terça-feira, 25 de agosto de 2026

Fala da Presidente da CONACS sobre ser protagonista da PEC 14 repercute negativamente nas redes sociais e coordenação do MNF publica carta aberta sobre o assunto. Confira!


Olá colegas ACS ACE de todo Brasil! 

Após a publicação de um vídeo da presidente da CONACS Ilda Angélica nas redes sociais falando sobre seu protagonismo na PEC 14, houve uma repercussão negativa dentro da categoria que não concordou com a fala da mesma.

Assista no vídeo abaixo, a análise feita pelo nosso colega Léo Sobral TACS do Rio de Janeiro sobre a fala da presidente da CONACS Ilda Angélica: 

Vídeo reprodução: Léo Sobral (YouTube)

Veja abaixo também, o conteúdo na íntegra de uma Carta aberta publicada pela coordenadora do Movimento Nacional pela federalização (MNF) Cláudia Almeida popularmente conhecida como KAKAU sobre a fala de Ilda Angélica.

CARTA ABERTA DO MOVIMENTO NACIONAL DA FEDERALIZAÇÃO E DESPRECARIZAÇÃO À PRESIDENTE DA CONACS, ILDA ANGÉLICA: 

"A HISTÓRIA NÃO TEM DONA"

Diante das recentes declarações da presidente da CONACS, Ilda Angélica, que afirma ter sido protagonista de todas as conquistas da categoria, inclusive da PEC 14/21, o Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização vem a público para reafirmar uma verdade que nenhum discurso político poderá apagar:

A história dos ACS e ACE foi construída por muitas mãos — e ninguém tem o direito de se apropriar dela.

Ilda Angélica pode e deve falar da participação da CONACS nas lutas da categoria. O que não pode é transformar uma história coletiva em propriedade pessoal ou institucional.

DRA. ELANE ALVES: UMA DAS GRANDES CONSTRUTORAS DA NOSSA HISTÓRIA

É preciso dizer aquilo que os fatos e a memória da categoria precisam registrar:

A Dra. Elane Alves foi uma das principais construtoras da trajetória legislativa que levou às grandes conquistas dos ACS e ACE.

Sua atuação não começa na PEC 14/21.

Ela está relacionada a uma trajetória muito anterior, que envolve importantes conquistas da categoria, entre elas a EC 51/2006, marco fundamental para os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

E há outro ponto que precisa ser lembrado:

A EC 120/2022 também teve participação direta de Dra. Elane Alves em sua construção, inclusive na elaboração do texto que deu forma à proposta que culminou na Emenda Constitucional.

Portanto, quando alguém fala em “todas as conquistas”, é preciso perguntar:

Onde estavam todos os atores dessa história? Quem escreveu? Quem construiu? Quem articulou? Quem mobilizou? Quem estava nas bases? Quem enfrentou os obstáculos quando ainda não havia garantia de vitória?

A resposta não cabe em um único nome.

E NA PEC 14/21, A HISTÓRIA TAMBÉM NÃO PODE SER APAGADA

A PEC 14/21 teve na Dra. Elane Alves uma de suas principais construtoras, e essa construção encontrou no FNARAS, sob a presidência de Valda Pereira, uma força política e organizativa fundamental para ganhar dimensão nacional.

Elane Alves e Valda Pereira precisam ter seus nomes reconhecidos nessa história.

O FNARAS esteve na linha de frente da mobilização, mesmo quando foi atacado e tratado como “grupo paralelo”. Mas o movimento continuou, a categoria acreditou, as bases se mobilizaram, Os parlamentares foram pressionados. e a PEC avançou.

Agora, quando a conquista chega à sua etapa decisiva, não é aceitável que aqueles que participaram dessa construção sejam simplesmente apagados da narrativa.

RESPEITEM QUEM VEIO ANTES

Se vamos falar de história, vamos falar de toda a história. Antes de muitas das atuais lideranças, existiram homens e mulheres que abriram caminhos:

Ruth Brilhante, Roque, Teresa Ramos e tantas outras lideranças deixaram suas marcas na caminhada dos ACS e ACE.

Cada conquista carrega muitas digitais. E entre essas digitais estão as da Dra. Elane Alves, que participou de importantes construções legislativas ao longo dessa trajetória.

Também está a atuação de Valda Pereira, na presidência do FNARAS, conduzindo uma organização que teve papel importante na mobilização em torno da PEC 14/21.

A PEC 14/21 TEM AUTORES E TEM UMA CATEGORIA INTEIRA POR TRÁS

Também é preciso reconhecer os parlamentares que participaram decisivamente dessa caminhada, como Dr. Leonardo, Antônio Brito, Irajá Abreu, Dr. Luizinho e Laura Carneiro, entre tantos outros. Mas os parlamentares não estavam sozinhos por trás deles havia milhares de ACS e ACE em suas bases, mobilizando, cobrando, viajando, participando de reuniões, atos e manifestações e pressionando seus representantes.

É por isso que qualquer tentativa de transformar a PEC 14/21 em propriedade de uma única liderança é uma injustiça com toda a categoria.

A PEC 14/21 é uma construção coletiva!

Mas reconhecer que é coletiva não significa apagar os nomes daqueles que tiveram papel determinante em sua construção.

ILDA ANGÉLICA: PROTAGONISMO NÃO SE DECLARA

Ilda Angélica, ninguém está tentando apagar sua história ou a história da CONACS. Mas a senhora também não pode apagar a história de Dra. Elane Alves, Valda Pereira, FNARAS, das lideranças que vieram antes, dos parlamentares e dos milhares de ACS e ACE que fizeram essa luta acontecer. Protagonismo não se conquista simplesmente reivindicando-o em um discurso, Protagonismo se demonstra pela história, pelos fatos e pelas ações.

Quem realmente participou de uma construção coletiva não precisa diminuir os demais construtores para aumentar o próprio nome.

NÃO SE REESCREVE A HISTÓRIA

A categoria conhece sua própria história, conhece quem esteve na construção, conhece quem esteve nas bases, conhece quem escreveu, articulou, mobilizou e enfrentou os momentos difíceis, Por isso, fica o nosso recado:

"Não se reescreve uma história quando os fatos mostram a verdade".

A história dos ACS e ACE não começou hoje, ela foi construída ao longo de décadas. Passou pela EC 51/2006, passou por inúmeras lutas e conquistas. Passou pela EC 120/2022, chegou à PEC 14/21 e continuará sendo construída por aqueles que vierem depois de nós.

PARA TER PODER VALE TUDO?

E aqui fica uma reflexão necessária, para ocupar um dos cargos mais importantes da República, o de Deputada Federal, não deveria valer tudo, Não deveria valer apagar companheiros, não deveria valer diminuir movimentos, não deveria valer apropriar-se de construções coletivas, não deveria valer transformar a história da categoria em instrumento de promoção individual porque, se para conquistar poder “vale tudo”, precisamos perguntar:

Qual é o preço desse poder para a categoria? nós não lutamos durante décadas para criar novos donos da nossa história, lutamos por dignidade, reconhecimento, valorização e direitos.

A PEC 14/21 não tem dona a PEC 14/21 não pertence à CONACS não pertence ao FNARAS, não pertence à Dra. Elane Alves, não pertence à Valda Pereira, não pertence a nenhum parlamentar individualmente, e também não pertence a Ilda Angélica, ela pertence à categoria dos ACS e ACE do Brasil.

Mas justamente por ser uma conquista coletiva, todos aqueles que tiveram participação real na sua construção merecem ter seus nomes reconhecidos.

Elane Alves tem seu lugar nessa história.

Valda Pereira tem seu lugar nessa história.

O FNARAS tem seu lugar nessa história.

A CONACS tem sua história e sua participação.

Os Parlamentares têm seus lugares.

E os milhares de ACS e ACE têm o lugar principal: o de quem lutou. Ninguém precisa apagar ninguém a verdadeira liderança não teme reconhecer os companheiros de caminhada, e nós não permitiremos que a história dos ACS e ACE seja reescrita por conveniência política. A HISTÓRIA TEM MEMÓRIA!


Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização

Claudia Almeida(Kakau) - Representante do Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Justiça determina que município realize Concurso Público em 180 dias e não faça mais contratações temporárias irregulares de Servidores. Veja!


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve uma decisão judicial que determina à Prefeitura de Santa Rita do Ituêto, na região do Vale do Rio Doce, a interrupção de contratações temporárias irregulares para cargos de natureza permanente e a apresentação de um plano para realização de concurso público.

A decisão foi concedida pelo Poder Judiciário após pedido de tutela de urgência apresentado pelo MPMG, por meio da Promotoria de Justiça de Resplendor, em uma Ação Civil Pública.

Segundo o Ministério Público, a investigação apontou que o município vinha realizando, durante anos, contratações temporárias para funções permanentes, sem a realização de concurso público.

Entre os cargos citados nas apurações estão: 

professores;

Agentes de saúde(ACS/ACE);

 Técnicos em enfermagem;

Assistentes sociais;

 pedreiros e motoristas.

O documento deverá apresentar um cronograma para a realização do concurso público, conforme determinado pela Justiça.

A medida busca adequar o quadro de servidores municipais às regras previstas na Constituição Federal, que estabelece o concurso público como regra para o ingresso em cargos e empregos públicos.

Contratos deverão ser encerrados de forma gradual

A decisão judicial também determinou que a substituição dos profissionais ocorra de maneira gradual e planejada.

O objetivo é evitar que o encerramento dos contratos provoque interrupções na prestação de serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas de:

 • saúde;

 • educação;

 • assistência social.

Dessa forma, a prefeitura deverá organizar a transição entre os servidores atualmente contratados e os profissionais que serão selecionados por meio do concurso público.

Município poderá pagar multa de R$ 500 por dia

Em caso de descumprimento injustificado da decisão, foi estabelecida uma multa diária de R$ 500 ao município.

A decisão é liminar e cabe recurso.

O processo deverá continuar tramitando até o julgamento definitivo da ação apresentada pelo Ministério Público.

MPMG aponta uso irregular de contratos temporários

De acordo com o MPMG, a investigação identificou um padrão de sucessivas renovações de contratos temporários para funções consideradas ordinárias e permanentes da administração municipal.

Para o Ministério Público, a utilização da contratação temporária como regra teria representado uma tentativa de contornar a exigência constitucional de realização de concurso público.

Segundo o promotor de Justiça Rafael da Silva Braga, a realização de concurso é uma exigência constitucional relacionada aos princípios de impessoalidade e eficiência na administração pública.

“A realização de concurso público é uma exigência expressamente prevista na Constituição Federal para que a máquina pública funcione com impessoalidade e eficiência no atendimento diário aos cidadãos.”

Outros municípios também são alvo de providências

O MPMG informou que medidas semelhantes estão sendo adotadas em relação aos outros dois municípios que fazem parte da comarca: Resplendor e Itueta.

As providências têm como objetivo verificar e combater eventuais irregularidades relacionadas à utilização de contratações temporárias para funções permanentes sem a realização de concurso público.


Matéria reproduzida do site: acsace.com.br 

Fonte de informações: MPMG

sábado, 22 de agosto de 2026

CONACS: ACS/ACE VEJA O VIDEO COMPLETO DA LIVE DE HOJE(22/08) SOBRE AS LUTAS NO CONGRESSO NACIONAL


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Assista abaixo, o vídeo completo da Live realizada pela CONACS hoje(22/08), sobre as lutas da entidade nas pautas de interesse da categoria junto ao Congresso Nacional. 

A Live da CONACS contou com a participação de João Bosco presidente em exercício, dos vices presidentes Jade Albuquerque e Marina Lara, além da participação da presidente Licenciada Ilda Angélica. Confira!

Vídeo reprodução: CONACS

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

PROMULGAÇÃO DA PEC 14: Dra. ELANE ALVES TRAZ AS ÚLTIMAS INFORMAÇÕES SOBRE O ASSUNTO. CONFIRA!


Olá colegas ACS/ACE todo o Brasil!

Assista no vídeo abaixo, as últimas informações que Dra. Elane Alves Assessora jurídica do FNARAS traz sobre a Promulgação da PEC 14 e outros assuntos de interesse da categoria. Confira!

Vídeo reprodução: Dra. Elane Alves 

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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Cobertura populacional Estimada de Agentes Comunitários de Saúde(ACS) na Atenção Primária Municipal. Veja o vídeo tutorial!


Você sabia que o relatório de Cobertura Populacional Estimada de ACS está disponível na área pública do e-Gestor APS?

Neste Conasems Descomplica mostramos o passo a passo para acessar o relatório de Cobertura de Agentes Comunitários de Saúde por município.

O relatório apresenta: população considerada, ACS ativos, população coberta, percentual de cobertura municipal. Veja o vídeo abaixo:

Fonte: Conasems 

Salve este conteúdo e compartilhe com sua equipe da APS.

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Fonte: conasems

sábado, 15 de agosto de 2026

Portaria do Ministério da Saúde libera R$ 200,7 milhões para Atenção Primária em Saúde (APS) em 2026

Portaria GM/MS Nº 10.345/2026, publicada em 13 de março de 2026, é o instrumento normativo do Ministério da Saúde que credencia e habilita municípios e o Distrito Federal a receberem incentivos financeiros federais de custeio destinados à Atenção Primária à Saúde (APS). A norma define quais equipes, serviços, programas e profissionais têm direito ao repasse, além de estabelecer valores orçamentários para 2026 e 2027.

O que é a Portaria GM/MS Nº 10.345/2026?

A Portaria GM/MS Nº 10.345/2026 é a regulamentação que autoriza a transferência de recursos federais de custeio para a APS em todo o território nacional. Ela foi emitida pelo Ministro de Estado da Saúde com base no art. 87, parágrafo único, incisos I e II, da Constituição Federal. As transferências obedecem às regras das Portarias de Consolidação GM/MS nº 2 e nº 6, ambas de 28 de setembro de 2017, e da Portaria de Consolidação Saps/MS nº 1, de 2 de junho de 2021.

Como funciona o credenciamento de equipes da APS?

O credenciamento de equipes da APS ocorre por meio de anexos que listam, município a município, o quantitativo autorizado de cada estratégia. As equipes contempladas pela Portaria GM/MS Nº 10.345/2026 são:

• Equipe de Saúde da Família (eSF) com incentivo quilombola — Anexo I

• Incentivo financeiro adicional de custeio para eSF em territórios quilombolas — Anexo II

• Equipe de Atenção Primária Prisional (eAPP) — Anexo III

• Equipe de Consultório na Rua (eCR) — Anexo IV

• Equipe de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR) — Anexo V

• Componentes adicionais da eSFR — Anexo VI

É permitido substituir o tipo de equipe da APS?

Sim. A Portaria GM/MS Nº 10.345/2026 autoriza a substituição de equipes da APS, conforme listado no Anexo VII. Essa alteração vale tanto para a transferência dos incentivos de custeio quanto para acompanhamento, monitoramento e avaliação.

Quais são os prazos para atualizar o cadastro após a substituição?

O ente federado deve atualizar o cadastro do Identificador Nacional de Equipe (INE) no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) em até 3 competências, contadas a partir da publicação da Portaria. A atualização deve incluir a nova tipologia de equipe, a composição profissional e a carga horária dos profissionais.

O que acontece se o prazo não for cumprido?

A autorização de substituição será automaticamente cancelada. Prevalescerá, para fins de registro, a configuração anterior do INE. Os INE substituídos de eAP para eSF serão homologados assim que identificados nos bancos de dados do Ministério da Saúde. A partir da homologação, passarão a receber os incentivos federais de custeio correspondentes à nova estratégia.

Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD)

• Credenciamento — Anexo XVIII

• Alteração de faixa de produção — Anexo XIX

Programa Academia da Saúde (PAS)

• Credenciamento dos serviços — Anexo XX

Como funciona o incentivo para residência em saúde na APS?

A Portaria GM/MS Nº 10.345/2026 credencia municípios ao recebimento de incentivo financeiro adicional de custeio para equipes integradas a programas de residência em saúde (Anexo XXI). O benefício abrange residência médica em Medicina de Família e Comunidade e residências multiprofissionais na APS.

Quais são os requisitos para manter o incentivo?

O ente subnacional deve:

• Cadastrar e manter atualizados os profissionais em formação no SCNES

• Para residência médica: atualizar dados no sistema de monitoramento da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM)

• Para residências uniprofissional ou multiprofissional em APS: atualizar dados na Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS)

A continuidade do repasse está condicionada ao cumprimento do art. 172-E da Portaria de Consolidação GM/MS nº 6/2017.

O que é o incentivo PNAISARI e quem pode receber?

A Portaria habilita municípios listados no Anexo XXII ao recebimento de incentivo de custeio destinado à gestão das ações de atenção integral à saúde de adolescentes em privação de liberdade. Esse recurso está vinculado à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei (PNAISARI).

Como é calculado o repasse mensal do PNAISARI?

Os recursos são repassados mensalmente com base no limite financeiro definido pelo número de adolescentes atendidos por:

• Unidade de internação

• Internação provisória

• Semiliberdade

Os critérios seguem o Art. 130, Capítulo II, Seção V, da Portaria de Consolidação GM/MS nº 6/2017.

Quais são os valores orçamentários previstos para 2026 e 2027?

Os créditos orçamentários totalizam R$ 200.740.102,00 para 2026 e R$ 287.781.847,00 para 2027. Esses valores oneram os Programas de Trabalho:

• 20.36901.10.301.5119.00UC — Transferência aos Entes Federativos para o Pagamento dos Vencimentos dos Agentes Comunitários de Saúde

• 20.36901.10.301.5119.219A — Piso de Atenção Primária à Saúde

Quais Planos Orçamentários recebem os recursos?

• PO 0001 — Incentivo financeiro da APS para eSF e eAP

• PO 0003 — Incentivo financeiro da APS — Atenção à Saúde Bucal

• PO 0004 — Incentivo financeiro da APS — Demais Programas, Serviços e Equipes

• PO 000I — Incentivo financeiro da APS — Atenção à Saúde de Pessoas em Conflito com a Lei (ADPF 347)

Qual o investimento previsto para implantação de CEO?

A Portaria GM/MS Nº 10.345/2026 prevê investimento de capital federal para implantação de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Os dados são:

• Funcional Programática: 20.36901.10.301.5119.8581 — Estruturação da Rede de Serviços de Atenção Primária à Saúde

• Plano Orçamentário: PO 0001 — Estruturação da Atenção à Saúde Bucal

• Valor: R$ 2.910.000,00 (parcela única para 2026)

• Base legal: Anexo XVIII

Qual a condição essencial para receber os incentivos?

A transferência dos incentivos financeiros está condicionada ao cadastramento e à atualização das informações no SCNES, de responsabilidade do ente federado. Sem o cadastro ativo e atualizado no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o repasse não ocorre.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é a Portaria GM/MS Nº 10.345/2026?

É a norma que credencia e habilita municípios e o Distrito Federal a receberem incentivos financeiros federais de custeio para a Atenção Primária à Saúde em 2026 e 2027.

Quais equipes da APS são credenciadas pela Portaria 10.345/2026?

eSF com incentivo quilombola, eAPP, eCR, eSFR e componentes adicionais, além do incentivo adicional para eSF em territórios quilombolas.

É possível trocar eAP por eSF segundo a Portaria 10.345/2026?

Sim. A substituição é autorizada no Anexo VII, desde que o ente federado atualize o INE no SCNES em até 3 competências.

Quanto o Ministério da Saúde vai repassar para a APS em 2026?

R$ 200.740.102,00, conforme o Art. 9º da Portaria. Para 2027, o valor previsto é de R$ 287.781.847,00.

O que acontece se o município não atualizar o SCNES?

A transferência dos incentivos financeiros fica condicionada ao cadastro atualizado. A falta de atualização pode impedir o repasse dos recursos.

A Portaria 10.345/2026 prevê incentivo para residência em saúde?

Sim. O Anexo XXI credencia municípios ao recebimento de custeio adicional para equipes integradas a programas de residência em saúde na APS.

O que é o incentivo PNAISARI previsto na Portaria?

É o repasse federal para municípios que gerenciam ações de saúde para adolescentes em privação de liberdade, conforme o Anexo XXII.

Fonte: Portaria GM/MS Nº 10.345, de 13 de março de 2026. Publicada pelo Ministério da Saúde


CLIQUE AQUI e veja a Portaria GM/MS nº 10.345/2026 


Fonte: acsace.com.br


Trabalhadores defendem aprovação de Projeto de Lei que muda regras da Aposentadoria Especial. Veja!


Proposta elimina idade mínima e muda cálculo do benefício para quem trabalha exposto a agentes nocivos. O tema foi debatido em seminário das comissões de Trabalho e de Finanças e Tributação - (Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados)

Representantes de trabalhadores defenderam, em seminário na Câmara dos Deputados, a aprovação do Projeto de Lei Complementar 42/23, que propõe novas regras para a concessão da aposentadoria especial.

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (12), pedido de urgência para a votação do projeto diretamente no Plenário.

O seminário foi realizado pelas Comissões de Trabalho e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

A aposentadoria especial é concedida a trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde.

A proposta elimina três pontos da reforma da Previdência:

• a idade mínima para a aposentadoria especial;

 • a redução do valor inicial do benefício conforme o tempo de contribuição; e

• a impossibilidade de considerar de forma diferenciada o tempo de trabalho especial em outra modalidade de aposentadoria.

Neste ano, o Supremo Tribunal Federal já eliminou a exigência de idade mínima para a aposentadoria especial. Com isso, permanece a exigência de até 25 anos de contribuição, conforme o caso.

Thais Riedel defendeu o trecho do projeto que amplia as categorias com direito à aposentadoria especial - Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

NOVAS CATEGORIAS

A advogada Thais Riedel defendeu o trecho do projeto que amplia as categorias com direito à aposentadoria especial. Ela também sugeriu incluir trabalhadores sujeitos a atividades penosas.

Thais Riedel afirmou ainda que é importante considerar de forma diferenciada o tempo de trabalho especial.

“Não podemos ter uma regra de tudo ou nada. Se o trabalhador não completar os 25 anos, seu tempo de trabalho especial não pode ser desconsiderado. Imagine um trabalhador de uma metalúrgica que trabalhe por 24 anos e seja demitido. Seria como se esses 24 anos não tivessem existido, apesar dos prejuízos que esse trabalho já causou à sua saúde.”

Segundo Thais Riedel, os empregadores pagam uma contribuição previdenciária maior nos casos de trabalho com exposição a agentes nocivos.

Ela afirmou que, mesmo assim, mais de 90% das aposentadorias são obtidas somente por decisão judicial.

Por isso, sugeriu que a comprovação do trabalho especial seja feita antes de o trabalhador atingir o tempo necessário para a aposentadoria.

A pesquisadora Mariana Bretas também defendeu a ampliação da aposentadoria especial.

“O enfermeiro pode laborar durante 20 anos e nunca contrair HIV. Um vigilante ou outro trabalhador do setor penoso ou periculoso, por sua vez, pode trabalhar durante 20 anos sob exposição permanente e nunca sofrer um tiro. Mesmo assim, ambos passaram 20 anos da sua vida sob exposição permanente.”

Erika Kokay apresentou parecer favorável à proposta - Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

APOIO AO PROJETO

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que apresentou relatório favorável ao projeto na Comissão de Finanças e Tributação, afirmou que a proposta encontra resistências entre os deputados.

Ela pediu mobilização dos trabalhadores para a aprovação do projeto.

Durante a análise do projeto nas comissões, a Consultoria de Orçamento da Câmara emitiu parecer contrário à proposta. Segundo o parecer, o projeto não apresentaria demonstrativo do impacto das mudanças nas contas públicas nem indicaria as fontes de custeio.

A deputada Geovania de Sá (Republicanos-SC) apoia a proposta. “O que nós queremos é só a correção da injustiça: aqueles expostos aos agentes nocivos que antes da reforma da previdência tinham suas aposentadorias especiais, a gente quer essa revisão de maneira urgente no Plenário”, afirmou.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Técnica de enfermagem demitida por oposição política será indenizada por danos morais. Veja!


Técnica de enfermagem demitida após troca de gestão em hospital do Norte de Minas provou perseguição política e receberá R$ 15 mil por danos morais. (Técnica de enfermagem vai receber R$15 mil de indenização.crédito: Freepik).

Os julgadores da Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) reconheceram o caráter discriminatório da dispensa de uma técnica de enfermagem que atuava em um hospital no Norte de Minas Gerais. O colegiado entendeu que o desligamento da profissional ocorreu devido à sua suposta vinculação política à oposição da administração municipal local.

A decisão manteve a sentença proferida pela Vara do Trabalho de Januária quanto ao reconhecimento do dano moral, mas deu provimento parcial ao recurso da instituição de saúde para readequar o valor da condenação, reduzindo a indenização de R$ 20 mil para R$ 15 mil. Ao analisar a matéria, o colegiado firmou a tese de que a dispensa por motivação política configura ato discriminatório passível de reparação financeira.

De acordo com as informações apuradas no processo, a trabalhadora exercia a função de técnica de enfermagem e mantinha vínculo com o hospital há quase 22 anos. A demissão sem justa causa ocorreu no contexto de uma intervenção administrativa na unidade de saúde.

Depoimentos de testemunhas colhidos ao longo da instrução processual revelaram que, durante o período da intervenção, diversos funcionários foram desligados por não apoiarem o então chefe do Executivo municipal. As testemunhas apontaram que a direção do hospital, indicada pelo próprio prefeito, promoveu as demissões com viés estritamente político. Uma das testemunhas declarou inclusive ter comunicado a situação ao Ministério Público na época, por discordar do desligamento de profissionais considerados opositores políticos na região.

Ao examinar o recurso, a relatora do processo, desembargadora Sabrina de Faria Fróes Leão, ponderou que a dispensa imotivada é um direito do empregador, mas ressaltou que tal faculdade não pode ser exercida de forma discriminatória. A magistrada destacou que o conjunto probatório demonstrou que a demissão da técnica não decorreu de mera conveniência administrativa, mas sim de motivos ideológicos no cenário de transição de gestão.

A relatora fundamentou que a conduta viola preceitos da Constituição Federal (artigos 3º, IV, e 5º, XLI), além de afrontar o artigo 4º da Lei 9.029/1995 e a Súmula 443 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), dispositivos legalmente destinados a coibir práticas discriminatórias no ambiente de trabalho.

A Terceira Turma acolheu parcialmente a insurgência do hospital em relação ao montante arbitrado em primeira instância. O colegiado considerou o valor inicial de R$ 20 mil excessivo para as particularidades do caso. Diante disso, ajustou a reparação para R$ 15 mil, por entender que a quantia atende aos critérios pedagógicos, psicológicos e econômicos de forma razoável. A fundamentação enquadrou a situação no parâmetro de ofensa de natureza média, conforme prevê o artigo 223-G, § 1º, II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O processo já foi remetido ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para análise do recurso de revista.


Fonte: em.com.br

Governo eleva previsão do valor para o salário mínimo de 2027. Veja quanto ficaria o Piso Salarial dos ACS/ACE se confirmado esse aumento

O governo federal deve elevar para R$ 1.741 a previsão do salário mínimo em 2027. O valor é R$ 24 superior à estimativa divulgada em abril, que previa piso de R$ 1.717. as informações são da Folha de São Paulo.

A nova projeção deve constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto. Se confirmada, a mudança representará um reajuste de 7,4% em relação ao salário mínimo atual, de R$ 1.621, em vigor desde 2026.

O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda passou a projetar inflação de 4,93% no período, acima da estimativa anterior. Segundo o governo, a revisão reflete possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos. Já o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, conforme dados do IBGE.

O salário mínimo serve de referência para despesas obrigatórias, como aposentadorias do INSS e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por isso, mudanças no piso têm impacto direto sobre o Orçamento federal.

Estimativas do governo indicam que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um acréscimo de cerca de R$ 413,2 milhões nas despesas obrigatórias. Com a revisão de R$ 24 na projeção, o impacto adicional pode chegar a aproximadamente R$ 9,9 bilhões no Orçamento de 2027.

Caso esse valor do salário mínimo de 1.741,00 reais se confirme para 2027, o piso salarial nacional dos Agentes de Saúde (ACS/ACE) seria de 3.482,00 reais de acordo o que determina a EC 120/22 que é o valor de 02 salários mínimos por Agente de Saúde.


Fonte: exame.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ACS/ACE vejam as verdades e mentiras sobre a aplicação da PEC 14/21. (Parte 01)


Olá colegas ACS/ACE de todo o Brasil!

Veja no vídeo abaixo, as explicações de Dra. Elane mostrando as verdades e mentiras sobre a aplicação da PEC 14/21. Confira!

Vídeo reprodução: Dra. Elane Alves 

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PROMULGAÇÃO DA PEC 14: Como fica a EFETIVAÇÃO e DEMISSÃO de Agentes de Saúde(ACS/ACE). Veja!


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Assista no vídeo abaixo, produzido pelo nosso colega Léo Sobral TACS do Rio de janeiro, uma pequena explicação sobre o que deve acontecer após a Promulgação da PEC 14 em relação a efetivação e demissão dos Agentes de Saúde(ACS/ACE) que estão trabalhando atualmente de forma precarizado, ou com alguma outra irregularidade em relação ao regime de trabalho. Confira!

Vídeo reprodução: Canal Léo Sobral 

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Agora é oficial! Veja o Recado de Dra. Elane Alves aos ACS/ACE sobre sua candidatura e promulgação da PEC 14


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil 

Assista no vídeo abaixo, o recado de Dra. Elane Alves Assessora jurídica do FNARAS a todos os Agentes de Saúde(ACS/ACE), sobre a oficialização pelo TRE da sua candidatura a Deputada Estadual pela Bahia, e também sobre a expectativa da Promulgação da PEC 14 ainda nesse mês de agosto. Confira!

Vídeo reprodução:praDra. Elane Alves 

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

FNARAS: Convoca os ACS/ACE e Representantes da categoria para Mobilização no Senado Federal pela Promulgação da PEC 14/21. Veja!


Veja abaixo, a convocação N° 10/26 feita pelo FNARAS a todos os Agentes de Saúde(ACS/ACE) e Representantes Classistas da categoria, para participarem de uma grande mobilização que acontecerá no Senado Federal em Brasília, no período de 10 a 14 de Agosto/26, com o objetivo de viabilizar junto aos Senadores, a Promulgação da PEC 14/21 no Plenário do Senado Federal. Lembrando que a PEC 14, visa garantir uma Aposentadoria Diferenciada a todos os Agentes de Saúde(ACS/ACE) do Brasil. Participe!

Abaixo veja a convocação do FNARAS pela mobilização em prol da Promulgação da PEC 14/21:


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terça-feira, 4 de agosto de 2026

ACS/ACE: Veja como colocar sua foto na moldura em apoio a campanha de Dra. Elane Alves 2026. Veja!

Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Segue abaixo, o LINK para você colocar sua foto na moldura em apoio a candidatura da Assessora jurídica do FNARAS Dra. Elane Alves, candidata a Deputada Estadual pela Bahia em 2026. 

Mesmo sendo de outro estado, coloque sua foto e compartilhe a moldura com sua foto no perfil das suas redes sociais. 

Faça a sua montagem agora mesmo CLIQUE AQUI

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ACS's denunciam descontos salariais por conta de Sincronia com Tablets e cobram respeito da Gestão com a categoria. Secretaria de Saúde responde. Veja!


Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de Juazeiro denunciam o que classificam como abuso institucional após serem surpreendidos com descontos em seus salários sob a justificativa de faltas relacionadas à sincronização dos tablets utilizados no trabalho.

Segundo a categoria, a Secretaria Municipal de Saúde passou a considerar a ausência de sincronização diária dos equipamentos como falta ao trabalho. No entanto, os profissionais afirmam que nunca receberam orientação oficial sobre esse procedimento e destacam que a própria gestão não disponibiliza acesso à internet para que a sincronização seja realizada durante a jornada.

Na prática, muitos trabalhadores utilizam internet particular para cumprir essa exigência. "Neste mês, por exemplo, não poderei pagar minha internet porque terei que pedir dinheiro emprestado para arcar com as despesas essenciais. E, sem internet, serei penalizada?", questiona uma agente.

Os profissionais afirmam ainda que desconhecem a publicação, no Diário Oficial do Município, de ato normativo que estabeleça essa forma de controle de frequência ou autorize descontos salariais pela falta de sincronização dos tablets.

Para a categoria, a busca incessante por indicadores não pode substituir a essência do trabalho do Agente Comunitário de Saúde. O ACS não é um robô. É o profissional que escuta, acolhe e cria vínculos. É quem dedica tempo para ouvir os relatos de dona Maria, de 90 anos; mobiliza a comunidade para conseguir um par de sapatos para uma criança ir à escola ou uma cesta básica para uma família em situação de vulnerabilidade. Muitas vezes, torna-se o principal elo entre a população e a unidade de saúde — inclusive quando a própria unidade sequer dispõe de telefone para atender os usuários.

Os trabalhadores afirmam que transformar esse cuidado humanizado em números e punições invisibiliza o verdadeiro objetivo da Atenção Primária: cuidar das pessoas, de suas necessidades, dúvidas e histórias de vida.

A situação tem gerado indignação entre os ACS, que se sentem penalizados por uma exigência cuja estrutura necessária não é oferecida pelo próprio município.

Os Agentes Comunitários de Saúde reforçam que sua mobilização não busca privilégios. Busca respeito, valorização profissional, condições dignas de trabalho e o reconhecimento de uma categoria que, diariamente, percorre ruas, enfrenta sol e chuva para levar saúde, orientação e esperança às famílias de Juazeiro.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) informa que o registro diário das atividades realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) constitui dever funcional previsto na legislação vigente e é indispensável para a comprovação das ações desenvolvidas pelos profissionais junto à população.

As atividades dos ACS devem ser registradas por meio do equipamento eletrônico móvel ou diretamente no sistema e-SUS APS, conforme orientações repassadas mensalmente pela gestão municipal. Esses registros são essenciais para comprovar a execução das atividades, subsidiar o acompanhamento da produção das equipes, fortalecer o planejamento das ações da Atenção Primária à Saúde, monitorar os indicadores assistenciais e assegurar a correta prestação de contas dos recursos públicos.

A Secretaria ressalta ainda que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município dispõem de conexão com internet, garantindo aos profissionais as condições necessárias para a alimentação dos sistemas oficiais de informação e o registro regular das atividades desenvolvidas.

A Lei Federal nº 11.350/2006, alterada pela Lei nº 13.595/2018, estabelece entre as atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde a realização de visitas domiciliares, o cadastramento e acompanhamento das famílias, as ações de promoção da saúde e a alimentação dos sistemas oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS). Da mesma forma, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) determina que os profissionais mantenham registros fidedignos das atividades desenvolvidas.

Vídeo reprodução: Agentes de Saúde de Juazeiro 

A Sesau ressalta que, no município, os registros realizados pelos ACS constituem um dos principais instrumentos de comprovação da execução das atividades, sendo acompanhados por outros mecanismos de controle administrativo, como os relatórios oficiais dos sistemas de informação, a supervisão mensal realizada pelos enfermeiros das equipes de Saúde da Família e os relatórios individuais de produtividade.

Além disso, a Portaria GM/MS nº 9.108/2025 reforça que a manutenção do incentivo financeiro federal destinado aos Agentes Comunitários de Saúde está vinculada ao cumprimento dos requisitos legais e ao adequado acompanhamento da atuação desses profissionais pelos gestores municipais.

A ausência reiterada dos registros compromete a comprovação das atividades desenvolvidas, prejudica o acompanhamento da população adscrita, interfere nos indicadores da Atenção Primária e pode impactar o planejamento das ações de saúde do município.

Por esse motivo, a Secretaria Municipal de Saúde orienta todos os Agentes Comunitários de Saúde a manterem seus registros atualizados e realizados dentro dos prazos estabelecidos. O descumprimento reiterado desse dever funcional poderá ensejar a adoção das medidas administrativas cabíveis, nos termos da legislação vigente, sempre assegurados o devido processo legal e o direito à ampla defesa.


Fonte: Ascom

sábado, 1 de agosto de 2026

A nova PNAB e o futuro da Atenção Básica no SUS. Veja a situação dos ACS!

Diretor eleito da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade fala sobre a construção do novo plano nacional de atenção primária em saúde. Ele defende que o documento deve garantir jornadas de 30 horas e o fim dos vínculos precários de trabalho. Foto:(Protesto contra PNAB 2017. Foto: Bruno Dias/Abrasco)

Realizado no Rio de Janeiro entre 23 e 26 de julho, o 2º Congresso Sudeste da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) foi mais que uma reunião de debates internos a uma categoria. O encontro desta especialidade, que pode ser considerada a base da Atenção Primária à Saúde (APS), trouxe reflexões sobre todo um período histórico brasileiro, no qual o SUS foi diretamente afetado. O momento ganha ainda mais importância diante da proximidade das eleições gerais, incontornável balizador de seu futuro.

Membro da diretoria eleita da SBMFC para o próximo triênio, o médico de família e comunidade Ricardo Heinzelmann evidencia a discrepância dos projetos políticos que polarizam o debate público. “A sociedade deve estar muito atenta e analisar o que aconteceu nesses últimos 10 anos no Brasil, verificar o período de inflexões das políticas públicas com pioras significativas de indicadores e quando passamos a uma melhora”, comentou ao Outra Saúde.

Além disso, o encontro da Medicina de Família e Comunidade se deu em momento de elaboração da nova edição da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), plano de voo fundamental para a coordenação do SUS. E aqui teremos novo divisor de águas, uma vez que sua primeira edição é de 2017, feita sob contexto de um governo de exceção de Michel Temer.

“Esta [atual] PNAB fragiliza a Estratégia Saúde da Família (ESF), retira a abordagem comunitária, o número adequado de agentes comunitários de saúde nos territórios e induz um processo de enfraquecimento da APS”, atacou.

Como explica Heinzelmann, a futura PNAB foi tema central no Congresso e, desta vez, os grupos e movimentos sociais que historicamente construíram o SUS estão sendo ouvidos. Isso significa um maior espaço para reivindicações atuais das variadas categorias profissionais de saúde que compõem a atenção primária.

Ideias para a nova Política Nacional de Atenção Básica. (PNAB)

“Há uma tendência de se debater jornada de 30 horas semanais no conjunto dos trabalhadores na APS, mas com arranjos nas equipes para evitar a diminuição do acesso à população. Queremos manter as unidades funcionando, com ampliação de ESF, em horários estendidos e flexibilidade da carga horária dos trabalhadores”, afirma o médico.

Um tema cada vez mais latente no campo da saúde é a precarização e exaustão, o que conecta médicos, enfermeiras, Agentes comunitários. “Dessa forma, a nova PNAB deve abordar vínculos de trabalho, ao invés de ignorar o fato, como se não interferisse no cuidado”, acrescentou, em referência à pejotização cada vez maior no SUS.

Durante o governo Lula 3, os médicos de família tiveram aumento de 11 para 19 mil em seu contingente. No entanto, a categoria afirma que são necessários 70 mil para dar conta de todas as Equipes de Saúde da Família, num contexto de redimensionamento da quantidade de pacientes. Isso porque as equipes têm lidado com grupos de 5 ou 6 mil usuários em sua atuação cotidiana, o dobro do recomendável.

Assim, mais uma vez o financiamento do SUS é pauta inerente a toda a discussão. Tanto para desprecarizar o trabalho de médicos, enfermeiros e agentes de saúde, como também para fazer da PNAB uma política que conecte de forma definitiva todas as profissões do SUS, como dentistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e educadores físicos.

“Será preciso ter ousadia política, inclusive para superar a ideia de que a atenção primária está resolvida e hoje os problemas se concentram na atenção especializada. Temos muitos problemas e desafios, e se não houver um investimento robusto na APS, não adiantará investir em atenção especializada, porque a demanda nunca vai parar de aumentar”, afirmou.

Depois de tudo que se passou no país e diante das medidas a serem tomadas nos próximos meses, o diretor da SBMFC faz uma síntese profunda do que está em jogo: “estamos próximos de decisões políticas que vão organizar o futuro do SUS pelos próximos 10 anos”.

Confira a entrevista completa com Ricardo Heinzelmann.

Quais as principais reflexões deixadas pelo II Congresso Sudeste da Sociedade Medicina de Família e Comunidade em relação a esta especialidade tida como fundamental na base do SUS?

O mote principal foi a comemoração dos 50 anos da Medicina de Família e Comunidade no Brasil. Em 1976, foram criadas as primeiras residências na área cujo nome na época era Medicina Geral Comunitária. Foram três cursos pioneiros criados em três cidades ao mesmo tempo: no Rio de Janeiro, pela UERJ; no Rio Grande do Sul, pela Escola Murialdo, vinculada ao estado, e em Pernambuco, através do Projeto Vitória, experiência criada pela UFPE em Vitória do Santo Antão.

O Congresso teve foco de resgatar a história, a contribuição que a Medicina de Família e Comunidade teve para a construção do próprio Sistema Único de Saúde por meio de sua participação na reforma sanitária, e uma reflexão atual sobre os desafios da especialidade e perspectivas para avançar.

Foi um congresso muito rico também em homenagens às pessoas que fizeram parte desta história, como os professores Ricardo Donato, o primeiro professor da medicina de comunidade no Brasil pela UERJ, e a professora Maria Inês Padula Anderson, ainda hoje na UERJ, outra liderança importante.

Em entrevista de 2023, a ex-presidente da SBMFC Zeliete Zambon falou da necessidade de se aumentar o contingente de médicos de família para algo em torno de 55 a 60 mil, a fim de satisfazer as necessidades do SUS. Houve evolução desde então?

Houve avanço. Hoje são mais de 19 mil médicos e médicas de família e comunidade no Brasil (eram cerca de 11 mil em 2023), longe dos cerca de 70 mil necessários para garantir uma assistência completa, em 100% das equipes de atenção primária.

Identificamos uma carência de políticas públicas mais consistentes, que tenham realmente maior força para aumentar tal número. Primeiro, aumentando investimento nas residências. Hoje, são cerca de 2 mil vagas por ano. Mas o número está muito aquém. Poderíamos ter um investimento maior ainda em ampliação e apoio à criação de novas residências e fortalecimento de criação e estruturação dessas novas vagas.

O governo federal instituiu recentemente um aumento de valores pagos para residentes e equipes que tenham residentes de MFC, o que foi muito positivo, mas observamos a necessidade de um fortalecimento maior, até do ponto de vista institucional e do diálogo com gestores para ampliação de vagas, inclusive no interior dos estados.

Um dos grandes empecilhos ao provimento e a fixação de preceptores – pois para ter a residência exige-se um preceptor qualificado – é a falta de políticas fortes. Em diálogos com o ministro da Saúde, levamos a crítica sobre o programa Mais Médicos no sentido de se manter a lógica de bolsistas, o que acaba não atraindo profissionais mais qualificados para o programa. Debatemos estratégias para que o Ministro da Saúde faça processos de provimento e fixação de MFCs com um vínculo mais estável nos municípios de médio porte também e interior dos estados.

Há um processo de precarização e exaustão na categoria, a exemplo do que se relata na enfermagem?

É um assunto que foi um mote muito importante do Congresso. Vivemos um cenário, que não é exclusivo da medicina e nem só da saúde, de precarização do trabalho. Há cansaço, há um trabalho cada vez mais precarizado, com práticas de gestão muito gerencialistas e produtivistas. O trabalhador perde um pouco do próprio objeto de trabalho, a finalidade do cuidado, e passa a ser, muitas vezes, cobrado por uma produção de consultas.

Isso faz com que, claro, aumente o burnout e o cansaço. Portanto, há uma alienação do processo de trabalho na saúde. E que chega também na saúde da família, na APS. Temos um cenário de equipes com vínculo precário e sobrecarregadas, com excesso de pessoas vinculadas; há equipes de saúde da família com 5 mil, 6 mil pessoas, quando o parâmetro deveria ser 2 a 3 mil.

Há um cenário muito forte de vulnerabilidade nos territórios onde há violência urbana. O evento foi realizado no Rio de Janeiro, portanto, contou com uma presença massiva de trabalhadores das ESF do Rio de Janeiro e, de fato, é um cenário muito difícil. Envolve precarização do vínculo, sobrecarga profissional e um contexto de grande vulnerabilidade e violência nos territórios. Nesse cenário todo, tem sido, de fato, um desafio fixar, colocar mais profissionais em MFC valorizados para atuar como preceptores e garantir ampliação dos programas de residência.

E para diminuir o excesso de pacientes por equipes de saúde da família e criar vagas de residência, é incontornável a ampliação de investimentos diretos do Estado.

Sim, há necessidade de investir na desprecarização dos vínculos, construção de carreiras interfederativas para os conjuntos de trabalhadores do SUS. No caso específico da APS, proteger o trabalhador, na famosa lógica do cuidar de quem cuida. A seguir, redimensionar o tamanho das equipes. Tudo isso só pode acontecer mediante investimento maior em ampliação do número de equipes e nos processos formativos.

Nesse sentido, representantes do Ministério da Saúde também participaram de mesas, da própria abertura e encerramento do Congresso. Há um canal de diálogo com o ministro da Saúde e apresentamos propostas.

Outro tema importante no âmbito da atenção primária é a construção do novo Política Nacional de Atenção Básica, que será entregue pelo governo ao final deste ano. Em sua visão, quais seriam os pontos essenciais deste plano?

Somos muito críticos da atual PNAB, instituída quando houve a ruptura institucional em 2016 e criada no governo Temer, em 2017, sem diálogo com as entidades, com os trabalhadores, com o controle social do SUS. Esta PNAB fragiliza a Estratégia Saúde da Família, retira a abordagem comunitária, o número adequado de agentes comunitários de saúde nos territórios e induz um processo de enfraquecimento da APS.

Agora, o governo em seu último ano elabora uma nova versão da PNAB, e inclui entidades do campo da saúde em sua elaboração, a exemplo da SBMFC e outras categorias que compõem a saúde da família, como a Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade e a Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva, que estão atuando conjuntamente na construção de um documento consensual.

Neste sentido, as principais questões são o redimensionamento das equipes, que devem ter limites de pacientes entre 2 e 3 mil nos municípios mais populosos ou de territórios de grande vulnerabilidade social, considerando também questões relacionadas à violência e das desigualdades raciais.

Também debatemos a possibilidade de flexibilizar a carga horária e a composição das equipes, pensando aspectos relacionados ao burnout e sobrecarga dos profissionais; há uma tendência de se debater jornada de 30 horas semanais no conjunto dos trabalhadores na APS, mas com arranjos nas equipes para evitar a diminuição do acesso à população. Queremos manter as unidades funcionando, com ampliação de ESF, em horários estendidos e flexibilidade da carga horária dos trabalhadores.

Dessa forma, a nova PNAB deve abordar vínculos de trabalho, ao invés de ignorar o fato, como se não interferisse no cuidado. A PNAB precisa falar de vínculos estáveis, protegidos de acordo com a legislação trabalhista e previdenciária no Brasil. Que não se aceite equipes com vínculos PJ ou até um extremo disso, que é a figura do “sócio-acionista” de empresas que atuam na APS ou bolsistas.

Também defendemos número maior de Agentes Comunitários de Saúde nas equipes e incentivo a uma diminuição da centralidade do trabalho ambulatorial e do atendimento de consultas individuais, a fim de fortalecer a abordagem comunitária, familiar, de base territorial, que incentive também a participação das ESF em atividades comunitárias, visitas domiciliares, trabalho presente em equipamentos da comunidade, como escolas, além de ampliação do controle social.

Outra proposição é fortalecer a participação das equipes multiprofissionais, pois hoje a portaria que as regula não dialoga diretamente com a PNAB e a saúde bucal. Nossa ideia é integrá-las às ESF.

Por fim, temos uma visão crítica da saúde digital, que tentamos incorporar na APS na perspectiva de aumento da capacidade de coordenação do cuidado, integração com os outros pontos da rede, mas sem substituição do trabalho da equipe presencial. O que deve orientar a incorporação de tecnologias e o próprio uso da telessaúde é o fortalecimento da coordenação do cuidado.

Novamente entramos na questão do investimento público no SUS, uma vez que para realizar seus objetivos em acordo com a reforma sanitária deve investir na ampliação de pessoal de variadas profissões da saúde.

De fato, a abordagem integral dentro de um território demanda a incorporação de diversos outros saberes, uma atuação em equipe multiprofissional. Envolve, por exemplo, a saúde mental, junto a psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapia, assistência social, educador físico, farmacêutico…

O Brasil se destaca no cenário internacional com sua perspectiva de pensar a saúde. A atenção primária é uma perspectiva multiprofissional diferente de outros países, que ainda tem atenção muito centrada na figura do médico.

Para levar sua visão adiante, o país deve colocar investimento, pois deve quase duplicar o número de ESF, se considerado o redimensionamento da quantidade de pacientes e incorporação de mais profissionais no território.

Nesse sentido, reconhecemos as lutas e o papel da enfermagem, hoje afetada por uma sobreposição de tarefas de gerência das equipes e administração dos estabelecimentos de saúde. Precisamos pensar na ampliação das equipes de enfermagem nas unidades.

As próprias UBS vão precisar de um investimento maior em infraestrutura, após anos de desmontes e financiamento. Pensando em ampliação de presença de equipes multiprofissionais, serão necessárias unidades com boa capacidade para absorvê-los, mais espaços físicos para atendimento e formação, capazes de receber mais alunos e residentes de algumas especialidades.

Será preciso ter ousadia política, inclusive para superar a ideia de que a APS está resolvida e hoje os problemas se concentram na atenção especializada. Temos muitos problemas e desafios, e se não houver um investimento robusto na APS, não adiantará investir em atenção especializada, porque a demanda nunca vai parar de aumentar.

Existem vários estudos nacionais e internacionais que mostram como o investimento em APS reduz muito internações e encaminhamentos desnecessárias para especialistas locais ou solicitação de exames. Por isso devemos investir no modelo adequado de abordagem integral da saúde, mais resolutivo e coordenado.

Estamos próximos de tomar decisões políticas que vão organizar o futuro do SUS pelos próximos 10 anos.

Já que falamos em decisão política, a eleição influencia nos temas aqui discutidos? Os projetos políticos de saúde que serão apresentados pelos candidatos presidenciais em outubro não são pedra fundamental de qualquer discussão estruturante de SUS?

O Brasil vivenciou uma ruptura institucional muito recente. São 10 anos desse movimento que teve um impacto absurdo no sistema de saúde. Sua reconstrução e atualização de políticas públicas é muito recente. Destruir é mais fácil que construir. E houve uma destruição muito grande do sistema de saúde após 2016.

Passamos um período onde não havia condições de dialogar. As sociedades representativas, o movimento social, as entidades do campo da reforma sanitária que construíram e constroem o SUS no cotidiano tiveram muitas dificuldades de diálogo institucional por muitos anos com o governo. Agora foi retomado o diálogo.

Não negamos dificuldades, como as financeiras, mas é uma situação muito diferente. E há um movimento de busca, de se fazer a reconstrução, de investimento no SUS.

Dessa forma, o processo eleitoral é definidor. A sociedade deve estar muito atenta e analisar o que aconteceu nesses últimos 10 anos no Brasil, verificar o período de inflexões das políticas públicas com pioras significativas de indicadores e quando passamos a uma melhora.

A destruição foi rápida, mas como o SUS é muito forte e um arranjo que outros países não têm, através de sua divisão tripartite, com controle social, capilarizado nos municípios, conseguimos, apesar de todo esse movimento de desfinanciamento e dos ataques que ocorreram, permanecer com a base.

É hora de fazer boas escolhas e ao menos nossa categoria defenderá o melhor caminho para questões aqui debatidas, como nosso modelo de atenção primária e o próprio sistema de saúde, hoje uma referência internacional.


Fonte: outras palavras.net

terça-feira, 28 de julho de 2026

Ilda Angélica e Dra. Elane Alves precisam da ajuda dos ACS e ACE. Entenda!


Olá colegas ACS/ACE de todo Brasil!

Assista abaixo, o vídeo produzido pelo nosso colega Léo Sobral TACS no Rio de Janeiro, onde o mesmo mostra porque é importante que os Agentes de Saúde(ACS/ACE), apoie a candidatura de Ilda Angélica Presidente da CONACS para Deputada Federal, e também a candidatura de Dra. Elane Alves Assessora jurídica do FNARAS para Deputada Estadual pelo Estado da Bahia. Confira!

Vídeo reprodução Canal Léo Sobral 

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Prefeitura recebe visita técnica do médico Drauzio Varella e promove encontro com Agentes de Saúde. Veja!


Evento organizado pela Secretaria Municipal de Saúde reuniu importantes nomes ligados à Atenção Primária da saúde pública no país e propôs momento para reciclagem e valorização dos Agentes Comunitários de Saúde. Foto acima: ( Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU).

A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, recebeu, nesta segunda-feira (27), a visita do médico, oncologista, cientista e escritor Drauzio Varella, além de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), gestores estaduais e municipais de saúde e especialistas de diferentes regiões do país. Uberlândia é considerada referência e reconhecida como ‘Centro Colaborador’ do Conass para a Planificação da Atenção à Saúde. Inclusive, as equipes da Atenção Primária de Uberlândia apresentaram o melhor desempenho do Brasil em ranking divulgado, na semana passada, com base em dados do Ministério da Saúde.

“Hoje, podemos mostrar o trabalho que tem sido feito na prevenção, na Atenção Primária do município. Um trabalho que é fundamental para a saúde da nossa população. Estamos aqui para trocar conhecimento sobre as boas práticas para otimizar ainda mais o empenho que prestamos às pessoas”, considerou o prefeito Paulo Sérgio.

A programação faz parte da agenda técnica de acompanhamento das ações desenvolvidas pelo município na Atenção Primária à Saúde e reforça o protagonismo do Município como referência nacional na organização das Redes de Atenção à Saúde e na qualificação dos serviços oferecidos à população.

Na oportunidade, houve também um encontro com os agentes comunitários de saúde, no auditório Cícero Diniz, em que todos conferiram a exibição do documentário “Drauzio e os Agentes”, produzido pelo próprio médico e que destaca a importância e a relevância do trabalho desenvolvido pelos agentes de saúde na Atenção Primária e na consolidação do SUS.

“A realização deste encontro consiste em uma oportunidade única de valorização, reconhecimento e troca de experiências com um dos mais importantes nomes da saúde pública brasileira. E isso fortalece ainda mais o papel fundamental dos nossos agentes na promoção da saúde e no cuidado próximo e humanizado com a população”, ressaltou o secretário municipal de saúde, Adenilson Lima.

Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

Programação

Durante os dois dias de atividades, o grupo de gestores e demais participantes vão conhecer experiências implantadas pelo município, que inclui o trabalho desenvolvido na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Glória, referência na Planificação da Atenção à Saúde, a integração entre Atenção Primária e Atenção Ambulatorial Especializada na UAI São Jorge e o modelo de assistência do Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro, que está entre os três melhores hospitais públicos de Minas e entre os melhores do Brasil.

Confira a seguir a programação de hoje:

28 de julho (terça-feira): Visita Técnica à UAI São Jorge (Avenida Toledo, 165 – bairro Laranjeiras).

28 de julho (terça-feira): Visita Técnica ao Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro (Rua Mata dos Pinhais, 410 – Jardim Botânico).

O evento reafirma o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Uberlândia na área da saúde e consolida o município como referência na implementação de práticas inovadoras, integradas e voltadas à melhoria contínua da assistência prestada aos cidadãos.


Fonte: Prefeitura de Uberlândia

domingo, 26 de julho de 2026

Cláudia Almeida(Kakau) Coordenadora Nacional do MNF emite Nota de repúdio ao conteúdo da Cartilha publicada pela CNM sobre os ACS


NOTA DE REPÚDIO

O MNF (MOVIMENTO NACIONAL DA FEDERALIZAÇÃO E DESPRECARIZAÇÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (ACS) E AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS (ACE).

Manifesta seu mais veemente repúdio ao conteúdo da cartilha publicada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), intitulada "Agente de Saúde: da implantação à profissionalização verticalizada, riscos para a descentralização do SUS", por entender que o documento representa um ataque aos direitos constitucionais conquistados pelos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias ao longo de décadas de luta. 

É inaceitável que uma entidade representativa dos municípios trate direitos sociais e trabalhistas como se fossem ameaças à gestão pública. A valorização dos ACS e ACE não constitui privilégio, mas sim o cumprimento da Constituição Federal e do dever do Estado de promover justiça social, dignidade da pessoa humana e valorização do trabalho.

A CNM insiste em apresentar como problema aquilo que representa uma conquista histórica da sociedade brasileira. A PEC 14/2021 foi aprovada por ampla maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, demonstrando a vontade soberana do Poder Legislativo em reconhecer a importância estratégica dos ACS e ACE para o Sistema Único de Saúde.

A PEC assegura avanços históricos, entre eles:

aposentadoria especial com integralidade e paridade;

desprecarização definitiva dos vínculos de trabalho;

reconhecimento da categoria como carreira típica de Estado;

criação de um Sistema de Proteção Social Permanente para os ACS e ACE.

Essas conquistas não representam privilégios. Representam justiça para profissionais que dedicam suas vidas à prevenção de doenças, à promoção da saúde e à proteção da população brasileira.

Também repudiamos a tentativa da CNM de reduzir a discussão ao impacto financeiro para os municípios, ignorando os benefícios econômicos e sociais produzidos pelos agentes de saúde. Os ACS e ACE são responsáveis por ações de prevenção, vacinação, vigilância epidemiológica, controle de endemias, educação em saúde e acompanhamento das famílias, evitando o agravamento de doenças e reduzindo significativamente os custos do SUS.

Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização reafirma que os direitos sociais e trabalhistas não podem ser tratados como privilégios ou obstáculos à gestão pública. A Constituição Federal assegura, em seus princípios e direitos fundamentais, a proteção da dignidade da pessoa humana, dos direitos sociais e da valorização do trabalho, fundamentos que orientam toda a construção das políticas públicas voltadas aos trabalhadores brasileiros.

Repudiamos qualquer tentativa de enfraquecer conquistas históricas dos ACS e ACE, como a valorização profissional, o piso salarial nacional, a formação técnica, a proteção previdenciária e a busca por melhores condições de trabalho. Esses direitos representam o reconhecimento da relevância desses profissionais para a Atenção Primária à Saúde e para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Também rejeitamos a tentativa de apresentar propostas como o PLP 185/2024 e outras iniciativas legislativas de valorização da categoria exclusivamente sob a ótica do impacto financeiro, ignorando décadas de dedicação desses trabalhadores, que diariamente enfrentam riscos biológicos, físicos, químicos, climáticos e sociais para garantir o acesso da população às ações de prevenção, promoção e vigilância em saúde.

Os desafios financeiros dos municípios devem ser enfrentados por meio do fortalecimento do pacto federativo e da ampliação do financiamento da saúde, jamais pela restrição ou deslegitimação de direitos constitucionalmente assegurados aos trabalhadores.

Por fim, conclamamos os ACS, ACE, entidades representativas, parlamentares e toda a sociedade a permanecerem vigilantes na defesa dos direitos conquistados e da valorização desses profissionais, que constituem um dos pilares da Atenção Primária e do SUS.

Cada real investido nos Agentes Comunitários de Saúde e nos Agentes de Combate às Endemias retorna em benefícios para toda a sociedade, por meio da redução de internações hospitalares, da diminuição da necessidade de medicamentos e insumos, do controle de epidemias, da prevenção de doenças e da garantia de proteção social permanente aos cidadãos.

O fortalecimento da Atenção Primária à Saúde não enfraquece o SUS; ao contrário, reduz gastos com procedimentos de alta complexidade e melhora os indicadores de saúde da população.

Da mesma forma, o Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização entende que o verdadeiro debate deve ser a melhoria da gestão dos recursos públicos municipais. É amplamente conhecido que muitos municípios enfrentam problemas de gestão, planejamento e execução orçamentária, inclusive com dificuldades na correta aplicação de recursos vinculados ("verbas carimbadas") destinados às políticas públicas.

Também é preocupante que ainda existam municípios que não efetuam corretamente o pagamento do piso salarial nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, apesar da existência de assistência financeira da União destinada ao custeio desse piso, conforme previsto na legislação vigente. Essa realidade demonstra que o problema não pode ser atribuído exclusivamente à valorização dos trabalhadores, mas também à necessidade de maior eficiência, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Antes de atribuir aos direitos constitucionais dos ACS e ACE a responsabilidade pelas dificuldades financeiras municipais, é indispensável que cada gestor público promova uma gestão eficiente, transparente e comprometida com a correta aplicação dos recursos públicos, assegurando que as verbas destinadas às políticas de saúde cumpram sua finalidade e cheguem efetivamente aos profissionais e à população.

O Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização reafirma que continuará defendendo a efetivação integral da PEC 14/2021 e de todos os direitos conquistados pelos ACS e ACE, combatendo qualquer tentativa de retrocesso ou de enfraquecimento da categoria.

Nenhum direito a menos

A valorização dos ACS e ACE é um investimento na saúde pública, na prevenção de doenças e na qualidade de vida da população brasileira.

Por: Cláudia Almeida(KAKAU) Coordenadora Nacional do MNF (Movimento Nacional da Federalização e Desprecarização dos ACS e ACE)


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