quinta-feira, 16 de setembro de 2021

CONACS: ULTIMAS NOTICIAS DE BRASÍLIA E AS ARTICULAÇÕES PARA DERRUBADA DO VETO, APROVAÇÃO DA PEC/22/11 E APENSAMENTO DA PEC 14/21

 

Foto: CONACS em Brasília juntamente com outras entidades de representação dos ACS/ACE (15/09/21)

OLÁ ACS E ACE DE TODO BRASIL!

A CONACS está em maratona de luta Pela PEC 22, tanto em Brasilia como na Cidade do Presidente da Câmara Artur Lira, buscando tanto a derrubada do Veto 44/21 como apensamento da PEC 14 e que seja pautada e aprovada logo a PEC 22.

A presença da CONACS em Brasília torna-se cada vez mais evidente no tratado com as causas das categorias Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, ditas como pautas fundamentais para o parlamento brasileiro.

Enquanto a presidente Ilda Angélica faz maratona pelo Estado de Alagoas, berço eleitoral do presidente da Câmara Federal Deputado Arthur Lira, mobilizando as categorias e as lideranças políticas para sensibilização do presidente em apensar a PEC 14/21 à PEC 22/11 e pautar para votação em plenário; O vice-presidente João Bosco/PB, e a diretora Marinalva/GO cumprem agenda no congresso nacional.


Recepcionados pelo Presidente da Frente Parlamentar mista em defesa das categorias Dep. Hildo Rocha (MDB/MA) e pelo Autor da PEC 22/11 Dep. Valtenir Pereira (MDB/MT) tiveram acesso ao relatório simplificado do impacto financeiro solicitado pelo presidente Arthur Lira, instrumento de discussão com o governo federal a fim de harmonizar e levar a matéria ao plenário de votação.

Ainda nesta quarta-feira 15/09 coordenada pela Comissão de Seguridade Social e Família sob a presidência do Deputado Luiz Antônio Teixeira JR. (PP/RJ), o apensamento das PECs em tramitação e o reajuste do piso salarial foi debate entre os participantes, incluindo os parlamentares e a confederação nacional-CONACS. O Deputado Valtenir Pereira, Rubens Bueno, Jandira Feghali, Carmen Zanotto, foram categóricos em afirmar que o melhor caminho como estratégia para avançar na pauta está sendo direcionada pelas categorias através da confederação nacional com apoio do autor da PEC 22/11 e das frentes parlamentares. Não há justificativas para divisão de matérias quando se tem um relatório pronto para ser votado, e havendo a possibilidade de junção das matérias que assim seja executado pelo presidente Arthur Lira, uma vez que o tempo não permite espera para tramitação em comissões específicas. Uma comissão de parlamentares foi designada para discutir politicamente o impacto financeiro com o Deputado Artur Lira e sintetizar com representantes das categorias o melhor ajuste. 

Segundo o Deputado Valtenir Pereira, não existe a possibilidade de escolha de pauta entre as categorias, todos os argumentos serão utilizados para a junção das matérias mediante provimento de orçamento, na pior das hipóteses em que a presidência da casa não defira pela junção das matérias, o mesmo tratamento será dado em paralelo à tramitação.


A garantia do reajuste do Piso Salarial Nacional, passa pela derrubada do veto 44/21 à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária) bem como inclusão na LOA (Lei Orçamentária Anual). O que para o relator, Deputado Juscelino Filho (DEM/MA) não será difícil pelo reconhecimento e valorização dos parlamentares a estes profissionais, além do poder de organização e mobilização que têm estas categorias.

No contexto mobilização, CONACS, mantém sua convocação presencial para o dia 04 de outubro de 2021 em Brasília-DF, com extensão a todos os municípios brasileiros como estratégia de conscientização e sensibilização do parlamento em pautar as matérias reivindicadas pelas categorias agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias - ACS/ACE.

ACS/ACE de todo Brasil Organizem-se nas bases mobilizem os parlamentares federais do seu estado e juntos vamos vencer mais essa luta.

A UNIÃO FAZ A FORÇA!


 

Fonte: facebook.com/CONACSOFICIAL



FNARAS, FENASCE e MNF/D lança Nota de Esclarecimento referente as articulações do Reajuste do Piso e da PEC 14/21


 OLÁ COLEGAS ACS E ACE DE TODO BRASIL!

O FNARAS, FENASCE e MNF/D, lança Nota de Esclarecimento referente as articulações realizadas ontem(15/09/21) em Brasília com a presidência da CSSF e seus Parlamentares, tendo como pauta o Reajuste do Piso Salarial e a PEC 14/21. 

VEJA ABAIXO A NOTA NA ÍNTEGRA:




terça-feira, 14 de setembro de 2021

Publicada Portaria que Institui, em caráter excepcional, incentivo financeiro federal aos municípios e DF para cadastramento e assistência de adolescentes na Atenção Primária à Saúde.


 DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 14/09/2021 | Edição: 174 | Seção: 1 | Página: 78

Órgão: Ministério da Saúde/Gabinete do Ministro

PORTARIA GM/MS Nº 2.317, DE 10 DE SETEMBRO DE 2021


Institui, em caráter excepcional, incentivo financeiro federal de custeio aos municípios e Distrito Federal para fortalecimento das ações de cadastramento e qualificação do processo de assistência aos adolescentes no âmbito da Atenção Primária à Saúde.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no exercício das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, resolve:

Art. 1º Esta Portaria institui, em caráter excepcional, incentivo financeiro federal de custeio, do Bloco de Manutenção de que dispõe o inciso I do art. 3º da Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017, para assistência em saúde a adolescentes, no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS).

Art. 2º O incentivo financeiro de que trata esta Portaria tem as seguintes finalidades:

I - estimular estratégias para a realização e atualização, pelo município e pelo Distrito Federal, do cadastro dos adolescentes no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica - SISAB, visando à ampliação do acesso e à vinculação dessa população aos serviços da APS, observado o disposto no inciso I do art. 9º do Título II da Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 2017;

II - qualificar as ações de atenção à saúde dos adolescentes realizadas na APS, especialmente à prevenção da gravidez; e

III - fortalecer o acesso e cuidado em saúde dos adolescentes por meio das equipes de saúde que atuam na APS.

Art. 3º O incentivo financeiro que trata esta Portaria será transferido na modalidade fundo a fundo, do Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde, em parcela única, aos municípios e ao Distrito Federal, em conformidade com número de cadastros válidos de adolescentes extraídos no SISAB até a competência financeira outubro de 2021.

Parágrafo único. A transferência do incentivo financeiro dispensa a solicitação de adesão.

Art. 4º O incentivo financeiro de que trata esta Portaria corresponde ao montante de R$ 10.844.768,00 (dez milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, setecentos e sessenta e oito reais), que será distribuído considerando o cadastro válido no SISAB de pessoas com idade entre 10 e 19 anos, 11 meses e 29 dias, na competência outubro de 2021.

§ 1º O incentivo será distribuído proporcionalmente aos entes, considerando o cálculo de que dispõe o caput.

§ 2º A lista de municípios habilitados para o recebimento do incentivo financeiro será divulgada em ato específico do Ministro de Estado da Saúde, que conterá os respectivos valores a serem transferidos, considerando o piso de repasse de R$ 1.000,00 (mil reais) e teto de repasse até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por ente federativo.

Art. 5º O monitoramento da execução das finalidades do incentivo financeiro de trata o art. 2º desta Portaria será realizado por meio do SISAB, observadas as regras previstas na Lei Complementar nº 141, de 3 de janeiro de 2012, e no Decreto nº 7.827, de 16 de outubro de 2012.

Art. 6º A prestação de contas sobre a aplicação dos recursos de que trata esta Portaria será realizada por meio do Relatório Anual de Gestão (RAG) do respectivo ente federativo beneficiado, sem prejuízo da adoção de outros mecanismos de monitoramento definidos nesta Portaria.

Art. 7º O Fundo Nacional de Saúde adotará as medidas necessárias para as transferências de recursos estabelecidos nesta Portaria aos respectivos Fundos Municipais, em conformidade com os processos autorizativos encaminhados pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde.

Art. 8º Os recursos orçamentários de que trata esta Portaria correrão por responsabilidade do Ministério da Saúde, devendo onerar a Funcional Programática 10.301.5019.21CE - Implementação de Políticas de Atenção Primária à Saúde - PO 0004 Implementação de Políticas de Atenção à Saúde do Adolescente e Jovem, com impacto orçamentário de R$ 10.844.768,00 (dez milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, setecentos e sessenta e oito reais).

Art. 9º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.


MARCELO ANTÔNIO CARTAXO QUEIROGA LOPES


Fonte: https://in.gov.br/web/dou

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

CONACS: VÍDEO COMPLETO DA LIVE BATE PAPO COM AS LIDERANÇAS NACIONAIS(08/09/21)

Foto: Ilda Angélica e Participantes da Live da CONACS-(08/09/21)

OLÁ COLEGAS ACS E ACE DE TODO BRASIL!

A CONACS TRANSMITIU NESTA QUARTA-FEIRA(08/09/21) ÀS 20:00hs EM SUA PÁGINA OFICIAL NO FACEBOOK, UMA LIVE ONDE ILDA ANGÉLICA PRESIDENTE DA ENTIDADE FEZ UM BATE PAPO COM ALGUMAS LIDERANÇAS NACIONAIS.

A LIVE DA CONACS DESSA QUARTA-FEIRA TEVE A PARTICIPAÇÃO DOS SEGUINTES CONVIDADOS:

MARLEIDY BERNEBÉ( Pres. da FEMACS-MA), VILELA(Pres. do SINACS-RJ), ANTÔNIO ALVES CAMPELO(Pres. da FACSACEPI), MARINA LARA(Pres. do SINRACS-MT), EDSON SOUZA(Pres. da FEACS-PA), E MARINALVA OLIVEIRA(Pres. da FEDAACSE-GO).

ASSISTA O VÍDEO ABAIXO E VEJA COMO FOI ESSE BATE PAPO DA CONACS COM AS LIDERANÇAS NACIONAIS:

Vídeo/reprodução: facebook.com/CONACSOFICIAL

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terça-feira, 7 de setembro de 2021

FNARAS PONTO A PONTO: Dra. ELANE ALVES FALA DE REMAPEAMENTO DE ÁREA DOS ACS, PREVINE BRASIL E PQA-VS


OLÁ COLEGAS ACS E ACE DE TODO BRASIL!

O PROGRAMA PONTO A PONTO DO FNARAS DE HOJE 07/07/21, FOI SOBRE TRÊS ASSUNTOS DE INTERESSSE DE MUITOS ACS E ACE:

1 - REMAPEAMENTO DE ÁREA DOS ACS;
2 - PREVINE BRASIL;
3 - PQA-VS

NO VÍDEO ABAIXO Dra. ELANE ALVES FALA DESSES 03 ASSUNTOS E EXPLICA EM DETALHES O QUE SE DEVE FAZER E QUAIS SÃO OS DIREITOS E DEVERES DOS ACS E ACE DENTRO DE CADA PROGRAMA.

ASSISTA O VÍDEO ABAIXO E TIRE AS SUAS DÚVIDAS!

Vídeo/reprodução: facebook.com/Fnaras.1

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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

CONACS: Veja os líderes que foram Homenageados na plenária 2021


OLÁ COLEGAS ACS E ACE DE TODO BRASIL!

No vídeo abaixo veja uma singela homenagem da CONACS durante a Plenária Anual da entidade aos grandes líderes da nossa categoria(ACS/ACE). 

Graças a esses líderes é que hoje os Agentes de Saúde podem ser considerados profissionais de saúde, e ter uma profissão o que nem sempre foi assim. 

Muito obrigado a todos esses líderes por tudo que fizerem pra nossa classe! Assistam ao vídeo abaixo e vejam esse momento.

Vídeo/reprodução: CONACS imprensa canal do You Tube

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Modelo de financiamento da Atenção Primária terá NOVAS REGRAS a partir de SETEMBRO - Veja mais detalhes

Foto: CONASS

OLÁ COLEGAS ACS E ACE DE TODO BRASIL!

A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) aprovou mudanças no modelo de financiamento da Atenção Primária em Saúde (APS) em reunião realizada no dia 26 de agosto. As alterações, que ainda não foram publicadas em portaria pelo Ministério da Saúde, devem incidir sobre a metodologia de cálculo dos repasses do governo federal aos municípios instituída pelo programa Previne Brasil.

Criado pela portaria 2.979, de novembro de 2019, o programa – criticado por entidades do movimento sanitário, como o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES) – alterou o modelo de financiamento da APS, criando três componentes para o cálculo do repasse financeiro federal aos municípios: capitação ponderada (que leva em conta o número de usuários cadastrados nas equipes de saúde), pagamento por desempenho (baseado em indicadores como pré-natal, controle da diabetes, hipertensão e infecções sexualmente transmissíveis) e incentivo para ações estratégicas (baseado na adesão dos municípios a programas e ações do governo federal).

Anteriormente, o repasse federal se dava por meio do PAB, o Piso da Atenção Básica, que tinha dois componentes: o PAB fixo, pago a todos os municípios brasileiros com base na população estimada pelo censo do IBGE, que variava de R$ 23 a R$ 28 por habitante; e o PAB variável, condicionado a implementação, pelos gestores municipais, da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

Segundo o Ministério da Saúde, as mudanças aprovadas na reunião do dia 26 da CIT devem significar repasses maiores para municípios e o Distrito Federal. Já para os críticos, as alterações aprovadas pela CIT não são suficientes para reverter os prejuízos trazidos pelo Previne Brasil, que consagrou um modelo de financiamento na atenção primária que fere o princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde, por se basear não na população total dos municípios, mas apenas naquela cadastrada pelas unidades de saúde. Há críticas ainda à uma suposta falta de transparência do governo federal e de participação das instâncias de controle social do SUS na elaboração das mudanças aprovadas, assim como no Previne Brasil como um todo, que alterou radicalmente o modelo de financiamento da atenção primária.

O que muda

Em nota enviada para a reportagem do Portal EPSJV/Fiocruz, o Ministério da Saúde explicou que a partir de agora, o cadastro de pessoas feito pelas equipes de Saúde da Família Ribeirinha, Consultório na Rua – que atende a população em situação de rua – e Atenção Primária Prisional passarão a contar no cálculo de capitação ponderada do Previne Brasil, o que segundo a Pasta deve significar aumento no número de cadastros e, portanto, de recursos repassados pelo governo federal. Antes, eram considerados apenas os cadastros das equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária. Além disso, o Ministério anunciou que continuará pagando um valor per capita fixo por habitante aos municípios, que até agosto foi de R$ 5,95, mas cujo valor ainda será definido em portaria.

Outra mudança é sobre o que o Ministério chama de potencial de cadastros, que leva em conta a população do município segundo o IBGE, o número de unidades de saúde presentes ali e a cobertura máxima de cada unidade, que no caso de uma Unidade de Saúde da Família, por exemplo, é de 4 mil pessoas nos municípios urbanos. “Por exemplo, se um município tem um cadastro real de 25 mil habitantes e um potencial de cadastros de 40 mil, na regra antiga, ele iria receber apenas pelas 25 mil pessoas cadastradas. Com a mudança, além de receber por elas, o município vai receber um percentual em cima da diferença entre o potencial e o cadastrado”, explicou a nota enviada pela assessoria do Ministério da Saúde. Esse percentual, segundo a Pasta, deve variar entre 10% e 50%, de acordo com a tipologia do município segundo o IBGE, como por exemplo se o município fica na zona urbana ou rural, e deverá ser detalhado na portaria que tornará oficial as mudanças no Previne Brasil, que até o fechamento desta matéria não havia sido publicada.


Já o pagamento por desempenho, que não foi implementado por conta da pandemia de Covid-19, foi prorrogado até dezembro de 2021, o que significa que os municípios continuarão recebendo o valor total desse componente. “Nos próximos meses, o Ministério da Saúde estará em diálogo com Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] e Conasems [Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde] para as últimas definições com relação ao pagamento por desempenho, antes da implementação, prevista para o início do ano que vem”, afirma a nota do ministério.

Problemas persistem

Assim como em 2019, quando foi divulgada a portaria que criou o Previne Brasil, representantes do controle social do SUS alegam que falta diálogo do Ministério com as instâncias de participação social na elaboração das propostas de mudanças no modelo de financiamento da atenção primária. Segundo Shirley Morales, conselheira do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em 2019 o CNS chegou a mandar um ofício ao Ministério da Saúde solicitando que o governo enviasse ao conselho documentos que embasassem tecnicamente as mudanças em discussão antes que elas fossem aprovadas na CIT, o que não aconteceu. “Segue o mesmo modus operandi: o Ministério não tem dialogado com o controle social em nenhuma esfera. Nenhuma política, estratégia ou ação que o Ministério tenha implementado nos últimos anos foi discutida com o controle social. E dessa vez não foi diferente”, denuncia Shirley, que é presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros.

A economista Mariana Alves Melo, doutoranda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e assessora técnica do Conselho de Secretários Municipais de São Paulo (Cosems-SP), por sua vez, pondera que as mudanças anunciadas passam ao largo de solucionar os problemas estruturais do Previne Brasil. “Ele continua um modelo de alocação que vai fomentar uma atenção médico-centrada, muito enraizada no gerencialismo, no qual as equipes de saúde se ocupam de cadastros, se ocupam de inserção de informação no sistema e pouco sobra tempo para o cuidado de fato, visando o território”, avalia.

Pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e do Centro de Estudos Estratégicos (CEE/Fiocruz), Ligia Giovanella concorda, e postula que o fim do incentivo à Estratégia de Saúde da Família é um dos principais aspectos dessa guinada. “O Previne Brasil extinguiu a prioridade para a Estratégia de Saúde da Família, sendo que a grande maioria das pesquisas que compararam uma atenção básica tradicional e a atenção básica da Estratégia de Saúde da Família, quando ainda era possível comparar, sempre apontaram resultados mais positivos obtidos pela ESF, pelo seu enfoque comunitário, territorializado”, afirma Ligia, e completa: “Mas agora as equipes com profissionais contratados por 20 ou 30 horas, sem agentes comunitários de saúde, recebem incentivos financeiros idênticos aos das equipes da Estratégia de Saúde da Família”, diz a pesquisadora, fazendo referência às equipes de atenção primária, criadas por meio da portaria 2.539, de setembro de 2019.

Outro efeito do programa foi o fim das transferências direcionadas à implementação dos Núcleos Ampliados de Saúde da Família, os Nasf, por meio dos quais as equipes de Saúde da Família tinham o apoio de profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeuta e médicos com especialidades como a obstetrícia, homeopatia e geriatra, entre outros. “Isso tem produzido o desmantelamento de centenas de Nasf no nível municipal”, lamenta a pesquisadora da Ensp/Fiocruz, para quem o programa aposta na focalização e na seletividade da atenção primária. “As ações das equipes têm que atingir toda a população do território. Centenas de municípios somente têm serviços SUS em seus territórios, e atendem de fato toda a população.  Considerar apenas a população cadastrada para os repasses federais, na prática, significa romper com a universalidade do SUS”, argumenta Lígia.

Mariana também vê problemas na metodologia que leva em conta a tipologia usada pelo IBGE para classificação dos municípios no cálculo dos repasses. Para ela, isso acaba tendo um efeito homogeneizante na distribuição dos recursos. “A tipologia municipal prejudica grande parte dos municípios. Porque 80% dos municípios do país foram classificados como urbanos, sendo que o município urbano não tem um peso adicional na hora de calcular o valor do cadastro. Só que 80% dos municípios do país não são unívocos na sua caracterização, muito menos nas suas necessidades de saúde”, ressalta a assessora técnica do Cosems-SP, órgão que encaminhou um conjunto de propostas ao Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) para que fossem discutidas no processo de pactuação das mudanças aprovadas no final de agosto. Entre elas estava a extinção do critério de ponderação pela tipologia municipal do IBGE do cálculo dos repasses. “Essa tipologia não dá conta de fazer uma classificação da diversidade de municípios que a gente tem no país, não compreende a diferença dos territórios de saúde”, avalia ela. E exemplifica: “Aqui no estado de São Paulo tem muito município super pequeno, que por conta de estar próximo a um grande centro urbano é classificado como urbano. Então já sai perdendo de início, porque o valor do seu cadastro vai ser menor quando comparado a um município rural, remoto, intermediário ou adjacente, que são as outras classificações da tipologia do IBGE que têm um peso diferente”.

Mariana alerta que ainda há muitas incertezas sobre as mudanças, uma vez que elas foram anunciadas sem que houvesse uma portaria oficial do Ministério.  Um exemplo é o valor fixo pago por habitante aos municípios, que até agosto era de R$ 5,95. “Esse valor se encerra em agosto. Ficou pactuado na CIT um incentivo per capita, mas que não tem definição de valor, então pode ser menos do que R$5,95, pode ser mais, não sabemos”, destaca a economista. O Cosems-SP sugeriu que esse valor fosse aumentado para R$ 10.

A definição é importante, segundo ela, uma vez que, a partir de setembro, com a nova portaria do Previne Brasil, as chamadas medidas atenuantes estabelecidas pelo Ministério da Saúde por conta da pandemia de Covid-19 por meio de portaria deixam de valer. Uma delas é o pagamento por potencial de cadastro aos municípios, e não pelos cadastros efetivamente realizados. A medida foi adotada por pressão dos municípios, por conta da dificuldade das equipes em cadastrar os usuários em meio às medidas de isolamento social. “Se os municípios deixarão de receber de acordo com o seu máximo de cadastros, passando a receber de acordo com aquilo que eles têm cadastrado de fato, eles podem ter um prejuízo. Mas não tem dado suficiente para que a gente possa estimar o impacto, porque isso vai depender muito do valor per capita que ainda será definido”, explica Mariana. Também ainda não há definição precisa sobre o valor que será pago sobre a diferença entre o potencial de cadastros e os cadastros efetivos, outra mudança anunciada pela CIT no final de agosto.

“[O Previne Brasil] é um modelo de financiamento que não dá a sustentabilidade política necessária, porque todos os recursos são variáveis e depende de adesão e de ampliação de oferta nos municípios, que são hoje os entes da federação que mais participam do financiamento do SUS”, afirma Mariana. E completa: “E ainda por cima tem mudança o tempo todo, com pouca transparência: em 2020 havia as medida de transição, esse ano teve medida atenuante, aí prorroga, não prorroga. Há muitas dificuldades na sua implementação”.

A reportagem do Portal EPSJV/Fiocruz solicitou ao Conasems um posicionamento sobre as mudanças pactuadas na CIT mas até o fechamento da reportagem não havia obtido resposta.


André Antunes - EPSJV/Fiocruz

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Relator da LDO recebe a CONACS, e orienta quanto à derrubada do Veto 44/21-(Reajuste do Piso)

Foto: CONACS no gabinete do Dep. Juscelino Filho / Brasília 01/09/21

OLÁ COLEGAS ACS E ACE DE TODO BRASIL!

O relator da LDO Deputado Juscelino Filho, recebe a CONACS, e orienta quanto à derrubada do veto 44/21, reafirmando o compromisso em manter-se na defesa das pautas das categorias ACS/ACE na Câmara Federal.

NO VÍDEO ABAIXO, ASSISTA A FALA DO DEPUTADO JUSCELINO FILHO E DA PRESIDENTE DA CONACS ILDA ANGÉLICA CONFIRA!

Vídeo/reprodução: facebook.com/CONACSOFICIAL

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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Em derrota do governo, Senado rejeita nova reforma trabalhista - (Vitória dos trabalhadores)

 

Os senadores rejeitaram a proposta de uma nova reforma trabalhista, que criaria novos regimes de contratação para jovens e um programa para contratação sem direito a férias, 13º salário e FGTS

Em derrota do governo, o Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (1º), com 47 votos contrários e 27 favoráveis, a proposta de uma nova reforma trabalhista. O projeto criaria novos regimes de contratação para jovens e vagas sem direito a férias, 13º salário e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

O texto da Medida Provisória 1.045 havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. O Senado tinha até a próxima terça-feira (7) para votar a medida.

O texto original apenas recriava o programa de redução de jornadas e salários, mas essa proposta também foi rejeitada pelos parlamentares. Com exceção do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do relator, os 30 senadores que discursaram durante o debate da proposta defenderam a rejeição do texto. Os parlamentares contrários ao projeto afirmaram que a proposta precariza as relações trabalhistas e é ruim para os jovens.

Moura buscou alternativas para viabilizar a votação da proposta e retirou do texto todas as normas incluídas pelos deputados que mudavam diversas regras da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). A articulação do relator não foi suficiente para convencer os parlamentares.

Entre os principais pontos da proposta estavam: 

- nova modalidade de trabalho, sem direito a férias, 13º salário e FGTS (chamada de serviço social voluntário) 

- outra modalidade de trabalho, sem carteira assinada (Requip) e sem direitos trabalhistas e previdenciários; o trabalhador receberia uma bolsa e vale-transporte.

- programa de incentivo ao primeiro emprego (Priore) para jovens e de estímulo à contratação de maiores de 55 anos desempregados há mais de 12 meses; 
o empregado receberia um bônus no salário, mas seu FGTS seria menor 

- redução no pagamento de horas extras para algumas categorias profissionais, como bancários, jornalistas e operadores de telemarketing.

- aumento no limite da jornada de trabalho de mineiros 

- restrição à Justiça gratuita em geral, não apenas na esfera trabalhista 

- proibição a juízes anularem pontos de acordos extrajudiciais firmados entre empresas e empregados 

- maior dificuldade para a fiscalização trabalhista, inclusive para casos de trabalho análogo ao escravo.

- Parte das medidas propostas foi tentada pelo governo nos primeiros meses de 2020, na medida provisória do Contrato de Trabalho Verde Amarelo. 

- Como ela não seria aprovada a tempo pelo Congresso e perderia validade, o governo revogou a MP em abril de 2020. Desde então, o governo trabalhava para recriar as medidas.


Proposta de orçamento para 2022 não inclui reajuste de servidores, mas prevê retomada de concursos

Foto: Paulo Guedes Ministro da Economia

Concursos estão no projeto de orçamento de 2022, encaminhado nesta terça ao Congresso. Proposta autoriza 41,7 mil vagas no serviço público. Último reajuste de servidores foi em 2018.

O governo decidiu não incluir reajuste para os servidores públicos na proposta de orçamento de 2022, informou o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal. Enviada nesta terça-feira (31) ao Congresso Nacional, a proposta prevê, porém, autorização para novos concursos públicos (leia mais abaixo).

No ano passado, o governo autorizou reajustes somente para os militares, em razão do processo de reestruturação das carreiras.

O último reajuste para os servidores públicos foi anunciado em 2018, pelo então presidente Michel Temer. Inicialmente, teria validade no ano de 2019, mas na época a equipe econômica convenceu Temer a reajustar os salários de 2020 em diante. Foram aumentos escalonados em cinco anos.

Michel Temer alegou, em 2018, que o reajuste tinha sido autorizado anteriormente por Dilma Rousseff (PT), antes de sofrer o processo de impeachment, mas decidiu mantê-lo.

"Não tem previsão de reajuste [para servidores públicos]. O orçamento já está muito apertado. Tendo algum tipo de mudança por conta do precatório, vão ser definidas prioridades no orçamento. Não cabe agora a gente falar nisso", declarou o secretário Bruno Funchal".

O governo enviou a proposta de orçamento com valor integral de precatórios e sem reajuste do Bolsa Família, prevendo quase R$ 90 bilhões para essas despesas, mas busca abrir espaço para novas despesas com autorização do Poder Judiciário. Parte dos valores iriam para o Auxílio Brasil, novo programa social.

Concursos

A proposta de orçamento traz autorização para novos concursos públicos. De acordo com o secretário de Orçamento Federal, Ariosto Culau, há autorização para 41,7 mil vagas em "diversos órgãos públicos e agências reguladoras".

Segundo ele, após três anos sem concursos públicos, identificou-se a "necessidade de recomposição de força de trabalho".

Questionado por jornalistas, Culau afirmou que não há "finalidade eleitoreira" na autorização por novas vagas, mas sim o "atendimento de políticas setoriais nos vários órgãos de administração".

Em 2019, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo poderia "travar" os concursos públicos. "

Grande notícia: 50% do funcionalismo público se aposenta nos próximos cinco anos. A primeira coisa, concursos públicos. Trava esse negócio aí. Quero saber por que precisa, tem que ver os atributos", declarou o ministro à época.

Em 2020, a área econômica apresentou uma proposta de reforma administrativa, com o objetivo de alterar as regras para os futuros servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios. O documento ainda está sendo avaliado pelo Congresso Nacional.

Entre as mudanças, a proposta enviada pelo governo acaba com a estabilidade de parte dos futuros servidores. Hoje, a regra geral é que todo servidor público é estável no cargo. Só pode ser demitido se for condenado sem mais possibilidade de recurso na Justiça ou se cometer infração disciplinar. Para os atuais servidores, essa regra continuará valendo.

Pela proposta do governo, a estabilidade passa a ser garantida apenas para servidores das chamadas carreiras típicas de Estado, que só existem na administração pública, e que hoje incluem carreiras como as de auditor da Receita, diplomata e técnico do Banco Central. Uma lei a ser enviada posteriormente listará quais serão essas carreiras que vão manter a estabilidade.


Por Alexandro Martello e Jéssica Sant'Ana, G1 — Brasília

Fonte: g1.globo.com/economia

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