em seus princípios e direitos fundamentais, a proteção da dignidade da pessoa humana, dos direitos sociais e da valorização do trabalho, fundamentos que orientam toda a construção das políticas públicas voltadas aos trabalhadores brasileiros.

Repudiamos qualquer tentativa de enfraquecer conquistas históricas dos ACS e ACE, como a valorização profissional, o piso salarial nacional, a formação técnica, a proteção previdenciária e a busca por melhores condições de trabalho. Esses direitos representam o reconhecimento da relevância desses profissionais para a Atenção Primária à Saúde e para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Também rejeitamos a tentativa de apresentar propostas como o PLP 185/2024 e outras iniciativas legislativas de valorização da categoria exclusivamente sob a ótica do impacto financeiro, ignorando décadas de dedicação desses trabalhadores, que diariamente enfrentam riscos biológicos, físicos, químicos, climáticos e sociais para garantir o acesso da população às ações de prevenção, promoção e vigilância em saúde.

Os desafios financeiros dos municípios devem ser enfrentados por meio do fortalecimento do pacto federativo e da ampliação do financiamento da saúde, jamais pela restrição ou deslegitimação de direitos constitucionalmente assegurados aos trabalhadores.

Por fim, conclamamos os ACS, ACE, entidades representativas, parlamentares e toda a sociedade a permanecerem vigilantes na defesa dos direitos conquistados e da valorização desses profissionais, que constituem um dos pilares da Atenção Primária e do SUS.

Cada real investido nos Agentes Comunitários de Saúde e nos Agentes de Combate às Endemias retorna em benefícios para toda a sociedade, por meio da redução de internações hospitalares, da diminuição da necessidade de medicamentos e insumos, do controle de epidemias, da prevenção de doenças e da garantia de proteção social permanente aos cidadãos.

O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde não enfraquece o SUS; ao contrário, reduz gastos com procedimentos de alta complexidade e melhora os indicadores de saúde da população.

Da mesma forma, o Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização entende que o verdadeiro debate deve ser a melhoria da gestão dos recursos públicos municipais. É amplamente conhecido que muitos municípios enfrentam problemas de gestão, planejamento e execução orçamentária, inclusive com dificuldades na correta aplicação de recursos vinculados ("verbas carimbadas") destinados às políticas públicas.

Também é preocupante que ainda existam municípios que não efetuam corretamente o pagamento do piso salarial nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, apesar da existência de assistência financeira da União destinada ao custeio desse piso, conforme previsto na legislação vigente. Essa realidade demonstra que o problema não pode ser atribuído exclusivamente à valorização dos trabalhadores, mas também à necessidade de maior eficiência, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Antes de atribuir aos direitos constitucionais dos ACS e ACE a responsabilidade pelas dificuldades financeiras municipais, é indispensável que cada gestor público promova uma gestão eficiente, transparente e comprometida com a correta aplicação dos recursos públicos, assegurando que as verbas destinadas às políticas de saúde cumpram sua finalidade e cheguem efetivamente aos profissionais e à população.

O Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização reafirma que continuará defendendo a efetivação integral da PEC 14/2021 e de todos os direitos conquistados pelos ACS e ACE, combatendo qualquer tentativa de retrocesso ou de enfraquecimento da categoria.

Nenhum direito a menos

A valorização dos ACS e ACE é um investimento na saúde pública, na prevenção de doenças e na qualidade de vida da população brasileira.

Por: Cláudia Almeida(KAKAU) Coordenadora Nacional do MNF (Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização dos ACS e ACE)


sábado, 25 de julho de 2026

Cartilha da CNM aponta risco à descentralização do SUS em mudanças normativas sobre Agentes Comunitários de Saúde. Veja a cartilha!

 Olá colegas ACS ACE de todo Brasil!

Veja abaixo, a matéria publicada no site da Agência CNM de notícias, sobre uma cartilha que segundo ela aponta risco à descentralização do SUS em mudanças normativas sobre os ACS. Veja a cartilha no link no final da matéria. Confira!

Uma das principais proposições consideradas como pauta-bomba, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021 é fruto da evolução normativa dos Agentes Comunitários de Saúde(ACS) e traz riscos para o processo de descentralização das ações e serviços de saúde. Esse processo e seus impactos para a autonomia municipal são temas debatidos pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) na cartilha Agente de Saúde: da implantação à profissionalização verticalizada, riscos para a descentralização do SUS

Aprovada pelo Senado em julho, a PEC amplia benefícios dos ACS e dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) e terá impacto de R$ 69 bilhões para os cofres municipais. O texto aguarda promulgação pelo Congresso. A cartilha resgata a trajetória de consolidação da profissão, demonstrando como, ao longo dos anos, emendas constitucionais, leis e portarias buscaram reconhecer e fortalecer o papel dos ACS na Atenção Primária à Saúde (APS). Ao mesmo tempo, o documento evidencia que a crescente produção normativa também trouxe desafios aos Municípios, especialmente em razão da centralização de decisões relacionadas à carreira, ao vínculo e às condições de trabalho desses profissionais.

Entre os problemas apontados estão o estabelecimento de padrões nacionais nem sempre condizentes com a realidade local. “Na prática, a gestão local passa a ser cobrada mesmo em comunidades com longas distâncias, pouca infraestrutura, maior vulnerabilidade social ou falta de equipe suficiente para apoiar e supervisionar o trabalho no território”, destaca o documento. O estabelecimento de obrigações financeiras sem os devidos recursos, por sua vez, aumentam o risco de passivo e dificulta o planejamento orçamentário.

Restrição da autonomia

Gradativamente, diversas regras passaram a ser definidas de forma verticalizada pelo Congresso Nacional e pelo governo federal, restringindo a autonomia dos Municípios para gerir seus recursos humanos. Esse movimento contrasta com o princípio da descentralização, um dos pilares do Sistema Único de Saúde, segundo o qual cabe aos Entes federativos exercerem suas competências de forma coordenada, respeitando suas atribuições constitucionais.

A CNM lembra que Entes locais demonstram que a assimetria entre responsabilidades assumidas e financiamento efetivamente transferido tende a gerar passivos trabalhistas, judicialização e comprometimento do equilíbrio fiscal, impactando não apenas a política de atenção primária, mas o conjunto das ações e serviços de saúde do Município.

Embora represente mais um marco na valorização dessas categorias, a PEC 14/2021 impõe desafios administrativos, jurídicos e financeiros aos Municípios, sobretudo pela criação de novas obrigações permanentes sem a correspondente definição da fonte de custeio. Para a CNM, fortalecer o Sistema único de Saúde exige não apenas o reconhecimento do trabalho dos ACS, mas também respeito às competências constitucionais dos Municípios e à necessária sustentabilidade das políticas públicas.

 CLIQUE AQUI e Veja a cartilha

 

Fonte: Agência CNM de Notícias

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Receita libera hoje(24/07) consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda. Faça sua consulta!


A Receita Federal libera nesta sexta-feira (24) apartir das 9h a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026. A rodada contempla 2,7 milhões de de contribuintes, que receberão R$ 4,6 bilhões no dia 31 de julho.

Como será a divulgação

Consulta ao terceiro lote de restituição do IR 2026 será liberada hoje(24/07). Para verificar se está entre os contemplados, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (https://www.restituicao.receita.fazenda.gov.br/). Na página, basta incluir o número do CPF, a data de nascimento e escolher o ano da consulta desejada.

Receita também disponibiliza um aplicativo para a consulta dos contemplados. Além da página na internet, o Fisco oferece um aplicativo para smartphones e tablets, permitindo que o contribuinte consulte diretamente as informações sobre a liberação da restituição e a situação cadastral do CPF.

Pagamentos serão realizados na sexta-feira da semana que vem (31/07). Os depósitos do valor a restituir serão disponibilizados diretamente na conta bancária indicada pelos 9,6 milhões de contribuintes no momento de entregar a declaração. A Receita afirma que os pagamentos serão realizados ao longo do dia e podem variar dependendo da instituição financeira.

Lote encerra a fila de restituições regulares do Imposto de Renda 2026. Após contemplar 80% dos contribuintes nas duas etapas iniciais de pagamentos, a Receita afirma que o terceiro lote encerra a fila de restituições aptas deste ano. Com isso, permanecerão pendentes apenas restituições que ficaram retidas na malha fina ou ou que apresentam inconsistências nos dados bancários informados para o recebimento.

Chave Pix incorreta impediu o pagamento de cerca de 165 mil restituições. A Receita afirma que os pagamentos não foram realizados para o grupo de contribuintes que informou o CPF como chave PIX para recebimento, mas não possui conta bancária vinculada a essa chave.


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Fonte: economia.uol.com.br

quarta-feira, 22 de julho de 2026

ACS/ACE: FAÇA A SIMULAÇÃO DE SUA APOSENTADORIA DIFERENCIADA DE ACORDO A PEC 14. SIMULADOR GRÁTIS CONFIRA!

 Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil 

Após a aprovação da PEC 14/21, que trata da Aposentadoria Diferenciada e desprecarização dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, muitas dúvidas surgiram em relação às regras e qual o tempo e idade necessários para poder se aposentar. Por isso, resolvi postar aqui no blog um simulador excelente que encontrei nas redes sociais para fazer a simulação da aposentadoria dos ACS e ACE, já de acordo com o que está estabelecido no texto aprovado da PEC 14. 

Se você é Agente de Saúde(ACS/ACE) e quer saber quando vai poder se aposentar Clique em uma das 02 calculadoras abaixo. faça a sua simulação de Aposentadoria Diferenciada agora mesmo!

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terça-feira, 21 de julho de 2026

Será que a PEC 18 dos 03 salários mínimos para ACS ACE pode demorar como a PEC 22/11 do piso? Entenda!


A PEC 18/2022, que propõe a criação de um piso salarial de 3 salários mínimos para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) com formação técnica, já superou uma etapa importante ao ter sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Agora, a proposta aguarda apenas a criação da Comissão Especial, responsável por analisar o mérito da matéria antes da votação em Plenário.

A espera, entretanto, levanta uma preocupação entre os profissionais da categoria: a PEC 18/2022 poderá enfrentar a mesma demora que ocorreu com a antiga PEC 22/2011, responsável por dar origem ao atual piso nacional de dois salários mínimos?

O que prevê a PEC 18/2022?

A PEC 18/2022 pretende criar um piso salarial diferenciado para os ACS e ACE que possuírem formação técnica específica.

A proposta, de autoria do deputado Valtenir Pereira, altera o artigo 198 da Constituição Federal para incluir o § 9º-A, estabelecendo que:

Agentes Comunitários de Saúde com formação técnica;

• Agentes de Combate às Endemias com formação técnica;

terão direito a um piso salarial correspondente a três salários mínimos, acima do piso nacional atualmente garantido pela Emenda Constitucional nº 120/2022.

O objetivo é reconhecer constitucionalmente a qualificação técnica da categoria e incentivar a formação profissional permanente.

Em que fase está a PEC 18/2022?

A proposta já concluiu a fase de admissibilidade.

Em 20 de março de 2026, a CCJC da Câmara dos Deputados aprovou o parecer pela admissibilidade da PEC.

Com isso, foi encerrada a primeira grande etapa da tramitação.

Atualmente, a PEC encontra-se aguardando:

 • criação da Comissão Especial;

 • eleição do presidente da comissão;

 • designação do relator;

 • discussão do mérito;

 • votação na Comissão Especial;

 • votação em dois turnos no Plenário da Câmara;

 • análise pelo Senado Federal.

O que aconteceu com a PEC 22/2011?

A comparação com a PEC 22/2011 chama atenção justamente pela demora registrada nessa mesma fase da tramitação.

Após superar a admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça, a proposta levou aproximadamente seis anos para que fosse constituída a Comissão Especial destinada à análise do mérito.

Somente após esse longo período o processo voltou a avançar.

Posteriormente, resultou na aprovação da Emenda Constitucional nº 120/2022, responsável por instituir o piso nacional equivalente a dois salários mínimos.

A PEC 18/2022 pode enfrentar a mesma demora?

Sim, pode. Mas isso não significa que necessariamente acontecerá.

A criação de uma Comissão Especial depende de diversos fatores políticos e administrativos, como:

 - decisão da Presidência da Câmara dos Deputados;

 - prioridades da pauta legislativa;

 - acordos entre os líderes partidários;

 - instalação das comissões permanentes;

 - organização dos trabalhos legislativos.

Não existe prazo constitucional ou regimental que obrigue a criação imediata da Comissão Especial após a aprovação da admissibilidade.

Por isso, algumas PEC's avançam rapidamente, enquanto outras permanecem aguardando por meses ou até anos.

Quais fatores podem acelerar a PEC 18/2022?

Alguns elementos podem contribuir para que a tramitação seja mais rápida do que ocorreu com a PEC 22/2011.

Entre eles:

• mobilização nacional dos ACS e ACE;

• apoio das entidades representativas;

• articulação da Frente Parlamentar em defesa da categoria;

• interesse político da Mesa Diretora da Câmara;

• inclusão da proposta entre as prioridades legislativas.

A recente aprovação da PEC 14/2021, que trata da aposentadoria especial dos ACS e ACE, demonstra que propostas voltadas à valorização da categoria podem ganhar força quando há ampla mobilização e consenso político.

Por que a Comissão Especial é tão importante?

É na Comissão Especial que ocorre a análise do mérito da proposta.

Diferentemente da CCJC, que verifica apenas a constitucionalidade e a admissibilidade da PEC, a Comissão Especial poderá:

 - discutir o conteúdo da proposta;

 - apresentar alterações;

 - receber emendas;

 - realizar audiências públicas;

 - elaborar um parecer definitivo sobre o mérito.

Somente após essa etapa a PEC poderá seguir para votação em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

O piso de três salários mínimos substituirá o atual?

Não necessariamente.

A PEC 18/2022 propõe um piso diferenciado.

Pelo texto apresentado:

• Permanece o piso nacional atualmente previsto para a categoria;

• Os profissionais que possuírem formação técnica específica passariam a receber um piso equivalente a três salários mínimos.

A proposta busca incentivar a qualificação técnica e reconhecer a complexidade crescente das atribuições desempenhadas pelos ACS e ACE na Atenção Primária à Saúde e na Vigilância em Saúde.

Histórico mostra que mobilização pode fazer diferença

A experiência da antiga PEC 22/2011 demonstra que propostas de emenda à Constituição podem permanecer por longos períodos em determinadas fases da tramitação.

Entretanto, também evidencia que a mobilização das categorias, o apoio parlamentar e a articulação institucional podem ser determinantes para destravar projetos considerados estratégicos.

Assim, embora exista um precedente de demora na criação da Comissão Especial, não é possível afirmar que a PEC 18/2022 seguirá exatamente o mesmo caminho.

Cada proposta possui seu próprio contexto político, prioridades legislativas e nível de articulação dentro do Congresso Nacional.

O que prevê a PEC 18/2022?

A proposta cria um piso salarial de três salários mínimos para ACS e ACE que possuírem formação técnica específica.

A PEC 18/2022 já foi aprovada?

Não. Até o momento, ela teve a admissibilidade aprovada pela CCJC da Câmara dos Deputados e aguarda a criação da Comissão Especial.

Qual é a próxima etapa da tramitação?

A instalação da Comissão Especial que analisará o mérito da proposta antes da votação em Plenário.

A PEC 22/2011 demorou quanto tempo nessa fase?

A constituição da Comissão Especial ocorreu aproximadamente seis anos após a conclusão da etapa equivalente à que a PEC 18/2022 se encontra atualmente.


Fonte: acsace.com.br

segunda-feira, 20 de julho de 2026

ACS/ACE: ENTENDA AS REGRAS DA APOSENTADORIA DIFERENCIADA SEGUNDO TEXTO DA PEC 14/21.(MATERIAL NOVO)


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Veja nas imagens abaixo, um material novo disponibilizado pelo FNARAS, que mostra de forma simples e objetiva, como fazer o cálculo da sua APOSENTADORIA DIFERENCIADA, conforme determina a PEC 14/21, que trata da Aposentadoria Diferenciada e desprecarização dos Agentes de Saúde. 

Ah! Compartilhe essa postagem com outros colegas para que eles também aprendem a fazer esse cálculo da sua Aposentadoria.

Veja no vídeo abaixo, as explicações de Dra. Elane Alves sobre o cálculo da Aposentadoria Diferenciada de acordo com o que está no texto da PEC 14/21. Confira!

Vídeo reprodução: FNARAS 

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