segunda-feira, 15 de abril de 2024

Programa SUS Digital/2024: Publicada Portaria que homologa Estados, Municípios e DF receberem captação do incentivo financeiro de custeio referentes à 1° parcela da etapa 1

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 15/04/2024 | Edição: 72 | Seção: 1 | Página: 246

Órgão: Ministério da Saúde/Gabinete da Ministra

PORTARIA GM/MS Nº 3.534, DE 12 DE ABRIL DE 2024

Homologa a adesão de Estados, Distrito Federal e Municípios, para recebimento do incentivo financeiro de custeio da primeira parcela da etapa 1: planejamento referente ao Programa SUS Digital, para o ano de 2024.

A MINISTRA DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e

Considerando a Portaria GM/MS nº 3.232, de 1º de março de 2024, que instituiu o Programa SUS Digital, na forma do Anexo CVIII à Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, e a Portaria GM/MS nº 3.233, de 1º de março de 2024, que regulamenta a etapa 1: planejamento, referente ao ProgramaSUS Digital, para o ano de 2024, ambas devidamente instruídas nos autos do Processo SEI nº 25000.161299/2023-01;

Considerando o inciso IV do art. 11 do Anexo CVIII à Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, o qual dispõe que compete ao Ministério da Saúde elaborar, publicar e divulgar atos normativos e orientações para adesão e homologação da adesão de estados, municípios e Distrito Federal ao Programa SUS Digital;

Considerando o § 3º do art. 4º da Portaria GM/MS nº 3.233, de 2024, estabelecendo que as solicitações de adesão deferidas serão objeto de homologação, mediante portaria da Ministra de Estado da Saúde, em que constarão os respectivos valores a serem transferidos a título de incentivo financeiro; e

Considerando os Anexos I e II à Portaria GM/MS nº 3.233, de 2024, que estabelecem os valores da primeira parcela do incentivo financeiro para Estados, Distrito Federal e Municípios, resolve:

Art. 1º Fica homologada a adesão dos estados, Distrito Federal e municípios descritos nos Anexos I e II a esta Portaria, para recebimento do incentivo financeiro de custeio da primeira parcela da etapa 1: planejamento referente ao Programa SUS Digital, de que trata o Anexo CVIII à Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 2017, para o ano de 2024.

Parágrafo único. Os entes com a adesão homologada nos termos do caput se obrigam a cumprir o disposto no art. 3º da Portaria GM/MS nº 3.233, de 2024.

Art. 2º Os Estados, Distrito Federal e Municípios farão jus ao repasse da primeira parcela do incentivo financeiro de custeio da etapa 1: planejamento, de que trata o inciso I do § 3º do art. 4º da Portaria GM/MS nº 3.233, de 2024, conforme valores descritos nos Anexos I e II a esta Portaria.

Art. 3º Os recursos orçamentários, objeto desta Portaria, correrão por conta do orçamento do Ministério da Saúde, com previsão de impacto orçamentário para o ano de 2024, referente a primeira parcela do incentivo financeiro de custeio da etapa 1: planejamento, no valor de R$ 232.121.415,00 (duzentos e trinta e dois milhões, cento e vinte e um mil e quatrocentos e quinze reais), devendo onerar o Programa de Trabalho 10.126.5121.21GM.0001 - Transformação Digital no SUS, Plano Orçamentário 0000.

Art. 4º O Fundo Nacional de Saúde/FNS adotará as medidas necessárias para as transferências dos valores descritos nos Anexos I e II a esta Portaria aos respectivos Fundos de Saúde, em conformidade com os processos de pagamento instruídos pela Secretaria de Informação e Saúde Digital - SEIDIGI/MS.

Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

NÍSIA TRINDADE LIMA


CLIQUE AQUI E VEJA O ANEXO I ADESÕES HOMOLOGADAS, POR ESTADO E DISTRITO FEDERAL, PARA RECEBIMENTO DO INCENTIVO FINANCEIRO DE CUSTEIO DA PRIMEIRA PARCELA DA ETAPA 1: PLANEJAMENTO REFERENTE AO PROGRAMA SUS DIGITAL E VALOR DA PARCELA

CLIQUE AQUI e Saiba mais sobre o Programa SUS Digital. Veja o Documento Instrucional.


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Ministério da saúde: lançou a série "10 minutinhos D'Agente" Veja o 1° episódio(Vídeo completo). Confira!

Olá colegas ACS e ACE de todo Brasil!

O Ministério da Saúde, lançou a série 10 Minutinhos d'Agente, e no episódio de estreia, a conversa foi com a Herica Marques, Agente de Combate às Endemias(ACE), e chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental do Guará; e a Jeanne Alves, Agente Comunitária de Saúde(ACS).

Neste episódio, você verá dicas, informações e notícias sobre o combate à dengue, e sobre as medidas que o atual governo, junto com estados e municípios, tem implementado para frear a disseminação da doença no Brasil, sobre o papel indispensável dos agentes de saúde nesse cenário e muito mais.

Confira abaixo, o 1° episódio completo, da série 10 minutinhos d'agente e fique por dentro de tudo!

Vídeo reprodução: Ministério da Saúde 

O Ministério da Saúde quer saber: quais temas de saúde vocês gostariam de ver nos próximos episódios? Contem para o MS aqui nos comentários!

E você, agente, tem uma dica, informação ou dúvida sobre saúde?

Mande seu vídeo para o e-mail no link abaixo: 10minutinhosdagente@saude.gov.br que o Ministério d saúde responde você!

Compartilhe esse vídeo!


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sábado, 13 de abril de 2024

CONACS: RESUMO DA SEMANA EM BRASÍLIA(PEC 18 dos 3 salários mínimos , Aposentadoria Especial, Insalubridade 40%). Veja!


 Olá colegas ACS e ACE de todo Brasil!

A CONACS, fez um resumo dos trabalhos realizados nessa semana em Brasília como:

• Mobilização da PEC/18 dos 3 salários mínimos;

• Aposentadoria Especial para ACS/ACE;

• Insalubridade em grau máximo de 40% pra toda categoria;

• Reunião com a Ministra da saúde Nísia Trindade e com Parlamentares que se comprometeram apoiar as lutas da categoria.

Assista o vídeo abaixo e veja a fala da presidente da CONACS Ilda Angélica direto de Brasília(12/04/24). CONFIRA!

Vídeo reprodução: CONACS

Veja abaixo, a matéria publicada pela própria CONACS na rede social da entidade com mais detalhes dos trabalhos realizados em Brasília.

A CONACS teve uma presença marcante em Brasília nos dias 9, 10 e 11 de abril, durante uma agenda intensa no Congresso Nacional. A semana foi incrivelmente produtiva, começando com um Mini Seminário no auditório Freitas Nobre, no Anexo 4 da Câmara dos Deputados, com a participação do Ministério da Saúde. A Dra. Ethel, secretária da SVSA (Secretaria de Vigilância em Saúde Ambiental), esteve presente, dirigindo-se especialmente aos Agentes de Combate às Endemias, juntamente com diversos deputados que prestigiaram o evento. Esta foi uma oportunidade para integrar os agentes aos temas da pauta que seriam discutidos nos dias seguintes.

Durante a tarde, realizamos visitas aos gabinetes de todos os líderes partidários, com foco especial nos deputados que fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça, apresentando-lhes nosso pedido de desapensamento dos Projetos de Lei de regulamentação da publicação do artigo da Emenda Constitucional 120. Vários deputados, incluindo Fred Costa, (Vice-presidente da frente parlamentar em defesa dos Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias), apresentaram requerimentos semelhantes. Além disso, houve uma reunião com o relator da PEC 18, o deputado federal Rubens Pereira, do Maranhão, que se comprometeu em trabalhar no relatório da PEC 18, já com parecer favorável de sua parte.

Participamos de uma reunião no Ministério da Saúde, envolvendo entrevistas coletivas com a SAP e a SVSA, além de uma agenda com a Ministra Nísia, e participamos de uma audiência pública na Comissão de Saúde, onde a Ministra estava presente, discutindo as atividades realizadas pelo Ministério da Saúde.

Além disso, estivemos presentes em uma audiência pública no Senado Federal, celebrando o Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril. Esses eventos demonstram o compromisso da CONACS em defender os interesses dos Agentes Comunitários de Saúde e de e de Agentes de Combate às Endemias.

A CONACS TRABALHANDO O TEMPO TODO, EM TODO LUGAR

Atenciosamente, Equipe de Imprensa CONACS


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quinta-feira, 11 de abril de 2024

ENTENDA A PORTARIA DO NOVO FINANCIAMENTO DA APS PUBLICADA HOJE(11/04/24). O QUE MUDA? CONFIRA!

Olá colegas ACS e ACE de todo Brasil!

Foi publicada hoje(11/04/24), a PORTARIA GM/MS Nº 3.493, DE 10 DE ABRIL DE 2024 que altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017, para instituir nova metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 

No vídeo abaixo, Jamesson explica detalhes da portaria 3.493 de 10/04/24, e as novidades que a mesma traz no novo financiamento da APS para 2024. CONFIRA!

Vídeo reprodução: Canal Descomplicando a saúde coletiva 

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Publicada Portaria que altera o método de cofinanciamento Federal do piso da APS no âmbito do SUS

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 11/04/2024 | Edição: 70 | Seção: 1 | Página: 100

Órgão: Ministério da Saúde/Gabinete da Ministra

PORTARIA GM/MS Nº 3.493, DE 10 DE ABRIL DE 2024

Publicada hoje(11/04/24), a portaria que Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017, para instituir nova metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

CLIQUE AQUI E VEJA A PORTARIA NA ÍNTEGRA E SEUS ANEXOS.


Mais equipes de profissionais, menos espera: entenda a reconstrução da Saúde da Família e atendimento nas UBS


Ampliação do número de profissionais e mudança no modelo de organização aperfeiçoam os serviços ofertados à população nas unidades básicas em todo o Brasil. 

"Como foi seu último atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS)?” Perguntas assim, direcionadas diretamente à população, são uma das bases da reconstrução da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Nesta quinta-feira (11) o secretário de Atenção Primária à Saúde (Saps), Felipe Proenço, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, detalharam, em entrevista coletiva, como vai funcionar o processo.

Completando 30 anos em 2024, a ESF é uma das políticas de maior sucesso do SUS e passará por uma reestruturação para o resgate do foco nas pessoas e no cuidado, como anunciado na última segunda-feira (8) pela ministra, ao lado do presidente Lula.

“Tivemos uma perda grande nos últimos quatro anos, visto que havia uma orientação estratégica diferente para o programa feita pelo governo anterior. Então vamos reconstruí-lo, tendo como norte a qualidade”, pontuou a ministra da Saúde. “Trata-se de uma área fundamental, que consegue a resolução de 80% dos problemas de saúde”, acrescentou.

Responsável por explicar as mudanças na estratégia de atuação do programa, o secretário Felipe Proenço resumiu: "É um novo momento para a saúde da família". E acrescentou que a forma de atendimento será totalmente diversa. “Serão mais equipes que vão trabalhar com um tamanho de população adequado. Assim, vamos poder olhar para o horário de funcionamento das UBS e analisar a satisfação das pessoas que estão sendo atendidas”, explicou. Entre as dificuldades citadas pelo secretário e encontradas pela atual gestão, estava a ausência de um médico em 4 mil dessas equipes que atendem os territórios.

Foto: Julia Prado/MS

Uma gestão que prioriza pessoas

As mudanças passam pela disponibilização de uma ferramenta de avaliação do atendimento, em uma interface com o SUS Digital, e por um modelo que prioriza o retorno das visitas domiciliares. Sabe aquele profissional que bate à porta para perguntar se todos os moradores da casa estão com o cartão de vacinação em dia, que verifica a pressão de hipertensos e pergunta como está a retirada de medicamentos na farmácia da UBS ou na rede credenciada ao Farmácia Popular?

Ele está fazendo o uso deste importante instrumento e é fundamental para as ações de atendimento, educativas ou assistenciais. As visitas também ampliam o vínculo e o acompanhamento territorial, um componente fundamental para o sucesso da Estratégia Saúde da Família. Além disso, uma nova forma de financiamento será um dos pilares da qualidade e indução de boas práticas na reconstrução da ESF.

As equipes de saúde da família podem receber de R$ 24 mil a R$ 30 mil em 2024, podendo chegar até R$ 34 mil em 2025, acima da média atual de 21 mil reais. O valor varia de acordo com o número de pessoas acompanhadas por cada equipe, que pode chegar até 3 mil pessoas, readequando o parâmetro atual que dificultava o atendimento de qualidade pelas equipes. Além disso, uma parte desse recurso prevê incentivo para os integrantes das equipes.

Na forma de financiamento anterior, as equipes eram pagas por número de pessoas credenciadas na atenção primária, o que não significa que essas pessoas eram de fato acompanhadas pelas equipes de saúde. O resultado disso foi sobrecarga para as equipes, dificuldade de acesso e atendimento para a população.

Meta é reduzir vazios assistenciais e diminuir o tempo de espera

O Ministério da Saúde traçou a meta de implementar 2.360 Equipes de Saúde da Família, 3.030 Equipes de Saúde Bucal e mil multiprofissionais por ano até 2026. Com isso, o SUS alcançará a meta de 80% da cobertura em 2026. A retomada do número de profissionais começou ainda no ano passado, com aumento de 52% no número de equipes implementadas em todo o país, totalizando 2.198. Isso resultou na ampliação das consultas médicas em 16% e dos procedimentos em 29% em relação a 2022.

Essa reestruturação significa uma diminuição da sobrecarga de trabalho para as equipes, melhorando a proporção entre pessoas cuidadas e profissionais contratados. Para a população, os benefícios também são sensíveis com a chegada de profissionais a regiões antes desassistidas e a diminuição do tempo de espera para conseguir uma consulta ou procedimento.

O reconhecimento da importância das equipes multiprofissionais é uma das chaves deste eixo. Compostas por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, como nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas, psicólogos, assistentes sociais e outros, nenhuma equipe multiprofissional foi criada entre 2019 e 2022. Por outro lado, apenas em 2023 foram mais de 3 mil. Isso vale para a Saúde Bucal, por meio do programa Brasil Sorridente. Em média, 385 equipes eram criadas por ano no período anterior. No ano passado, esse número saltou para 2.771 novas equipes.

O Mais Médicos, retomado em 2023, seguiu a mesma tendência, com recorde de 25.21 profissionais em atuação em todo o Brasil, 85% mais do que em 2022. Hoje, 60% dos médicos dos municípios mais pobres são do programa. Nesta semana, mais 1,6 mil médicos chegam a 651 municípios.

O trabalho integrado com os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e de Combate às Endemias (ACEs) também será aprimorado. O ministério ampliou o programa de qualificação – Mais Saúde com Agente – em uma representação de mais vínculo com a população, mais integração entre a atenção primária e a vigilância, e mais agentes de saúde cuidando dos usuários do SUS. Ainda em 2024, a pasta abre inscrições para a segunda turma com 180 mil vagas. Com a ação, toda a categoria atuante no SUS será contemplada, isso porque 176 mil agentes já foram diplomados em 2023. 

Além disso, o governo federal expande a comunicação com os agentes. Um novo canal de WhatsApp para disponibilizar informações oficiais está disponível desde segunda (8) para os 360 mil profissionais em atuação no país. No Youtube, um videocast ganha destaque: programa semanal com atualidades, pautas de interesse e interação com os agentes. Por fim, a ampliação do aplicativo para os Agentes Comunitários de Saúde, por meio de smartphone e tablet, atualizando as visitas à população em tempo real e recebendo informações oficiais.

Foto: divulgação/MS

Saúde da Família é sinônimo de menor mortalidade infantil

Estudos comprovam que o aumento da cobertura da estratégia reduz a mortalidade infantil, as chances de contrair tuberculose, os riscos de internação e reinternação hospitalar, além dos perigos de infarto e derrame. Com impactos mais significativos em grupos socialmente vulneráveis.

Apesar disso, a ESF havia sido descaracterizada nos últimos anos, com o deslocamento do foco do programa: saiu a população, o território e a qualidade no atendimento e entrou o cadastramento simplificado. As iniciativas da atual gestão da Saúde retomarão a lógica inicial da Saúde da Família, com foco na atenção integral, a partir de dois eixos: ampliação do número de profissionais e um novo modelo de gestão.

Acompanhe a transmissão da entrevista coletiva

Acesse a apresentação dos slides


Fonte: Ministério da Saúde

Categoria

Saúde e Vigilância Sanitária

Agentes de saúde(ACS/ACE): a esperada valorização?


Eles já são 350 mil. Piso salarial e reconhecimento profissional vieram no ano passado. Agora, governo aposta em canal direto de comunicação com a categoria. Seu papel fundamental para enfrentar desafios sanitários do país será reconhecido?

Na entrevista coletiva que ofereceu na segunda-feira (8/4), ao lado de Lula, a ministra Nísia Trindade procurou apresentar o que menos tem preocupado a mídia nos últimos meses. Falou de seu programa à frente da Saúde. São políticas diversas, que vão de ensaios na digitalização do SUS à facilitação do acesso a consultas médicas com especialistas. Respondeu com ideias aos que a atacam com intrigas.

No elenco de propostas, destacou-se um capítulo: a ênfase na ação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs). Já ao final do ano passado, segundo o então secretário de Atenção Primária à Saúde do MS, Nésio Fernandes, o governo havia credenciado quase 35 mil novos agentes, a maior expansão dos últimos dez anos. Os recursos destinados para a ampliação das equipes de Saúde da Família com ACSs, que chegaram a R$9,09 bilhões, também sofreram uma ampliação expressiva, de 27% em relação ao ano anterior. Na coletiva, a ministra anunciou mais duas novidades: a criação de um programa semanal e um canal de WhatsApp voltados para os agentes de todo o Brasil (o canal pode ser acessado aqui) – e uma ampliação do aplicativo que apoia seu trabalho. A ideia é que o Ministério repasse orientações e informações sobre ações especiais diretamente para os profissionais que estão atuando nos territórios, complementando a coordenação dos governos locais.

A movimentação sugere que o governo pretende oferecer uma atenção especial a estes profissionais. São cerca de 350 mil trabalhadores, se somados aos agentes de combate às endemias (ACEs) e os agentes indígenas de saúde. Além de numerosos, têm papel estratégico na execução das estratégias do SUS. E no imaginário da população, estão associados, por exemplo, ao combate a doenças que provocam temor, como a dengue. Nos últimos quinze meses, Nísia comandou um leque de ações voltadas para o estímulo à formação da categoria e à valorização de sua carreira.

Um leque de políticas de valorização

A sequência de medidas começou a tomar forma no início do ano passado. Em janeiro, Lula sancionou a Lei 14.536/2023, que reconheceu os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias como profissionais de saúde. Era uma demanda histórica das categorias, cuja carreira ficou fortalecida com a incorporação de direitos constitucionais restritos aos profissionais da Educação e da Saúde, como a acumulação remunerada de cargos públicos.

Em outubro, o STF determinou que a União poderia implementar um piso salarial nacional para os agentes de saúde. A remuneração mínima dos ACSs e ACEs foi fixada em dois salários mínimos pela Emenda Constitucional 120. A emenda também determinou que, “em razão dos riscos inerentes às funções desempenhadas”, terão assegurado o direito à “aposentadoria especial e, somado aos seus vencimentos, adicional de insalubridade”. O fornecimento dos recursos para viabilizar o piso ficou sob responsabilidade do Governo Federal.

Já em dezembro, concluiu-se a primeira turma do Programa Saúde com Agente, que qualificou 170 mil profissionais de 5,3 mil municípios. Criado por uma portaria de 2020 do MS e promovido em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o programa oferece um curso técnico para a formação de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Não é obrigatório realizá-lo para exercer a profissão: seu sentido é aprofundar os conhecimentos dos trabalhadores para “qualificar o acolhimento à população” e atuar em “conformidade com as necessidades do SUS”, diz a pasta.

Presente na cerimônia de formatura, Nísia anunciou a ampliação do programa, que passou a se chamar Mais Saúde com Agente. O currículo foi atualizado, para incluir disciplinas sobre equidade e combate às desigualdades. Outra novidade foi a parceria com as Escolas de Saúde do SUS. A turma do curso técnico a ser iniciada em 2024 – ainda não convocada – formará 180 mil novos agentes, havendo a expectativa, segundo o ministério, de capacitar mais de 300 mil profissionais, até o final de 2026.

As novas ações

Dentre as três novidades para os agentes de saúde anunciadas na segunda, o canal de WhatsApp já está no ar. O programa semanal, que será um videocast com atualidades, pautas de interesse e interação com os agentes, ainda não foi lançado. Já as mudanças a serem implementadas no aplicativo e-SUS Território terão o sentido de facilitar a “atualização das visitas à população em tempo real” e o “recebimento de informações oficiais” pelos ACSs e ACEs que o utilizam em seu dia-a-dia de trabalho, explica a apresentação da ministra.

O esforço por realizações imediatas (no jargão da política institucional, “entregas”) da pasta de Nísia relaciona-se a uma batalha pelos rumos do Ministério – cobiçado por grupos políticos. 

A efetividade das medidas anunciadas no novo esforço de comunicação do MS ainda está por ser mensurada. Sua implementação é muito recente. Contudo, a opção por ações que valorizam uma categoria fundamental para a Saúde Pública é um bom começo – e demonstra o compromisso com o fortalecimento do SUS e de seus trabalhadores que, espera-se, deve seguir sendo o norte da pasta.


Fonte: outraspalavras.net

quarta-feira, 10 de abril de 2024

CBO dos ACS: Veja como consultar no SIGTAP os códigos atualizados dos procedimentos para os TACS e entenda a portaria. Assista os vídeos!

 Olá colegas ACS e ACE de todo Brasil! 

Assistam nos vídeos abaixo, as explicações de Jamesson em relação a publicação da portaria SAES/MS 1.546 de 20.03.2024 que criou a CBO dos TACS(Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde).

Nesse vídeo, Jamesson também mostra, que os códigos dos procedimentos já foram atualizados no SIGTAP(Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos Medicamentos e OPM do SUS). 

Lembrando, que essa nova CBO é para os TACS que já concluiram o curso técnico do programa "Saúde com Agente" na 1° turma em 2023, e para os ACS e ACE, que participarem da 2° turma do curso técnico do programa"Mais Saúde com Agente", novo nome agora em 2024. Confira!

VÍDEO 1: CBO DOS TACS

Vídeo reprodução: Canal Descomplicado a saúde coletiva 


VÍDEO 2: CBO DOS TACS (CONTINUAÇÃO)

Vídeo reprodução: Canal Descomplicado a saúde coletiva

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terça-feira, 9 de abril de 2024

ATENÇÃO ACS/ACE e Agentes indígenas! Entre no CANAL OFICIAL do Ministério da Saúde no Whatsapp. Veja como entrar!

Este é o novo canal do Ministério da Saúde, dedicado a todos os Agentes Comunitários de Saúde (ACS),Agentes de Combate às Endemias(ACE) e Agentes Indígenas de Saúde.

O Ministério da Saúde convida todos os Agentes Comunitários de Saúde(ACS), Agentes de Combate às Endemias(ACE) e Agentes indígenas de Saúde a fazerem parte do CANAL EXCLUSIVO DE WHATSAPP da pasta.

O que você encontrará no canal?

• Orientações;

• Informações úteis para o dia a dia;

• Dicas para compartilhar com a comunidade;

• Novidades da categoria;

Clique aqui e siga o canal !


Obrigado pelo trabalho e dedicação incansável. Seguimos juntos! 💪

▶️ Compartilhe o link de acesso ao canal e convide outros agentes a fazerem parte desta comunidade!


segunda-feira, 8 de abril de 2024

Ministra da Saúde reforça importância do trabalho integrado dos ACS/ACE e fala do horário ampliado de funcionamento nas UBS


Mais Acesso a Especialistas: investimento dobrado e mais 1 milhão de cirurgias eletivas por ano

No lançamento do programa que pretende ampliar acesso a tratamentos e exames pelo SUS, ministra Nísia Trindade (Saúde) reforça foco no cuidado e no uso da tecnologia. Presidente dá exemplo e toma vacina contra a gripe

Acabar com longas filas de espera. Investir no cuidado com o paciente. Ampliar o horário de atendimento de Unidades Básicas de Saúde (UBS). Voltar o olhar às regiões com menor índice de profissionais. Qualificar agentes de saúde e estabelecer com eles uma comunicação direta, via digital. Essas são algumas características de um novo modo caminho para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS), detalhado pela ministra Nísia Trindade (Saúde) em evento no Palácio do Planalto, nesta segunda, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nós estamos tendo como referência as melhores práticas de saúde no mundo em sistemas universais. É o caso do Reino Unido, é o caso da Espanha, é o caso do Canadá. Só que o nosso desafio é de um país continental com um sistema descentralizado e com grandes desigualdades”

Nísia Trindade, ministra da Saúde

Um dos retratos dessa perspectiva é o Mais Acesso a Especialistas. O novo programa pretende reduzir o tempo de espera por cirurgias, exames e tratamentos e espera ampliar em um milhão o número de cirurgias eletivas realizadas anualmente. Para isso, o investimento dobrou. Os recursos para cirurgias eletivas passaram de R$ 600 milhões para R$ 1,2 bilhão, com o objetivo de apoiar estados e municípios na realização de cirurgias eletivas. Entre março de 2023 e janeiro de 2024 houve 4,2 milhões de cirurgias, aumento de 19% na comparação com 2022.

“Nós estamos tendo como referência as melhores práticas de saúde no mundo em sistemas universais. É o caso do Reino Unido, é o caso da Espanha, é o caso do Canadá. Só que o nosso desafio é de um país continental com um sistema descentralizado e com grandes desigualdades”, afirmou Nísia Trindade.

Entre essas melhores práticas está a aposta no atendimento online. O SUS Digital, também apresentado nesta segunda, pretende facilitar o acesso às informações em saúde e ampliar o potencial de atendimentos remotos. O programa já tem a adesão de 99,9% dos municípios. O Ministério da Saúde abriu chamada pública em março e, em um mês, os 26 estados, o DF e 5.566 municípios, aderiram.

Serão destinados R$ 460 milhões aos entes federados. Os recursos vão apoiar a elaboração e implementação dos Planos de Ação para a transformação digital. Os 10 núcleos de telessaúde encontrados no início da gestão foram ampliados e agora somam 24, três deles com oferta nacional de telediagnóstico especializado.

Por meio dos núcleos de telessaúde, especialistas, como cardiologistas e oftalmologistas, fazem consultas online e análise de diagnósticos de médicos que atuam na Atenção Primária. Em 2023 já foi possível atender a 1,2 mil municípios com teleeletrocardiogramas, realizando em média 6 mil laudos por dia. A iniciativa permite reduzir barreiras geográficas, diante da dificuldade de levar profissionais especializados às regiões remotas, e assegurar o acesso da população a esse atendimento.

“O sucesso na área de saúde está intimamente relacionado a todo o cuidado em relação a outras políticas. Está relacionado à democracia e à redução das desigualdades. Políticas sociais e econômicas são fundamentais para que a população possa ter saúde”, disse Nísia Trindade.

APLICATIVO 

O aplicativo Meu SUS Digital é a interface com a população para acesso às informações e serviços de saúde. É o mesmo que ter o prontuário na palma da mão, com todo o histórico, permitindo a tomada de decisões voltadas ao autocuidado. As funcionalidades do app estão sendo aprimoradas e hoje o cidadão já consegue emitir a carteira de vacinação completa, o documento para retirada de absorventes pelo Farmácia Popular e acompanhar em tempo real a fila de transplantes. A ferramenta soma mais de 49 milhões de downloads.

AGENTES DE SAÚDE 

A ministra reforçou que o trabalho integrado com os Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias será aprimorado. O Ministério da Saúde ampliou o programa de qualificação – Mais Saúde com Agente. Em 2024, a pasta abre inscrições para a segunda turma com 180 mil vagas. Com a ação, toda a categoria atuante no SUS será contemplada. Isso porque 176 mil agentes já foram diplomados em 2023. Também haverá um diálogo mais próximo do Governo Federal com os 350 mil agentes de saúde por meio de um canal no WhatsApp. “Vocês viram que tem um canal onde o Ministério da Saúde, a partir de agora, vai poder prestar orientação aos milhares de agentes de saúde espalhados nesse Brasil. Cada agente vai ter a noção do que a ministra está dando de orientação no que fazer com relação a endemia, pandemia ou qualquer coisa parecida. Essa é uma coisa que estava faltando e é extremamente importante”, afirmou o presidente Lula.

HORÁRIO AMPLIADO 

Entre as medidas a serem adotadas está a ampliação do horário de atendimento de Unidades Básicas de Saúde, com mais times em ação na mesma UBS até 22h, a redução da espera por meio do monitoramento das ações e um processo de avaliação da satisfação do usuário. Tudo isso organizado em um modelo que volte a valorizar as visitas em casa.

ESPECIALISTAS 

O Programa Mais Acesso a Especialistas também visa aumentar o número de vagas para residência médica, com ênfase em especialidades e regiões estratégicas. Ele tem como objetivo prover especialistas em áreas de vazio assistencial atrelado a processos formativos de residência ou especialização.

ACELERADORES 

O programa prevê ampliar o número de Aceleradores Lineares em regiões desassistidas do país. Esses equipamentos são usados em uma modalidade do tratamento de câncer, que é a radioterapia. Ele gera uma radiação e o aparelho direciona para a área que se deseja tratar.  Em 2023, 33 obras foram iniciadas para instalação de aceleradores e o Ministério da Saúde promoveu a importação de 25 equipamentos. Para 2024, o objetivo é importar mais oito, sendo que estados como Amazonas e Roraima receberão os primeiros Aceleradores Lineares da história.

VACINAÇÃO 

Durante o evento, o presidente Lula elogiou os anúncios feitos pela ministra e aproveitou a ocasião para se vacinar contra a gripe: “Com a vacina, a gente evita de pegar doenças que matam pessoas. Portanto, vou tomar minha vacina para incentivar todas as pessoas brasileiras, homens e mulheres, adolescentes e crianças”.


Por: Ministério da Saúde

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